Nao estou Sozinha
A morte não é, e nunca será a maior perda de nossas vidas, a maior perda de nossas vidas é o que morre dentro de nós enquanto estamos vivos.
A morte ainda é um dos maiores mistérios da vida. É inevitável nos questionarmos o porquê de termos que nos despedir de alguém que amamos, ou mesmo temer o nosso próprio fim.
Há, no entanto, milhões de possibilidades de lidarmos e refletirmos a morte não apenas como um momento unicamente de dor, mas como parte incontornável da vida. Quem sabe, pensando e aprendendo sobre esse implacável acontecimento, podemos encará-lo de forma mais corajosa.
Felizes seremos e sábio teremos sido se a morte, quando vier, não nos puder tirar senão a tão valiosa vida.
Não consigo dizer como me sinto em relação a tudo isso. Ao mundo caótico, as pessoas sem filtros apenas prontas para atacar quem vier pela frente. A tempestade que arma dentro de mim, pronta para explodir e eletrocutar qualquer um pela frente. As vezes me culpo por ter tantos sentimentos ruins, por ter tantas pessoas ruins em minha volta. Gostaria que fosse diferente. Gostaria que as pessoas fossem mais abertas ao diálogo, que pudessem ter menos ódio gratuito e que pudessem ter a capacidade de enxergar o outro além do que vê e julga só por uma “casca” e não pelo que vê coração. Me sinto fraca, como se não tivesse um chão, algo para me apoiar. Sei que não estou sozinha, mas ainda sim me sinto fora dessa realidade de pessoas tão ruins, como se eu não fizesse parte do mesmo mundo que elas. Eu só queria ter certeza de que nada que fazemos aqui é em vão, de que ainda vale a pena lutar. Eu só queria ao menos conseguir escrever tudo que eu sinto, mas é tanto sentimento que não consigo colocar em palavras o que eu realmente gostaria de dizer.
A gente percebe que superou;
quando o coração não acelera mais,
quando as mãos não ficam mais suadas,
quando a lembrança não machuca,
quando o olhar se perde na multidão
ao encontrar o outro que tanto machucou seu coração.
Quando o mundo se voltar contra você, não se preocupe, você está caminhando em conformidade com a Palavra de Deus.
O Lácio
Não hão de destruir ou menosprezar
A língua do poeta é a arma do autor
O Lácio cuja região formou deleitar
A formosura que forma sair do amor
Não há de se tornar morta, pois fala!
Escreve, canta, supera e nos dedica
Não há de se tornar extinta, não cala!
A flor, a ternura da palavra não abdica
E passa o tempo ainda existe a dádiva
Pode esquecer, mas não irar perecer
Enquanto os mestres usarem essa diva
Sóis agradecidos pelo imenso bel prazer
Aqui despeço brioso, poeta de alma viva!
O Lácio em mim vive!... Ela é meu ser...
André Fernandes
Inspirado no poema de Olavo Bilac "Língua Portuguesa"
O que me liga a você?
Não sãos os verbos e nem os pronomes
Nem rimas com, ou sem nomes
Somos poetas de sobrenomes
Somos desígnios das nossas ideias
Não são regras com particípios
Nem questões de termos princípios
Nem saber escrever o seu tema
É deixar a escrita na pele ser o seu lema
O que me liga não são sonhos
São devaneios de amigos sinceros
São as humildes garrafas do seu versejar
E a simples palavra de saber amar
E o que me liga? Soa deveras miserável!
Não ligo para me abastar de elogios
Ligo para ser a alma da felicidade de poetas
Se eu sou fácil de ler... Sou fácil de sorrir
André Fernandes
O poder foi dado a nós para escolhermos o caminho a qual devemos seguir, diante do equívoco não inventemos desculpas e nem busquemos a quem culpar, assumamos nossos erros e insistamos em consertar. É melhor chegarmos feridos do que ficarmos ilesos perdidos pelo caminho.
"Nenhum caminho te levará à Felicidade se não souberes sorrir no presente. O futuro ainda é oportuno; o passado agora jaz; o presente é você quem o faz...".
