Nao estou Sozinha

Cerca de 611003 frases e pensamentos: Nao estou Sozinha

Sentir a brisa do Oeste Catarinense
sempre que cruzar a estrada,
Não esquecer da resiliência
da imigração italiana;
do que Nossa Senhora mostra,
e jamais nos engana.


Enlevar a memória da sobrevivência
do Vale do Contestado,
das lavouras às criações;
Viver de sol a sol com o peito
apaixonado pelo povo,
e festejar com quando
chegar a Festa do Colono.


Sob a benção do Rio do Peixe
lembrar que um dia foi Capinzal,
e se ergueu como Ouro;
Banhar-se nas águas termais
valiosas como um tesouro,
e derreter-se de orgulho.


Agradecer constantemente
por ter chegado, nascido
ou escolhido neste lugar
viver n'amplidão das aves a voar,
que é todo feito de beleza,
para amar, respirar, serenar
e com tranquilidade para morar.

Com a exuberância do Gravatá
que floresce em abril,
Existe uma festança que não
permite ser o que não sou;
Com o olhar voltado
para a estação eu estou.


Feminina, arraigada e devota
ao que é da minha terra,
Não preciso de enfeites
porque minh'alma amorosa
o Hemisfério Celestial Sul
com orgulho secreta.


Pequenos jardins não tem
a minha mínima afinidade,
Só me encontro onde há
floresta em liberdade,
na beleza que se discreta
com plenitude e serenidade.

Rostos bonitos perto do seu,
não provocam fascinação,
Murais de rostos femininos
não substituem o meu;
Porque tenho aura, coloridos
e segredos finos não compartilhados.


Do seu coração fiz o mural
favorito para que o meu rosto
nunca seja esquecido;
Sei que me ama e está cada dia
mais apaixonado pelo destino
que nos fez de vez encontrados.


Tudo o que trouxe leva
o aroma dos girassóis-silvestres
das nossas Américas;
a tranquilidade das aves
em voo absoluto em liberdade
e o amor franco de verdade.

Não tenho dificuldades
para ler o seu silêncio
feito de Oceano Atlântico,
Sei que reserva para mim
o seu coração romântico,
o seu nadir e o seu zênite.


O poético vocabulário
feito de asas do Condor
toca como flauta andina
a Via Láctea com poesia,
Tudo meu cresce em ti
de maneira inequívoca.


Não há como negar
que sou o inevitável
construindo uma fortaleza
imensa e imparável,
Cada palavra de beleza
e o que a sabedoria aplica.


Tu me ama nas alturas,
sem distância e com coragens,
A palavra entre nos afina,
cada astro no rumo se alinha,
e a vida cada dia aproxima,
pelas linhas certas e tortas
pelas travessias quixotescas
através de Deus que sinaliza:

“A pluma é língua da alma”.

Quando o ódio acampa,
não se esqueça que para tudo
sempre existe esperança.


Deus nos ergue das profundezas
e da condição aberrante
existencial de criatura,
creio n'Ele de maneira profunda.


Repudio existencialmente
a máxima literária que um dia
foi escrita por uma pluma sofrida:


"El corazón humano es un ángel caído".


Mary Shelley, lado a lado,
com a morte teve convívio,
e com ela escreveu o seu destino.

Não existem músicas ou jazz
que me interessam mais
do que os sussurros de meia-noite
capazes de pacificar terras inteiras:


Sempre que saem da sua linda boca,
que esquentam a minha nuca fria,
e que me fazem absoluta e louca.


[Quem dera se verdade fosse,
mas é devaneio místico e poesia].

Doce de Imbu vou fazer,


Só para te receber


de um jeito que você


não vai esquecer,


Por mim você vai


inteiro se derreter,


De outro sabor que


não for o meu bem


brasileiro você não


nem pensar mais querer.

Não existem intrusos quando o assunto são os Direitos Humanos.

Senhora de toda a poesia


Somos de muito longe,
mas não distantes,
Não importa o quanto
tempo demore,
Estamos do lado de dentro
no coração e no pensamento.


O quanto deverei
caminhar e quantos
degraus irei subir,
Não intimida
e nem desmotiva.


A minh'alma feminina
pela tua se encantou,
deseja ser cativa,
e senhora de toda a poesia.

Desta novela não há
nenhuma novidade.
Nos seus capítulos
só resta crueldade.


Não tem nada a ver
com teoria conspiratória:
a poesia também serve
à memória histórica.


Matam e sequestram
a solidariedade de uns
no vasto mar da Humanidade.
Amanhã voltam os tempos
em que muitos foram
sequestrados dos berços.


Sem nenhum arre(medo),
isto é só o começo
do que nunca deveria
outrora ter iniciado
e que agora, diante dos olhos
e debaixo dos narizes,
está sendo requentado.

Não existe nenhuma
distância segura de mim;
pertenço ao coração,
à alma e ao pensamento.


No outono catarinense,
sou a flor persistente
do maracujá-silvestre
descoberta em maio.


Do sagrado ao abrir
e fechar dos teus olhos,
a insurgente favorita
e inabalável enigma.


Cada nova defesa vira
um brinquedo novo;
não me desmotiva
e alimenta a adrenalina.


Não nego que não exista
a emergência de amor,
embora a sedução convide
para o que não é só fantasia.

As bruxas verdadeiras
não morreram queimadas
nas históricas fogueiras,
As suas gerações estão
vivas espalhando guerras
além de todas as fronteiras.

Não temer nenhum risco,
num lugar secreto
de ser o universo,
e com os dois pés na terra,
com o peito aberto.


Assumir de tudo
um pouco, sem reserva,
e entre dois mundos —
selar a convergência
com lábios mudos.


De um pacto semeado
sem nenhum pleonasmo,
arcando ser de um
jardim oriental:
todas as frutas
mais doces e macias
para alimentar,
com delícias infindas,
a sua liberdade
de tão linda ave.

Do que ficou para trás
não quero saber,
Apenas quero no meu
abraço te acolher.

Corri para a janela
à espera do sol,
Uma distração
para não concentrar
a minha mente
nos teus olhos lindos,
como um jeito de tentar.


Desejei boa semana
e saí para passear,
mas com você
no coração de um jeito
que não vai passar,
Comecei a me apaixonar,
não faço a menor
ideia no que irá dar.


Só sei que comecei
a me apaixonar,
e você também tem
me visto por todo o lugar.

A vida não é tão
doce assim,
sempre que algo
anda diferente,
faço um pudim
de tapioca para mim.

Não importa o caos do mundo,
o que importa é o que podemos
fazer com muito amor por dentro.


O silêncio não é distanciamento
quando se carrega alguém
no coração e no pensamento.


Capinxigui florescido em maio,
do desejável embalo por nada
e nem por ninguém me distraio.


Neste tempo de florescimento
que cura e adoça com mel
não só o momento e o tormento.


A Ponte Hercílio Luz em centenário
ainda não sentiu os nossos passos,
prevejo caminhos sendo traçados.


Sob o Hemisfério Celestial Sul
entre sonhos e embalos cultivados,
coloco todos nas alturas confiados.

A mesa brasileira é tão perfeita
por mais que alguns tentem,
não tem como alterar a ordem.


É tão magnífica a mesa brasileira
que dá para escrever coletâneas,
ela é indígena, africana, europeia,
e recebeu muitas outras influências.


Da mesa brasileira todos têm a sua
parcela pela contribuição da origem
que cada antepassado levou para esta terra.

Espírito de festa de tribo a tribo
que não permite ser apagado
por ninguém no nosso destino.


Somos acangataras presentados
para alegrar todos os convidados.


A música que ecoa, a cortesia
nos passos e nos espaços,
e tudo os que mantém animados.

A noite não somente
no sentido subjetivo
no Hemisfério Austral,
agora parece destino.


Tudo em nós é indígena,
e absolutamente latino,
têm rumo e atravessa.
Os olhos não esquecem
nunca de olhar para o alto.


Meus olhos são teus olhos,
e os sonhos são os mesmos,
De pé e jamais de joelhos,
nós sabemos da onde viemos.


A tua alma é a alma da minha,
e a minh’alma é a tu’alma.
Seja em paz ou quando aflita,
o que é sobrenatural nos alia.


Sem olhar para cartilha,
sem fingir que nada afeta
e para deixar o alerta:
que as raízes doem com real motivo
onde e porque o povo sofrido
está sendo reprimido pelo despotismo.


Discreta lágrima sutil que desce
com o sabor do Salar de Uyuni.
Continental evidente tem
sido o tamanho do desajuste.


Não te vejo, sei que me vês,
sentimos muito por dentro.
E sem dizer uma palavra
plantamos um jardim inteiro
e em silêncio de maio,
em tempo de re(viver)
o legado de Roque Dalton.