Nao estou Sozinha
TU: Ano xv
Estou condenada a ouvir o seu nome,
mas estou feliz — por favor.
Você precisa me dizer
se o inferno está cheio de mentiras e dores.
Reflito muito e concluo:
você tem que estar aqui,
no conforto dos meus braços.
Você tem que dizer.
Por favor, transforme-me.
Consolo-me nessa transformação profunda.
Vamos ser felizes.
Ouça-me.
Estou condenada a ouvir o seu nome.
Sinto saudades do seu eu,
meu menino do sorriso largo.
O ano 15 está chegando.
Tudo passou tão rápido,
num piscar de olhos.
Minhas lembranças estão tão nítidas
que posso até tocá-las.
Será que esse amor se tornou obsoleto?
Não importa —
porque, para mim, ele continuará sendo atual.
Apesar de tudo que aconteceu, de todas as dores
e tribulações que enfrentei, ainda estou de Pé e
firme. Ainda sou a mesma garota simples e complicada
mais apaixonada pelas delicadezas da vida, nada me tira
a grandeza de amar, meus dias são sempre coloridos,
mesmo que algumas vezes exista lagrimas eu sei por onde
eu já andei e hoje eu sei para onde devo andar.
Palavras jamais expressariam o que
sinto. Só quem ama ou já amou sabe
o que estou sentindo. È bom você se
sentir especial na vida de alguém, é
bom saber que existe alguém que te
conhece por inteiro, que sonda seus
pensamentos e invade sua alma de uma
forma que ninguém jamais ousou conhecer.
Você me faz sentir viva, feliz
quando estou com você quero
cantar, sorrir, dançar. Você está
sempre em meus pensamentos,
em meus sorrisos e em minhas
palavras. Você sempre está lá
quando preciso, você conhece
meus pensamentos, sabe ler meu
olhar. Você sabe exatamente o que
preciso ouvir, você é presente de
Deus em minha vida, você é a
alegria da minha alma, você é aquele
que meu coração escolheu para amar.
Estou te procurandopor muito tempo, minha amiga...
Venha até mim e vamos ficar juntos ao longo da nossa vida.
Sou estrela já sem brilho
muito longe sempre estou
sou trem saído do trilho
que há muito descarrilou
“Às vezes eu sorrio para o mundo, mas por dentro estou abraçando todas as versões de mim que ficaram pelo caminho, tentando não desabar de saudade de quem eu já fui.”
— Anderson Del Duque
"Enquanto você critica o impossível, eu estou ocupado fazendo acontecer. A distância entre a zombaria e o aplauso é apenas o tempo da vitória."
"Hoje estou sem vontade de absolutamente nada". Há dias que acordamos assim!
Na verdade, são coisas que se arrastam ao longo da caminhada, acumulando um desânimo no subconsciente que aflora de tempos em tempos.
Estou vendo, nesse exato momento, uma mentira tentando prevalecer sobre a verdade… mas calma, a verdade só está carregando o celular pra responder. 😅
Meados de abril e deu vontade de escrever. Bateu na telha declarar... e registrar: que sim, estou diferente. Diferente de tudo que já fui e diferente do que vou ser daqui a pouco: o mundo tem me feito renovar todas as costuras, peles e posturas. Mudando com cada nascer do sol, com cada palavra trocada, com cada reflexão dada (pulsada, sentida). Me surpreendo - me humanizo - endureço - e amoleço a cada dia seguido (num ritmo exatamente assim: frenético). Vou me permitindo e moldando meus vazios com preenchimentos diversos.
Tenho pensado menos nos passados. Tenho quisto viver menos de futuro. Tenho respirado mais meu presente. Tenho arriscado mais. Pensado mais. Pesado menos. Tenho menos quando deveria ter mais. Tenho sido mais quando deveria estar sendo menos. Mais ou menos... Tenho tido bons resultados. Tenho sentido(s). Tenho ouvido(s). Tenho aprendido. Fazendo um levantamento por hora: e nossa! Tenho tido.
E este texto já está ficando por deveras poético.
-
Estou vivendo um daqueles momentos que nos vemos felizes com o ritmo que as coisas tem evoluído - me sentindo assustada com alguns direcionamentos - mas que em sua grande totalidade, o crescimento e experiências pagam qualquer investimento (e tempo dedicados). Na vida sempre temos e vivemos grandes e menores momentos, alguns memoráveis, outros descontentes, outros lamentáveis, outros dignos de serem multiplicados e vividos intensamente. E eu acredito que é por aí que a graça e a leveza continuam acesas: é com o que verdadeiramente fica e com o que podemos passar para frente que vamos aprendendo a ser gente. É com cada pedaço/ e verso/ e passo que vamos construindo - semeando - colhendo (e fazendo tantos novos laços). Estamos ligados: eu, você e todos os que eu e você escolhemos.
estou catando pedaços
e restos de recordações
colando os cacos
poesias de nossos corações
espalhados em traços
e emoções…
enquanto desabotoa
a roupa e a razão…porquê
não se doa
a alma sem o coração.
somos apenas atores
disfarçando nossas dores
fingindo ser escritores.
perdoem os erros de pontuação!
Andréaestou catando pedaços
e restos de recordações
colando os cacos
poesias de nossos corações
espalhados em traços
e emoções…
enquanto desabotoa
a roupa e a razão…porquê
não se doa
a alma sem o coração.
somos apenas atores
disfarçando nossas dores
fingindo ser escritores.
perdoem os erros de pontuação!
Andréa
Estou no Meio do Nada e o Nada é Tudo
Autor: Juvenil Gonçalves
Estou no meio do nada.
E o nada, imenso, me circunda
como um deus sem rosto
respirando dentro das coisas.
Nenhuma torre rasga o horizonte,
nenhuma máquina catequiza o silêncio;
há somente o campo —
essa gramática antiga da eternidade.
O vento passa
com sua túnica invisível de monge,
e as árvores, imóveis sacerdotisas,
celebram liturgias de sombra e seiva.
Aqui o tempo desaprendeu os relógios.
As horas não marcham:
germinam.
O barro conhece meu nome
com uma intimidade mineral;
a água do poço me olha
com olhos anteriores ao homem.
Estou sozinho,
mas a solidão é uma multidão de presenças:
o inseto que cintila na relva,
o pássaro que costura o crepúsculo,
a rã que filosofa no brejo
com sua metafísica de água escura.
Tudo parece pobre
aos olhos da cidade —
e contudo há uma opulência secreta
na ferrugem do arado,
na fumaça subindo do fogão,
na lentidão sagrada dos animais.
Porque o nada
não é ausência.
O nada é o ventre original
onde o mundo repousa
antes de virar ruído.
E eu, perdido no ermo,
descubro enfim
que os homens morrem de excesso,
mas a alma floresce
quando aprende a caber
dentro do infinito vazio.
Estou no meio do nada.
E pela primeira vez
tudo existe.
Ainda sou um estudante. Estou estudando 9ª classe no Colégio Graças a Deus em Cabinda.
Estudei no Colégio Bueia (foi a minha primeira escola) em Cabinda, Colégio Paulo Macaia (desde a 2ª classe até a 6ª classe) em Cabinda e no Colégio Neo Semear (desde a 7ª classe até a 8ª classe) em Luanda.
