Nao estou Sozinha
Estou dentro de uma caixa
Meu espirito estar quebrado
Meu corpo frasco frágil
Se um ser ocular me observasse seria como a noite se esfuma
Como se a sombra abraçasse outra...
Como se na aureola circulasse o tempo
No vácuo vazio do firmamento um cisco a deriva no gelado espaço flutuasse...
A prisão eterna do nada para segura e proteger o silencio dele mesmo...entregue circula sem próprio efeito que se esvai pedido...
Nunca vir tamanho silencio...
O fio invisível entre a vida e a morte.
tão frágil quanto o pó que dança na luz,
tão vazio quanto o eco que eu mesmo criei.
Mas é nesse vazio que encontro algo meu,
uma pequena centelha que insiste em arder
mesmo quando a noite inteira sopra contra ela.
Aos poucos entendo
que existir não é mais do que ser testemunha:
testemunha do meu medo,
do meu silêncio,
da minha queda,
e ainda assim, do meu espanto diante do mundo.
Há uma beleza simples nisso,
uma beleza tênue, quase secreta
a beleza de ser mortal.
De saber que o tempo me atravessa,
mas ainda assim sentir,
ainda assim querer,
ainda assim seguir.
Sou observador e parte,
sou poeira e pensamento.
E no encontro entre o nada que me envolve
e o pouco que sou,
surge um propósito que ninguém me deu:
o propósito de sentir o que é existir,
de existir enquanto ainda posso ir,
mesmo frágil,
mesmo pequeno,
mesmo efêmero como um sopro no espaço.
E talvez seja isso—
meu descobrimento silencioso:
não sou grande,
não sou eterno,
mas sou.
E ser, por um instante, já ilumina tudo como coração bate fraco constante
mas ainda pulsa um lampejo tênue,
como se a noite respirasse dentro do meu peito
e a sombra aprendesse a sussurrar meu nome.
Sou corpo-frasco frágil,
translúcido ao toque do vento,
e se um ser ocular me observasse,
veria o tempo escorrer pelos meus contornos
como um anel que gira sem nunca se perder,
um ciclo preso à própria eternidade.
No vazio do firmamento,
sou cisco errante,
flutuando entre o frio e o silêncio,
entre o tudo que não alcanço
e o nada que me envolve.
A prisão eterna do nada
parece guardar-me com cuidado,
como se protegesse meu silêncio
do ruído de existir.
E eu, entregue, circulo sem direção,
um efeito que se esvai, sem dono, sem eco,
esquecido pela própria ausência.
Nunca vi tamanho silêncio...
e mesmo assim, ele me olha de volta,
invadindo-me com sua boca invisível,
a devorar o que resta do meu som,
até que eu seja apenas bruma,
e a caixa, apenas um suspiro preso no infinito.
Estou pensando em ti
Vejo teus lindos olhos a procura dos meus
Lindo encontro de olhares....
Bagunçaste o meu coração
Tu és o meu sonho
Perfeito.
Sinto você
És como uma brisa suave
Tocando meus cabelos com suas mãos delicadas
Tu és o meu sonho
Não quero acordar
Porque nesse momento sinto você
Quero amar
💕
_____Rosa Angel🌹
Que o silêncio diga o necessário
Calado estou
Calado ficarei
Que o necessário peça perdão
Que o perdão silencie tudo o que errei.
Querido diário, eu sobrevivi ao dia de hj. Eu devo ter dito "estou bem, obrigada" umas 37 vezes. Nenhuma era verdade, mas ninguém percebeu.
Estou aprendendo a valorizar cada estação. Os picos trazem a vista, mas são os vales que trazem a raiz. É no vale que Deus trabalha em nós, preparando-nos para o que há de vir. Confio no processo.
Estou me apaixonando novamente, depois de me prometer que nunca mais me entregaria a ninguém. Ele só foi chegando como quem não queria nada, e agora me pego na madrugada pensando em como estou completamente apaixonada....
Estou só, na companhia imperfeita e leal de mim mesmo, sombra que me acompanha na longa estrada da vida, eu em minha companhia.
Estou louco e sozinho, sem rumo nem direção. O retrocesso escala o reverso da mais alta cordilheira, sem apoio, sem chão, sem nenhuma forma de sustentação.
Estou indo te encontrar, linda mulher encantadora e desconhecida. Vamos descobrir nossos defeitos, costumes e manias, aprender juntos a superar nossos limites. A lição é real: os defeitos, embora existam, ficam abaixo das qualidades que nos sustentam.
Quando estou só, sinto um vazio pela tua ausência; mas, ao mesmo tempo, percebo tua presença tão perto e sei que não estou só. A tua graça é luz suave que habita em mim — a luz de Jesus que ilumina toda escuridão.
Na hora da agonia, de noite e de dia, onde estou, há pouca alegria.
Na hora da dor, nem a calma rezou, tamanha foi o pavor.
Nas horas amargas, não há santo nem milagre que adoce a vida.
Estou só, aguardando você chegar.
A saudade me assola — vivo num mundo vazio, longe de você.
A lembrança me conforta enquanto pensamentos eufóricos matutam tua ausência.
Vem para mim, não me deixe aqui...
É um desdém viver longe dos teus carinhos..
Estou de mãos dadas com as mãos da solidão,
companheira antiga que nunca me deixa ir.
Fiel guardiã dos meus silêncios,
ela caminha comigo pelas noites frias,
sussurrando verdades que o mundo não quer ouvir.
É presença que pesa, mas me mantém de pé,
é sombra que abraça quando ninguém me vê.
No confronto que há de vir,
sei que ela estará ali—
não como inimiga,
mas como lembrança viva
de que resisti,
mesmo quando tudo quis me impedir.
A solidão me segue,
mas também me ensina:
há forças que só nascem
quando estamos sós,
há dores que viram asas
no peito de quem não desiste de si.
Estou andando pela rua sem destino, sem direção.
Em algum momento, sei que preciso voltar para casa.
Mas antes mesmo de abrir a porta, uma insegurança
já pesa no meu peito.
A mente inquieta pergunta:
qual das mulheres estará lá, me esperando?
Será aquela mulher sensata,
que acolhe com carinho,
que entende meus silêncios
e enxerga quem eu realmente sou?
Ou será a outra —
a que chega como tempestade,
Estressada, descontrolada,
e transforma meus dias em tormento?
No fundo, essa dúvida revela mais do que quero admitir:
a verdade de nós se esconde nas escolhas que fazemos,
e na coragem de reconhecer
quem queremos ao nosso lado
e quem precisa ficar no passado.
Porque paz também é amor.
E amar, às vezes, é saber voltar para casa
sem medo do que vai encontrar.
Estou à beira de presenciar as dores do mundo,
um mundo engessado, preso, atado,
lentamente se decompondo diante dos meus olhos.
No entanto, essas dores se multiplicam
porque o próprio mundo já não sabe mais entender
nem compreender a essência do viver.
É a aflição de existir sem rumo,
a angústia de respirar sem sentido,
o peso de continuar quando tudo parece ruir.
Estou diante de um mundo engessado, preso em correntes invisíveis, atado ao peso da própria decomposição.
As ruas carregam silêncios sufocados, os olhos se perdem em horizontes sem cor, e o coração humano pulsa em descompasso com a essência da vida.
As dores não nascem apenas da fome, da guerra ou da injustiça. Elas brotam também da incompreensão: da incapacidade de olhar para o outro e reconhecer nele o mesmo sopro de existência.
O mundo sofre porque esqueceu de compreender. Sofre porque se afastou do sentido do viver, reduzindo a vida a sobrevivência, o encontro a disputa, o amor a mercadoria.
Mas há uma verdade que resiste:
Enquanto houver quem perceba as fissuras, quem nomeie as dores, quem não aceite o silêncio imposto, ainda haverá possibilidade de reconstrução.
A decomposição não é o fim — é o chamado para que despertemos, para que rasguemos os véus da indiferença e devolvamos ao viver sua dignidade moral.
Inúmeras vezes ao dia
Eu paro tudo o que estou fazendo...
E penso em você!
Então olho para um ponto fixo
E espero o coração
Parar de doer...
