Nao Julgue meus Sentimentos

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Me sobram os dedos para contar meus verdadeiros amigos"

Certa vez ele sugou Com um longo beijo, toda a minha alma através Dos meus lábios, como a luz do sol bebe o orvalho

Tu acalma minhas crises, tu melhora meus pensamentos, tu me aquece com seus abraços e o caos que vive aqui dentro. p-p-s-m

VIAJAR NO MEU PEQUENO EU

Me encontro aqui, sentada a deambular entre meus ínfemes e míseros pensamentos... sem muito no que pensar
No meio de um nada e em minha constante e feliz melancolia.
Passam-se os anos eu mudo, reviro-me e me reencontro aqui num mar de contrastes...
Mil perguntas passam pela imensidão do meu cérebro, perguntas parvas de respostas concretas e desconjugáveis.
Mudam-se-me os nomes, permanecem-me os apelidos e meus contrastes, me perco em mim... morro em minhas atitudes e ressuscito em meus contrastes.
Outra vez, a mesma sensação... de novo a mesma dor da perda me consome.
o que falta em mim? o que a complicada simplicidade que me rodeia roubou de mim desta vez? Algures perdi algo que não consigo encontrar, mas onde se não sai daqui, encontro-me a séculos nesta mesma monotonia....
Ohhh!!! Agora entendo tudo... é essa monotonia que me consome, me rouba todo nada que consigo... não aguento mais isso!!!!
Mas espera aí!!!!! Que monotonia? Como sei eu que isso é monotonia se não conheço outro estado de vida se não essa latessencia em que me encontro?
ohh! Injusta de mim... condeno-me sempre a um mundinho de desesperos e futilidades úteis... apresso-me a julgar o modelo medíocre de vida numa linear constante.
Mas como posso eu querer ou ainda exigir de mim uma aderência a uma vida mais apreciável se é só esta a realidade que conheço... se minha fraca e fértil imaginação nunca viajou por outros campos se não a oscuridade da minha própria realidade?
Daí me ponho aqui sentada no meio a nada e uma vez mais viajo e percorro o interior do meu pequeno eu, numa corrida lenta e rotineira que não me cansa, e apesar de exausta me alegro com as tristezas que revivo.

És bela menina
bela como uma flor
sua beleza estonteia
flor de Lótus.
Trouxeste aos meus lábios sorriso
e à minha alma calor
calor que aquece
calor que refresca!
Tocaste meu coração
despetando-o para o amor...
Amor simples e puro
doce e ingênuo..
como resistir?
Tomaste meu coração
ligando minha alma a sua
meu corpo ao seu
minha vida a sua...

"...Queria perguntar ao tempo
Se ele nunca volta atrás
Pois deixei meus melhores dias
Tempo que não volta mais..."

- "Por que meus olhos doem?
- Porque você nunca os usou".

Eu vou longe com uma pequena ajuda dos meus amigos.

"Súplica"

E os meus joelhos doem:
pelas preces pedidas,
pelas provas vencidas, pelas dores sentidas,
pelo arder das feridas, e sentido da vida...

E meus joelhos doem:
pelo afago sincero,
pelo amor que é o mais belo, e pelo sorriso
que quero quando de longe te espero...

E os meus joelhos doem:
em meio a correria, entre versos e poesias,
do sentimento que ardia, sem dó e em demasia, que em mim existia...

E meus joelhos doem, doem, doem...
Ainda doem e eu vejo que há contigo um segredo,
escondido entre os beijos, cheiro tentado do desejo que camuflado sucumbia.

E os meus joelhos doem:
doem e faz festa, lateja e me testa,
na dor que me resta desse amor que sedia...

E os meus joelhos doem:
doem no cimento, doe no lamento,
doe mas aguento, e nem ligo o tormento
de um chão frio molhado em sofrimento.

E eles doem:
doem cravados na preza, clamando na dor
e na reza o que a Deus pedia...
Doe mas tem que doer, pois, todo amor que viver,
do nascer ao morrer, ai de aprender ser respeitado até o seu ultimo dia!

(Franklin Lima)

Meus pensamentos sempre fogem da linha do tempo, sempre estão afrente de tudo e até de mim mesmo.

Quando a retina dos meus olhos começa a ficar empoeirada de realidade, eu fujo para o país de Alice para desanuviar o olhar.

Minha mente borbulha, meus pensamentos são minha insônia.

Desejos...Desejos...

Quando meus olhos te vêem o meu corpo estremece.
Sinto o teu calor, e o meu corpo já sente a presença do teu.
Desejo-te com toda a força do meu ser.
Quero-te mais do que possa imaginar.
Quero ser o teu desejo, me envolver no teu suor, e os nossos corpos unidos como um só, em puro êxtase elevamos o nosso amor.
Amando-te com toda a plenitude do nosso ser!!!

Presa nos meus sonhos e esquecendo
Eu tenho agido como se fosse o apocalipse
Porque você
Me segurou em seus braços um pouco forte demais
Foi isso o que eu achei

O verão foi feito para amar e deixar
Eu fui uma tola por acreditar
Que você
Poderia mudar sua maneira de viver
Mas você simplesmente não conseguia parar...

Lembro-me do tempo em que quando criança, meus problemas se resumiam as brincadeiras no intervalo do colégio. Esse tempo passou, e junto com ele, inúmeros problemas começaram a fazer parte do meu cotidiano. Naquela época, a vontade de crescer era enorme, me tornar adulto e poder fazer tudo aquilo que não era permitido. Hoje, sinto saudades daquela época, e vejo que se tornar adulto, não são as mil maravilhas que plantam em nossa cabeça. Se pudesse, gostaria de ter vivido ao inverso, começasse minha vida como um velho e a terminasse como um bebê. A sabedoria da vida adulta me faria aproveitar muito mais minha infância e saber que, todos os problemas que temos quando jovens, não são nada perto daqueles que enfrentamos ao envelhecer.

Traga-me Para a Vida

Como pode olhar dentro dos meus olhos como portas abertas?
Guiando você até o meu interior
Onde me tornei tão insensível?
Sem uma alma, meu espírito está dormindo em algum lugar frio
Até você encontrá-lo ali e guiá-lo de volta pra casa

(Acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(Salve-me)
Chame o meu nome e salve-me da escuridão


(Acorde-me)
Faça o meu sangue correr
(Eu não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei

Agora que eu sei o que me falta
Você não pode simplesmente me deixar
Dê-me fôlego e me faça real
Traga-me para a vida

(Acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(Salve-me)
Chame o meu nome e salve-me da escuridão

(Acorde-me)
Faça o meu sangue correr
(Eu não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei

Traga-me para a vida
Eu tenho vivido uma mentira
Não há nada por dentro
Traga-me para a vida

Congelada por dentro sem o seu toque
Sem o seu amor, querido
Só você é a vida entre os mortos

Todo esse tempo
Não posso acreditar que não pude ver
Mantida na escuridão, mas você estava lá na minha frente
Eu estive dormindo por mil anos, ao que parece
Tenho que abrir meus olhos para tudo
Sem um pensamento, sem uma voz, sem uma alma
Não me deixe morrer aqui
Deve haver algo mais
Traga-me para a vida

(Acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(Salve-me)
Chame o meu nome e salve-me da escuridão

(Acorde-me)
Faça o meu sangue correr
(Eu não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei


Traga-me para a vida
Eu tenho vivido uma mentira
Não há nada por dentro
Traga-me para a vida

Porque, meus amigos, tudo passa tão rápido que, se procuramos traçar um perfil metódico para toda a nossa existência, num lampejo veremos que de nada adiantou tanta cautela, tanto medo, tanto senso em se guardar quando, na verdade, tudo o que provamos foi um prato insosso, doente... E aí já não há mais tempo, tempo pra nada; nem mesmo pra curtir sua eternidade, já que você não acredita nela.

Desabafo

A lua riu de mim
e quando vi já era tarde demais
Os meus sonhos já tinha deixado pra trás
continuei minha estrada
e quando cheguei ao fim
vi que não encontrei nada

A vida é curta demais
e andei em frente sem me importar com nada
com a carne, nem com a alma
e agora pergunto o que irá me restar?

Se eu de ti me esquecer

Se eu de ti me esquecer, nem mais um riso
Possam meus tristes lábios desprender;
Para sempre abandone-me a esperança,
Se eu de ti me esquecer.

Neguem-me auras o ar, neguem-me os bosques
Sombra amiga, em que possa adormecer,
Não tenham para mim murmúrio as águas,
Se eu de ti me esquecer.

Em minhas mãos em áspide se mude
No mesmo instante a flor, que eu for colher;
Em fel a fonte, a que chegar meus lábios,
Se eu de ti me esquecer.

Em meu peregrinar jamais encontre
Pobre albergue, onde possa me acolher;
De plaga em plaga, foragido vague,
Se eu de ti me esquecer.

Qual sombra de precito entre os viventes
Passe os míseros dias a gemer,
E em meus martírios me escarneça o mundo,
Se eu de ti me esquecer.

Se eu de ti me esquecer, nem uma lágrima
Caia sobre o sepulcro, em que eu jazer;
Por todos esquecido viva e morra,
Se eu de ti me esquecer.

Bernardo Guimarães
GUIMARÃES, B., Cantos da solidão, Tip. Americana de José Soares de Pinho, 1858, RJ

``Enquanto os meus braços abertos, forem a extensão do meu coração,me permita te abraçar fortemente.´´