Nao Existe mal que Dure pra Sempre

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Tornou-se lugar comum aquela frase que diz que ''sempre haverá de nascer um novo dia e que cada dia que nasce é uma nova oportunidade'' Na verdade a vida traz muitas oportunidades, mas não as traz todos os dias, assim, de mão beijada. Cada um tem que fazer a sua parte. Cada dia que passou foi uma oportunidade perdida pra muita gente que não se mexeu e cada dia que nasce é a chance de continuar aproveitando a mesma oportunidade de ontem. A ''oportunidade'' que temos todos os dias é a de fortalecer os laços com aqueles companheiros de jornada que trilham com a gente os caminhos desta vida e também de nos reconciliar com aqueles irmãos que porventura tiverem algo contra nós.
Esta escrito;
''…Assim sendo, se trouxeres a tua oferta ao altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali mesmo diante do altar a tua oferta, e primeiro vai reconciliar-te com teu irmão, e depois volta e apresenta a tua oferta. Entra em acordo depressa com teu adversário, enquanto estás com ele no caminho…''
A oportunidade mais valiosa que o amanhecer apresenta não se refere a dinheiro. mas a pessoas. pois elas são o nosso bem mais valioso. Dinheiro sem família e amigos não vale nada. Busque a felicidade, pois o dinheiro procura as pessoas felizes.

Inserida por edsonricardopaiva

Acontece de vez em quando
E eu sempre me surpreendo
Ao me ver procurando
Um rosto conhecido
Ou uma paisagem do meu passado
Numa figurinha qualquer
daquelas
Que sempre vinham no chiclete
Meu pensamento
Flutua que nem fumaça
Numa tarde aborrecida e sem graça
e o meu coração se derrete
Um anjo se senta ao meu lado
E me leva pra lugar qualquer
Onde não há nenhum homem
Nenhuma mulher
Somente um lugar gramado
Pinheiros na Estrada
Nenhum dinheiro
E nem nada assim
Olhando a cor de cada árvore
Eu penso no quanto
A gente pode ser livre
e não é
Até perceber
Que já se faz tarde na vida
Uma tarde aborrecida
Pois
Quando a gente nem vê
Anoitece
é assim que acontece
de vez em quando.

Inserida por edsonricardopaiva

Quando eu nasci
Meu pai me deu um nome
Que o Mundo
Sempre tentou tirar de mim.
E enquanto eu crescia
Minha mãe me ensinava a amar
e me esquivar das coisas ruins
todo dia
Mas o Mundo ainda tentava
Tirar tudo isso de mim
Porém, antes disso tudo
Antes mesmo que eu nascesse
Deus dotou-me de um escudo
E antes de eu ter um nome
Ele me deu o dom de ser um homem
Antes que eu soubesse o que é amor
Ele me preparou
Pra enfrentar as dores deste Mundo
Com um largo e profundo sorriso
Deus dotou-me de uma luz
Que os olhos ruins deste Mundo
Não enxergam
Há pessoas que não vivem
Vagam feito cegas
Estragam-se e esmagam-se
Mas as Coisas de Deus são assim
E no fim
Essa luz
Não apagam
Tampouco a tiram de mim
Prosseguem tentando...delirantes
Porém, hoje
Essa luz brilha mais do que antes
E não há quem a tire de mim.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu tenho um amigo
Que sempre andou comigo
Acordava atrasado
e era muito atrapalhado
Coitado, meu amigo enviesado
Quando criança
Nunca soube jogar bola
Jamais foi bom em dança
Jamais foi bom em nada
Não era bom de briga
Nem tinha namorada
Na vida Militar, coitado!
Não era bom soldado
Não era bom atleta
Bom marido ou bom poeta
Jamais teve jeito pra nada
Pois trazia no peito
Um coração
Totalmente desprovido de ambição
e comia o pão da ilusão
Tinha como companhia um violão
Mas, pra não destoar
Também
Não cantava muito bem
Porém
Ele era um bom amigo
e sempre andou comigo

Inserida por edsonricardopaiva

Jamais fui longe demais
Eu sempre estive muito perto
do lugar onde eu nasci
Mesmo meu pensamento
Inquieto e insatisfeito
E que sempre me tirou daqui
E que briga com o peito deserto
Que não liga
Então pergunta à minha alma
Como eu posso viver desse jeito
ou de onde vem tamanha calma
Esses pensamentos também
Jamais vão longe demais
Pois, se fossem
Creio eu
Que seria capaz
Que eu pra lá me transportasse
E aqueles que me conhecem
Não me veriam
Nunca mais

Inserida por edsonricardopaiva

Mais do que tudo na vida
Todo mundo sempre precisa
de um simples momento
de sorriso e carinho
Pra pelo menos recordar
Mais do que um sonho bom
Numa boa noite de sono
Mais do que
uma linda noite estrelada
à beira de uma fogueira
Em um sábado de outono
Melhor que chocolate morno
Mais valioso que os quilates
do ouro ou do diamante
Todo mundo precisa
Ter pelo menos um instante
De carinho e sorriso
Não importa nada que viveu na vida
Tudo isso será esquecido
E não vai sobrar nada
Se a gente não tiver
Um sorriso sincero
e um carinho verdadeiro
Pra levar

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Tenho a Lua como amiga
Porque prefiro as amizades
Que sempre aparecem
Exatamente na hora
em que a gente precisa
E eu gosto muito
da maneira silenciosa
Que a Lua conversa
Tenho a Lua como amiga
Porque ela não demonstra
pressa pra que eu apareça
E se eu não vier às vezes
Ela não desconversa e nem briga
Tenho a Lua como amiga
Porque eu a conheço
desde a infância
E apesar de tamanha distancia
Ela nunca me esquece
E essa é uma qualidade verdadeira
das amizades antigas e sinceras
Tenho a Lua como amiga
Porque apesar da idade
A Lua sempre se renova
E nunca me deu as costas
Mesmo quando eu percebo
Que a Lua está cheia
Apesar de tanto tempo juntos
A nossa amizade é constante
e crescente
Amizade básica
Atração mágica
E eu sempre procurei compreender
Que ela tem lá, as suas fases
E assim, a nossa amizade nunca míngua
Tenho a Lua como amiga
Porque a Lua é mais velha
E sempre me aconselha
E sabe dizer em silêncio
E com brilho
As coisas que eu preciso saber
E ela sabe que eu sei como ouví-la
Tenho a Lua como amiga
Porque a lua
Sabe se calar na hora certa
Pois as melhores amizades
São aquelas
Que sempre aparecem
Pelo prazer de estarem juntas da gente
A Lua também nunca mente
Nem fica fazendo perguntas
Fica ali, me olhando, calada
Eu não troco essa amizade
Por nada.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Vai
Vai-te igual a tudo nesta vida
Vai
Vai-te pra sempre
Vai
E desaparece na escuridão da noite
Vai
Vai-te criatura das trevas
de anjo travestida
Mas vai
Vai-te pra sempre e me esquece
Vai
Desaparece de vez da minha vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Nem sempre é preciso
dormir para sonhar
Mas o ato de acordar
É indispensável
Pra poder viver os sonhos"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Eu passo todo dia
pela mesma rua
e na frente de cada casa
Há sempre um jardim disposto
de maneira diferente
no tempo e no espaço
Eu faço a vida inteira esse trajeto
e faço do mesmo jeito
do lado oposto
Mas é a mesma rua
Que não é mais a mesma
Quando termina
Existe outra calçada
Quando a gente
Está perto da praça
Mas a graça de tudo isso
É o colibri que bate as asas
e sempre se aproxima
Mas não é todo dia que ele sorri.
Ali tem um Sol sempre brilha
E tem sido assim a vida inteira
Pois o fato de as nuvens o encobrirem
Impedindo que a gente o veja
Não significa necessariamente
Que esteja apagado
Nem sempre a cerejeira dá cereja
E os jardins são sempre jardins
Todas as ruas do mundo tem dois lados
Sempre sobra uma sombra
Mesmo que a gente não veja
O sorriso do colibri
Por detrás dos escombros
Eu acho assombroso
Tantos seres alimentando essa dúvida
de que o beija-flor realmente sorria
Pois não acredita no que não pode ver
Mas crê nos poderes da dor
E a gente sempre chega a outra rua
No final de cada dia
Brilhando ou não havendo Sol
Outra noite
E nunca é igual
E aquela rua também não é mesmo
A mesma que termina numa praça
E esta é a bela graça de toda vida
Aprendida na ausência de pressa
E que a gente não vê
Mas ...
Invariavelmente termina
Na esquina onde tudo começa
E que fica naquela rua
A mesma
Onde todo mundo passa.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

O Labirinto da Alma.

As coisas
Elas sempre são
do jeito que as coisas são
Pode até parecer-te redundante
Mas é algo a entender no final
Interessante é o sentido
Intenso
E que de alguma forma
Você sempre procurou
no ruído do silêncio
A lava incandescente
Que você pensa escondida
Sob a paz aparente da rocha perene
A estrela na ponta dos dedos
E em segredo reluz, lá no Céu
A alma humana é um lugar
Um labirinto que esconde
As peças de um quebra-cabeças
Que ninguém jamais
Poderá montar
ou remontar completamente
Simplesmente porque as peças
Já estavam no lugar desde o início
Mas você
Na sua ânsia pela vida
As espalha
Pro depois declará-las perdidas
É por isso
Que desde o tempo da infância
Tem gente que fala
E tinha a gente, que não entendia
de que havia muita coisa
Pra aprender com as crianças
A máxima desse paradoxo
É que só depois
de percorrer o labirinto
A gente percebe as informações
Que por parecerem redundantes
A gente deixou passar
Pra mais tarde descobrir
Que a chave da porta
Sempre esteve no mesmo lugar
dentro das nossas casas
Mas a imaginação
Com suas impiedosas asas
Nós leva a pensar
Que estavam lá no quintal
E são infinitos
Os quintais existentes no mundo
E imensos portões
Que admitem apenas a saída
Uma vez a pedra lançada
A alma arrependida
Lição aprendida
Não há que fazer mais nada
Após a palavra falada
Pois as coisas, elas são
do jeito que as coisas são
Um dia uma dor aborrecida
Vem doer dentro do peito
Mas veja que você
Só vai perceber lá no final
A oportunidade que foi perdida
Nem que seja o final da vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Se fosse apenas
O lançar um olhar ao mundo
Mas tem sempre alguma coisa a mais
Uma espécie de indiferença velada
A pergunta que germina da resposta
Quantificada na imensa quantidade
das eternas reticências
Que cada um de nós a guarda
Em silêncio profundo
Que diz que não vai dizer mais nada
Pois o mal não vem daquilo que faz mal
Ele só reage de maneira diferente
de gente pra gente, quaisquer sejam elas
Eternizando a alguma coisa
Que não encaixava e não cabia
e sabia que estava lá
Igualando desiguais, tem sempre algo mais
No invisível voo da Quimera
Flutuando em seu mais baixo nível
Te aguardando, sem demonstrar jamais
Que mais e mais ela te espera
O que conta é o que tivemos desde sempre
Escondido e sem fazer ruído
Em algum lugar dentro de nós mesmos
E que a gente morre
Sem nunca saber o que era.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu gosto de andar sem rumo
Mas eu sempre guardo o caminho
E quando sozinho, imagino
O que será que eu poria no meu destino
Se acaso eu pudesse ser Deus
Pois sei que minha vida aparenta
um caos
E que toda escuridão do mundo
Não esconde os meus passos
E agradeço a Deus
Por não permitir
Que eu tropece
Quando caminho
Sozinho e sem rumo
No prumo dos Seus escritos
Traços tortos
É o preço que a vida exige
Pra gente poder
Caminhar descalço
No passo da dor, que corrige
E sempre guardo o caminho
Sabendo que não vou voltar
Confesso meus medos
Ao ar que me rodeia
Assim me acostumo
Como de costume
A manter-me no rumo
Distante de o Saber
Imagino
Quantos sonhos sonhados
Será que seriam meus
Quantos passos apressados
Ficaram guardados na areia
Qual a luz verdadeira
das luzes que vejo
Desvenda a verdade distante
E me pergunto
O que será que eu deixaria
Em meu caminho
Se eu tivesse a qualidade
de pensar o que pensa Deus
Por um único instante.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Nem sempre
Olhar para os dois lados
Antes de atravessar uma estrada
É suficiente
Cuidado
Por querer viver o que não lhe cabe
Muita gente destrói a vida
Vende a alma
E só percebe
Quando descobre que agora
É coisa morta, que se pensa viva
Que não sente nenhuma paz
Nem mesmo na própria calma
E deseja a morte querida
E tem medo também da morte
Por não ter sabido viver
Se um pobre sabe sentir-se rico
Pode ser mais rico
Que um rei que não sente nada
As pétalas secam
As folhas caem
A árvore que mais cresceu
No final daquela estrada
Um dia há de ver-se
Enfraquecida desde as raízes
Por árvores que, infelizes a rodeavam
Isso é tudo que se deve saber
A respeito da vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Se Deus te permitir esquecer
esqueça-se do sofrimento que te causaram
e sempre que perceber que
lhe foi permitido crescer
faça como as plantas
e cresça em direção à luz
quando te pedirem que fale
se não puder falar bem
então se cale
quando te perceberes
que lhe é dado o direito
ao silêncio
aproveite para refletir
raciocine sobre o quão é bom
não ter a função de acusar,
selecionar, praguejar e maldizer
quando te for permitido ler
leia de tudo, aproveite o que for bom
assim você vai aprender
a afastar teus ouvidos
daquilo que não vale à pena ouvir
e tua boca aprenderá
o quanto é bom dizer coisas
que resultem coisas boas
porque não existem palavras
que se pode dizer à toa
não se compra sabedoria
inteligência é como as flores
que se colhe no dia-a-dia
pense em quanto é bom
poder fazer o mal
e não fazê-lo
Com a medida que permitires
também lhe será permitido.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Mas, por que é que será
Que há sempre regras a seguir
Desde criança
Eu tinha hora de querer ou não
E me mandaram descer da árvore
E jamais subir no muro
Gostar da dança em que não via graça
E tinha hora de dormir
No quarto escuro
Tela em branco
A vertente de estrela
Era o fogo do Sol
O fato é que Atlas
Mais forte que eu
Obedecia
E sempre havia
Uma vela apagada
Capela
Uma destreza felina
No inferno, onde há caça
É triste
Mas de fato existe
Um prazo pra folha cair
A nuvem tapa o Sol
Mas a luz não se vai
Nem antecede a hora marcada
E em cada recinto que pisei
Alguém queria sempre ser o rei
Em cada lugar
Tinha veneno
Que vinha de bicho ou de folha
...Mas tinha e tanto mal fazia
A cada qual
Conforme a imprópria natureza
Era o mal sentado à mesa
Muitas vezes no lugar ao lado
Conforme gira o mundo
Há uma vaga ideia de que o mundo gira
São coisas que a gente ouve
Não escuta
E pensa que entendeu
Mas é esperto o suficiente pra mudar
E parar o tempo e fazer melhor
Pois podia voar triunfante
E ir mais adiante que qualquer condor
Não há nada que se achegue perto disso
E tinha uma vontade
Bem maior que a correnteza
Não havia espera e nem tempo
A fera no fundo do rio
Não pensa
E eu pensei
Que pensava melhor do que ela
Até que numa bela tarde...a folha cai
E o veneno destilado, do lugar ao lado
Faz a gente olhar a vida
de maneira diferente.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Andando pra sempre sozinho
E agindo pra sempre
Como se eu fosse sempre
Muito mais que um
Obedecendo a lei que determina
Que o dia termina pra sempre
E que indeterminadamente
Sempre há de nascer mais um
E se juntar pra sempre o hoje
Com todos os outros
Que nasceram antes de anteontem
Não tenho nenhum
Eu venho de lugar distante
Que fica adiante de onde nasce a Lua
Mas como sempre o mundo gira
A Lua queimou numa pira
Perdida na esquina que vira
Desce a rua e chega
Em frente à colina
Onde a noite termina e sempre nasce o Sol
Mas esse Sol também se despede
E o tempo concede mais um dia
E mais um e mais um
E eu
Andando pra sempre sozinho
E agindo pra sempre
Como se fosse eu pra sempre
Sempre mais que um.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu peço à vida
Que todas as minhas certezas
Venham sempre abençoadas
Pela dúvida que as obscurece
Mesmo que em nada mudem
Pra que eu não me iluda também
E que possa prosseguir
Vivendo de morrer
Como tantas vezes fiz
Com a fleuma da alma ativa
Que viu secarem mil jardins
E que era amigo de uma flor em cada um
Pra que a vida me guarde
E que eu não me sinta jamais
De posse de verdade alguma
Pois é isso que torna os tolos
Incapazes de rir à toa
Naquela hora boa
Em que a gente tropeça
E que eu nunca me esqueça
Que flores se vão
E as quedas vem
Quanto à sabedoria
Por enquanto eu não a tenha
Pra que assim
Eu possa me perder completamente
Pois gosto de ficar
Pra bem distante do que eu vejo
Quando me vejo
Diante da insanidade tamanha
Encontrada no falso equilíbrio
Travestido de força ... e certeza
A beleza da vida
É sabê-las inexistentes
Mas a graça maior da vida
É vê-las mundo afora
Nas caras dos que as tem nos bolsos
e as trazem nas falas.
É por isso que eu peço à vida
Pra que me afaste desse subterfúgio
E me traga a certeza
De todas as minhas dúvidas
e minhas fraquezas
Quando a mentira jurada
Se torna verdade com o passar dos anos
À vida eu não peço mais nada
Peço aos olhos luz
Como num prisma
Pra que enxerguem a alegria
Mesmo que pouca
E que ao final do dia
Decantada ela seja
Mesmo que não mudem nada
E sejam rudes
Rudes, qual poesia que ora faço
Contrastando esse mundo suave
Ao qual não pertenço
E que cada olho a veja de uma forma
Apartando aquilo que são normas
daquilo que eu chamo bom senso.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Era a via
Uma estrada sem sentido
Sempre de partida
Quando houver sentido, de ida
Era a trilha a caminhar
Encontrar e perder a razão
Pisar o chão
Ter o mundo aos seus pés
Uma mera ilusão
Que se vive
Ao invés de viver a vida
A magia
A alegria
Que te corta que nem adaga
A luz que te vem e que alumia
Se lhe apaga, opção que lhe cega
Origina e germina
À semente que foi plantada
Era uma via onde se vai
Que depois que se foi
Perdida
Era a lágrima escondida
Que se vê
A folha não escolhe cair
Mas se escolhe ser folha
Ela cai
Era a tarde que passa
Onde um Sol que se punha
Sereno
Era lenha a queimar
Quase nunca por inteira
Nem plena, nem toda vida
Era apenas vida
Quase sempre pequena
O alento, lugar distante
Um olhar ao longe
Era noite, era manhã
Mocidade
Sonhar era um sonho
Uma folha morta
Era o Sol que se apaga
Ter o mundo aos seus pés
Ilusão que te mata
Que te corta que nem adaga
Era sempre uma partida
Perdurou por instante
Só o passado há de ser eterno
O presente era vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Aqui na minha mente
Creio eu
Daqui pra frente
A vida
Há de correr depressa
Acredite sempre
Porém, se um dia perceber
Que tua fé
é incapaz de mover a montanha
Acredite no vento
Esteja descontente, às vezes
Mas jamais se esqueça
Que pra todo descontentamento
Há limite
Acredite no mundo
Mas se lembre sempre
"todo mundo"
é muita gente
Pois, daqui pra frente
O tempo vai voar
Acredito eu
Que não seja o caso
Só de crer
Mas de crer, tão piamente
Que acho até que chego a ver
Enferrujadas, carcomidas
Corroídas pelos dias
As correntes que prendiam
Meus pensamentos
Aos dias de Sol
Felizes dias de Sol
De uma imberbe criatura
Que sonhava
Sonhava com dias de Sol
Que olhava pores do Sol
Até que o Sol se pusesse
E depois sorria, satisfeito
Mas a bem da verdade
Nem via direito
Quando o Sol se punha
Só depois de um tempo
Só depois de tanto vê-lo ir
Um dia percebeu
Quando o Sol voltou no outro dia
Que aquele que ia
Aquele jamais voltaria.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva