Nao Existe mal que Dure pra Sempre

Cerca de 691683 frases e pensamentos: Nao Existe mal que Dure pra Sempre

O pior não é sentir a dor. O pior é ter que fingir que ela não existe pra não incomodar ninguém.

ENTRE O MEDO E A VERDADE.
O ESPIRITISMO NÃO NASCEU PARA O SILÊNCIO.
Existe uma enfermidade silenciosa que atravessa parte do Movimento Espírita contemporâneo. Não se trata da ausência de estudo, nem da falta de obras, reuniões ou instituições. Trata-se do medo. Medo de investigar. Medo de questionar. Medo de evocar. Medo de ouvir. Medo até mesmo de aplicar integralmente o método que o próprio Allan Kardec estruturou.
Curiosamente, muitos homens afirmam defender a razão enquanto transformam prudência em interdição absoluta. E nisso nasce um paradoxo psicológico profundo. O mesmo Espiritismo que surgiu através do intercâmbio entre encarnados e desencarnados passa a ser defendido por pessoas que demonstram receio do próprio fenômeno mediúnico que lhe deu origem.
É necessário compreender algo fundamental. Kardec jamais proibiu evocação. Pelo contrário. O Livro dos Médiuns dedica capítulos inteiros ao estudo das evocações, dos métodos, das condições morais e dos perigos envolvidos. O codificador não construiu um sistema de silêncio espiritual. Construiu um método de discernimento.
A diferença é gigantesca.
O problema nunca esteve no ato de evocar. O problema sempre esteve na intenção moral do evocador.
Existe enorme distância entre evocação séria e curiosidade frívola. Entre investigação filosófica e espetáculo mediúnico. Entre estudo criterioso e dependência psicológica dos Espíritos.
Quando alguns afirmam que não se deve colher informações de Espíritos como André Luiz, Emmanuel ou Humberto de Campos, inevitavelmente acabam mergulhando numa contradição lógica. Porque grande parte da literatura espírita posterior à Codificação nasceu precisamente de comunicações espirituais.
Se toda comunicação posterior é automaticamente suspeita apenas por ser mediúnica, então muitos dos próprios pilares culturais do Movimento Espírita moderno seriam colocados sob desconfiança permanente.
Entretanto, também seria ingenuidade aceitar tudo indiscriminadamente. Kardec jamais ensinou credulidade cega. Ele advertiu severamente acerca da fascinação, da mistificação e do orgulho mediúnico. Eis o ponto frequentemente negligenciado. O Espiritismo não exige ingenuidade emocional. Exige análise racional aliada ao critério moral.
A evocação não constitui pecado doutrinário. A irresponsabilidade moral, sim.
Quando Moisés proibiu práticas necromânticas em Israel, o contexto era profundamente sociológico e civilizatório. A humanidade antiga encontrava-se mergulhada em magia tribal, idolatria, manipulação sacerdotal e superstições violentas. A proibição mosaica possuía caráter disciplinador para uma sociedade ainda dominada pelo instinto coletivo.
O próprio Espiritismo reconhece o progresso gradual da Revelação divina. Kardec jamais tratou os textos mosaicos como congelamento eterno da compreensão espiritual humana.
Além disso, existe uma questão psicológica raramente discutida. Muitos homens não temem os Espíritos. Temem perder o controle interpretativo sobre a Doutrina. Temem o surgimento de novas análises, novos estudos, novas comunicações e novas perspectivas. O receio da fragmentação transforma-se então em centralização do pensamento.
E toda centralização excessiva produz muros intelectuais.
O chamado “controle universal dos ensinos dos Espíritos”, elaborado por Kardec, jamais foi concebido como mecanismo de censura doutrinária. Tratava-se de um método comparativo, racional e universalista para evitar personalismos mediúnicos e sistemas isolados de revelação.
Porém, quando homens emocionalmente inseguros se apropriam de princípios metodológicos, frequentemente transformam discernimento em policiamento ideológico.
Então surgem divisões.
Discussões intermináveis.
Disputas de autoridade.
Grupos que se observam mutuamente como se fossem guardiões exclusivos da legitimidade espírita.
Tudo isso enquanto o fator moral íntimo permanece relegado ao segundo plano.
O próprio Kardec advertiu que o verdadeiro espírita reconhece-se pela transformação moral e pelo esforço em domar suas más inclinações. Não pela quantidade de proibições que impõe aos outros.
Existe também um orgulho intelectual extremamente sofisticado dentro dos ambientes religiosos. Não é o orgulho agressivo e visível. É o orgulho da convicção absoluta. O orgulho de acreditar que somente determinado grupo possui capacidade legítima para validar comunicações espirituais.
E nisso reside uma tragédia silenciosa.
Porque nem mesmo uma eventual comunicação atribuída ao próprio Kardec seria unanimemente aceita hoje. Muitos a rejeitariam antes mesmo de analisá-la. Não por critério racional legítimo, mas porque o homem frequentemente teme aquilo que ameaça suas estruturas psicológicas de segurança doutrinária.
Enquanto isso, esquecem-se da essência.
O Espiritismo não nasceu para fabricar tribunais espirituais entre encarnados. Nasceu para iluminar consciências.
Se um homem evoca apenas por curiosidade vazia, colherá perturbação.
Se evoca com orgulho, encontrará Espíritos orgulhosos.
Se busca espetáculo, atrairá mistificação.
Mas se investiga com seriedade, humildade e equilíbrio moral, estará apenas utilizando um mecanismo que o próprio Espiritismo reconheceu como legítimo dentro de critérios elevados.
A pergunta mais importante nunca foi “podemos evocar”.
A pergunta correta sempre foi “com que finalidade moral desejamos fazê-lo”.
Porque nenhuma evocação será mais perigosa do que a própria inferioridade psicológica do evocador.
No fim, muitos discutem Espíritos enquanto negligenciam a própria alma. Debatem fenômenos enquanto ignoram a reforma íntima. Erguem muralhas doutrinárias enquanto o orgulho continua intacto no interior da consciência.
E talvez por isso exista tanta inquietação.
O homem teme ouvir os Espíritos porque ainda não aprendeu completamente a ouvir a própria consciência.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
#geeff #cems #espiritismo #kardec #revistaespirita #vidaaposamorte #psicologiaespiritual #doutrinaespirita #mediunidade #filosofiaespiritual #consciencia #despertar #lei #moral #andreluiz #emmanuel #humbertodecampos #allankardec #evocacao #reformaintima #controleuniversal #movimentoespirita

Não existe glória em uma missão onde a vida é subjugada e a dor é tão presente.

⁠Será que existe algo melhor do que amor de filho ?
Se tem eu ainda não conheço

Não existe uma igreja forte, sem um lar forte.
Cada Cristão precisa arrumar a sua casa. Todos temos este compromisso.

Um humano sem deus continua sendo um humano, mas um deus sem um humano não existe!

Se deus não existe, o religioso é o devoto do vácuo: ninguém adora o nada com tanto fervor quanto aquele que santifica a mentira.

Deus não existe, mas os fanáticos que acreditam em deuses falsos existem, e querem dominar o mundo, calando todos que não se curvam às suas mentiras.

Deus não existe, mas se existisse, seria o maior niilista: criou tudo para abandonar no caos e rir do sofrimento alheio.

Egoísmo moral não existe: moral é o oposto de ego.

Não existe nada mais perverso do que um ignorante tentando validar seu ódio chamando literatura barata de "vontade divina".

Deus não existe, mas o diabo com certeza existe… basta observar o que as pessoas fazem quando acreditam estar do lado de deus.

Se o corpo humano é perfeito, então por que existe tanta gente que não usa o cérebro? Como, por exemplo, os crentes, os direitistas e os terraplanistas.

Atualismo modal: não existem outros "mundos possíveis" para comparar. Existe apenas este, e as coisas são como são!

Não afirmo o que existe em si, apenas o que precisa existir para que pensar e mudar de ideia seja possível.

Deus não precisa de dinheiro, mas o diabo precisa, pois ele adora luxo. Se o coisa-ruim existe, ele está vestindo terno importado no altar, rindo da sua cara enquanto você financia o inferno na terra achando que está comprando um lote no céu.

A ansiedade é a imaginação torturada por um futuro que ainda não existe.

O discurso “não existe verdade absoluta” costuma ser só um perfume filosófico para justificar a força quando o argumento acaba.

Não existe criação do nada absoluto, apenas transformação da matéria anterior. Se deus existe, ele teria que usar partes do próprio corpo para criar o universo.

A arte existe porque a verdade não explica tudo.