Nao estou Sozinha
"Caminhar o conhecido é ou torna-se monótono. Caminhar o desconhecido é incentivante e não há reumatismo que segure a vontade de ir mais além. A aventura tem pé ligeiro."
"A felicidade, é um sólido no estado líquido que não precisa de muito para se evaporar.Contudo, poucos são os casos de verdadeira sublimação."
Eu nunca soube exatamente o nome do que senti.
Talvez porque alguns sentimentos não gostam de rótulos.
Eles apenas existem…
e ocupam um espaço silencioso dentro da gente.
O que eu guardo em mim é que todo esse sentimento
nunca precisou ser real para ser verdadeiro.
Não foi romance assumido,
mas também nunca foi apenas amizade comum.
Era algo no meio —
um cuidado maior,
uma presença constante,
um afeto que não pedia explicação.
Eu me importei com você de um jeito que não se ensina.
Te pensei nos detalhes pequenos,
te desejei felicidade mesmo quando isso não me incluía,
te protegi em pensamentos
como quem protege algo precioso demais para expor.
Talvez você nunca tenha percebido,
mas houve alguém que te escolheu no silêncio.
Que se preocupou mais do que demonstrou.
Que sentiu ciúmes sem ter direito.
Que ficou…
mesmo quando a lógica dizia para ir.
Não sei dizer se isso era amor
ou apenas uma amizade tão profunda
que parecia ultrapassar os limites do nome.
Só sei que doeu bonito.
E que ficou.
Se um dia você se perguntar
por que certas pessoas marcam a nossa vida
sem nunca terem sido “algo”,
talvez seja isso.
Laços que não se definem,
mas que nunca se desfazem.
E se ao ler isso
seu coração apertar de leve,
como se alguém estivesse falando de você…
talvez seja porque, em algum momento,
você também foi tudo
para alguém que nunca te pediu nada.
Os EUA não bombardearam e invadiram a Venezuela para "libertar" o país. Fizeram-no para dominá-lo e explorar seus recursos.
Quando não há limitações para conquista, vá sem limites em seus sonhos, desafios diários, conversas com Deus.
Se ELE diz que você tem que seguir, muros haverão, nada o fará o parar.
O capital exige que sempre pareçamos ocupados, mesmo que não haja trabalho algum a fazer.
O componente irracional humano é o que move a adesão ideológica. Não é o desejo de melhorar o mundo, mas, sim, o gosto de sangue.
Câncer. O signo intenso.
Intensidade não é emoção, não é aquele "rápido demais".
Intensidade é o sentir demais, deixar-se levar cada vez mais se corrompendo com o que um dia acreditou que podia sim ser seu, para no final, descobrir que nunca foi e não poderá ser.
Câncer não disfarça, ele guarda. Às vezes, lembra de um lugar que o fez sentir algo forte, ou de uma pessoa que fez seu coração descompassar com poucas palavras. Nada disso é emoção, é sentimento.
Câncer carrega um peso em si, guarda coisas que não devia. Amores antigos, falsos sentimentos, falsa promessas, palavras vazias e as vezes até mesmo arquiteta um lugar que nunca existiu para chamar de "lar". As vezes idealiza aquilo como se fosse dele, até descobrir que não é.
Sabe? Nem sempre um canceriano é dramático ou intenso. Sempre tem um que é diferente, mas mesmo assim, sua expressão não mente.
Enfim, câncer sempre vive em prol a outra pessoa, já dizia capital inicial.
"Naquele amor, à sua maneira. Perdendo meu tempo, a noite inteira!"
Bom, só sei que, canceriano vive, sobrevive e se duvidar até revive quando ama alguém. Mas não é assim quando desistem.
Em um momento, ele pode ser grudento, amoroso, afetuoso e cuidadoso. Mas quando desapega, ele se torna impassível, distante, arrogante, ignorante e intolerante.
Eu não perdi a fé.
Eu perdi a paciência com sistemas que exigem que eu me diminua para existir.
Durante muito tempo achei que meu conflito era espiritual. Depois entendi que era ético. E, mais tarde, estrutural. Meu problema nunca foi Jesus — foi o que fizeram dele.
Eu não consigo aceitar um cristianismo que transforma sofrimento em virtude, culpa em pedagogia e obediência em salvação. Não consigo entrar numa igreja e ver um corpo torturado pendurado na cruz como se aquilo fosse a imagem máxima do amor. Já sofri o suficiente. Não preciso venerar dor para aprender nada sobre a vida.
Vejo Jesus como um homem ético, valoroso, radical na sua forma de existir. Mas não sei — e talvez nunca saibamos — quem ele foi de fato. O que temos são textos escritos décadas depois, atravessados por interesses, disputas e necessidades teológicas. A Bíblia não é mentira; é parcial. E toda leitura honesta começa reconhecendo isso.
Questiono os milagres, a ressurreição, a ideia de “filho único de Deus”. Se todos não somos filhos, então a ética já nasce hierárquica. E eu desconfio profundamente de hierarquias — sobretudo das que se dizem sagradas.
A lógica do sacrifício me repugna. A ideia de que alguém precisava morrer para redimir outros normaliza a violência e santifica o sofrimento. Quando sofrer vira caminho espiritual, alguém sempre lucra com a dor alheia. Historicamente, isso custou vidas demais: santos, hereges, mulheres, povos inteiros queimados em nome de uma verdade absoluta.
Se o cristianismo não tivesse virado instituição, talvez menos gente tivesse morrido. O problema não foi a fé — foi a certeza organizada, a moral transformada em poder, a ética convertida em doutrina obrigatória. Quando Paulo transforma um modo de vida em sistema universal, nasce também a infraestrutura do controle.
Eu vivi isso de perto. Participei de um grupo espiritual hierárquico, cheio de regras morais e títulos vazios. Vi pessoas competentes serem diminuídas enquanto figuras no topo eram blindadas. Vi pequenos comportamentos virarem pecado enquanto desvios financeiros eram espiritualizados. Vi exploração financeira travestida de ritual. E quando eu consegui nomear isso — exploração — acabou. Não dá para desver.
Aprendi que, em sistemas assim, o valor não vem do que você é, mas do quanto você se submete. Não se mede ética; mede-se adesão. E quando o sagrado começa a exigir dinheiro, silêncio e obediência como prova de elevação, ele já virou negócio.
Também não suporto o cristianismo do grito, do espetáculo emocional, do testemunho que transforma Deus em corretor imobiliário. “Rezei e ganhei um carro”, “orei e recebi uma casa”. Esse Deus é milionário — e seletivo. Para uns, bens. Para outros, silêncio. Para muitos, culpa.
Minha ética não suporta isso. Não acredito num Deus que recompensa privilégio e chama exclusão de mistério. Não acredito em perdão obrigatório que protege canalhas e regula quem já foi ferido demais. Perdão sem responsabilização não é virtude; é licença.
Hoje eu sei: pensar assim tem custo. Perdi pertencimentos. Fiquei fora. Virei a pessoa que observa em vez de ajoelhar. Mas não perdi a mim mesma. Aprendi a impor limites, a dizer “isso não diz nada para mim”, a não desaparecer para manter harmonia.
Se isso me coloca fora do cristianismo tradicional, que seja. Prefiro uma ética sem joelho no chão a uma fé que exige autoapagamento. Prefiro não saber certezas confortáveis a aceitar mentiras que me adoecem.
Não escrevo para convencer.
Escrevo para não me trair.
Se existe alguma espiritualidade possível para mim, ela não passa pela sacralização da dor, nem pela hierarquia, nem pelo medo. Passa pela dignidade. E isso, eu não negocio.
A fé em Cristo não apaga as lágrimas do caminho, mas as transforma em sementes de propósito; não silencia a tempestade, mas sussurra sentido ao vento que agita nossa alma. Mesmo nos dias cinzentos, quando a dor insiste em permanecer, há uma luz que não se apaga: a certeza de que nenhum sofrimento é desperdiçado nas mãos dAquele que faz todas as coisas cooperarem para o bem. Até as noites mais longas carregam em si o propósito da aurora.
A riqueza trilionária segundo Deus não é ilusão, é resultado de fé, trabalho, obediência e da mão do Senhor agindo no tempo certo.
Mesmo na noite mais escura, Deus permanece no alto, com os braços abertos.
Sua luz não falha, não se apaga e alcança até os lugares onde a esperança parece distante.
Ele vigia, protege e guia cada passo, lembrando-nos de que nunca estamos sozinhos.
Quando tudo silencia, a fé continua falando.
Porque a luz que vem do céu sempre vence a escuridão.
Quem escolhe depender de Deus aprende que a verdadeira riqueza trilionária não é apenas possuir bens, mas viver em paz, sabedoria e abundância que glorifica o nome do Senhor.
Deus não precisa de atalhos para enriquecer alguém, Ele usa o tempo certo, o caráter moldado e a fé perseverante para construir uma prosperidade sólida e duradoura.
Não é o dinheiro que faz o homem rico, mas o favor de Deus que transforma esforço em abundância, fé em resultados e sonhos em uma história de superação poderosa.
Apenas quem carece de consciência social sustenta um veículo barulhento, por não respeitar o valor do silêncio em uma sociedade desenvolvida.
