Nao Machuque o meu Coracao
Meu oásis
Meu oásis és tu meu bem
teu corpo matará minha sede
esta louca e tórrida sede
esta sede que me toma
por completo
me domina
me deixa louca.
És tu meu bem
a fonte que preciso
quando saciará minha sede?
Quando matarei a sede de ti?
Quando virás?
Estou aqui...
Meu voto
Quando voto meu amigo,
estou em ti a confiar,
pensando que é "honesto",
para a mim representar.
Não dou chave de banco,
para que possas enricar.
Não te dou o direito,
de querer me "enganar".
Quando voto meu amigo,
quero o bem do "cidadão",
não espero vê-lo mentindo,
passeando de carrão.
Não te dou o "direito",
de achar que sou pateta.
Pois já sei que fica por aí,
escondendo dólar na cueca.
Quando voto meu amigo,
estou "ciente" do que faço,
Mas tem gente que não sabe,
vende-se por uns trocados.
Não se engane aí "doutor",
quatro anos passa rápido.
E o povo com seu voto,
tua vida pode mudar.
Ando lendo meus percalços, medindo meu espaço, analisando onde me encaixo.
Quero muitos goles, desta taça que me oferece a vida.
Já quis muito mais, hoje só o que me deixa em êxtase, paixão, me acrescenta vida.
É verdade, que entre o meu eu lírico e eu, abriu-se um abismo. E na tentativa de nos entender, percebemos que há também entre nós, um moinho. Este, alterna-se com o abismo. E entre a distância -entre nós, e o moinho que nos mistura, estão os mais eloquentes versos.
Tudo depende do meu ponto de vista, de como processo o esperado, ou o por acaso. Posso sentir por um tempo o poder do desespero do por acaso, mas logo o mesmo se aproxima do esperado, e o que é dor, torna-se aprendizado, fortalecimento. Então eu rio por dentro, e em minha face floresce um sorriso tímido, para em seguida resplandecer em meus olhos a alegria de um sorriso maroto, mais gracioso e realmente feliz. Enfim, entendi que o meu tudo sou eu, e que a felicidade reside em mim.
Em meus devaneios poéticos, sempre ouço meu eu lírico dizer: _Toma mais esta dose de versos, que passa!
Ando como um pedinte, sem ter a quem pedir, atravessando meu deserto solitário. Mas eu vejo um oásis bem próximo adiante. E logo ao amanhecer, depois que eu descansar e vencer este dia, chegarei lá. Eu creio!
Sou meu início, meio e fim. Porém, minhas limitações me direcionam na conformidade do que ainda sou capaz de realizar. Minha fé é a força que Deus plantou em meu coração, e nela encontro meu equilíbrio, minha paz.
Riso
Deixei livre
nas corredeiras,
meu riso.
Assim
será sempre novo,
sempre rio .
Se rio,
ou riacho,
se me derramo
nas cachoeiras
serei sempre riso novo.
No horizonte distante, meu céu se estende azul,
Um oceano sereno, onde a paz é a luz.
Nuvens brancas como plumas, flutuam sem pressa,
Em um céu azul, a vida é uma promessa.
O sol dourado pinta o céu com seu calor,
E a cada amanhecer, renova-se o esplendor.
As estrelas, pontinhos de luz a brilhar,
Decoram o céu azul, como pérolas a dançar.
Nesse vasto firmamento, a esperança se espalha,
E a beleza do universo, minha alma embala.
No silêncio celeste, encontro meu refúgio,
Sob o manto azul do céu, sinto-me em pleno sortilégio.
Oh, céu azul, guardião dos meus sonhos,
Em tuas profundezas, encontro meus arranjos.
E quando a noite chegar, e as estrelas brilharem,
Sob teu abraço celestial, meus sonhos se realizarão.
Faust
Gato aquele que fazia meu dia,
Cada fantasia contada com alegria,
Cada miado pedindo por mais–
Por mais ração, por mais diversão, por mais vida.
Qual bela poesia poderá te salvar?
Do vazio que carregava nas ruasm
Caminho em meio à multidão,
Como se fôssemos iguais.
Hoje, no silêncio que habita na calada da noite,
A cada sentença, uma antiga memória perturba.
Parece até que foi hoje,
Que acariciei tua barriga fofa.
Parece até que foi hoje,
Que derramei meu ser em ti.
Me pergunto se você sentiu dor...
Você sentiu dor?
A morte é algo que toma tudo de ti,
Toma tudo que tu sente.
E quando me vi diante de você,
Me senti tão indiferente.
Gato aquele que descartei,
Como cadáver,
Na mata da alma.
E, na ausência de empatia, me pergunto:
Qual o problema comigo?
O que tem de errado em mim?
Eu nem chorei quando te vi ali no chão–
Seu sangue ainda fresco, mas meio seco.
Seu cheiro indicava que foi recente.
A morte te faz pensar.
Pensar...
Que não quer morrer.
Em todo lugar há flores,
beija - flor,
vai , voa e leva contigo
o meu pensamento
para onde fores
Invejo teu voo
e tudo que vês e não posso,
ah...beija - flor
és um poema de asas
que não escrevi ...
12 de janeiro de 2.009
Que saudade dos tempos bons
de alguém ou de momentos
foi pintada em vários tons
no meu arco-íris de sentimentos
Essa saudade que me invade
com ela posso dialogar
- não vá embora, saudade!
meu coração é seu lugar
Vento, vento, de onde vens?
estás sempre ao meu redor,
que segredos trazes em teus lamentos,
seriam saudade de algum amor,
ou canseira de viver tanto ao relento,
arrastando folhas e mágoas
de quem te percebe e dá valor?
Muitas vezes o dia estava nublado,
nada de bom parecia oferecer,
mas a força e fé estavam a meu lado,
consegui os obstáculos todos vencer !
Sempre fiz o meu caminho
desenhando passo a passo
no chão onde pisava
cada nota do compasso
Compus a minha melodia
olhando o sol e estrelas
captando toda a poesia
só minha, tinha direito de tê-las
Não mirei a vida de ninguém
em silêncio fiz a minha
sabendo e muito bem
quem atrás de mim vinha
A vida é sempre assim
parece um rodamoinho
meio irreal, mas há sim
quem deseje nosso caminho
porque não tem ideal
Prefiro sempre a calmaria,
mas enfrento tempestade,
meu suporte é a poesia,
quando a inspiração me invade
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