Não Engane a Si Mesmo

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Há quem veja nas tuas escolhas motivo para julgamento, mas não encontra em si a capacidade de amar o teu ser. (Furucuto, 2025)

Quem pratica o mal carrega em si o medo daquilo que pode limitar o seu poder de destruição. Pois, todo o mal sabe, ainda que silenciosamente, que existe algo capaz de o conter. Reconhecer esse limite é, por vezes, o único caminho para desarmar os desígnios da maldade. Furucuto, 2026

Cada luta, cada lágrima derramada no altar do sofrimento, carrega em si a sagrada oportunidade de transmutação. O coração, quando partido, abre-se para uma compaixão mais profunda; o espírito, quando abalado, encontra resiliência que desconhecia. Aceite esses mestres silenciosos, pois eles não vêm para punir, mas para polir. A dor é a oficina divina onde o caráter é forjado e a sabedoria, lapidada. Confie. Respire fundo no meio do caos. Você não está sendo destruído, está sendo remodelado para uma versão mais forte, mais sábia e infinitamente mais bela. A luz que você busca nasce justamente da escuridão que hoje o envolve.

"Recomeço" é uma chance que dás a si próprio, "mudança" é uma oportunidade pra não viver a rotina dos erros.

PRESENÇA ADVAITA

A travessia do ser que deixa de lutar contra si



A cidade ainda não dormiu.

O ar tem cheiro de chuva e café esquecido.

Há buzinas, passos apressados, vozes cansadas atravessando a noite.

Aqui dentro, a casa fecha as pálpebras e o corpo desaperta os ombros.

A respiração desacelera, como se o tempo, por um instante, perdesse a pressa.



Não é iluminação, é pausa.

Não é milagre, é o cansaço que aprende a sentar.

No intervalo entre o que se esgota e o que começa, algo desperta.

É mais sopro que ideia, mais pele que palavra.

Viver é sentir.

Sentir é o único gesto que não mente.



É quando você acontece.

Não chega, se revela.

Nada em você exige lugar, mas tudo muda à sua volta.

O ar fica mais leve, as sombras perdem pressa.

O silêncio ao seu lado tem temperatura.

Parece uma mesa posta no meio da alma.



Você toca o lugar em mim que sempre esperou,

e algo, enfim, consente.

Ainda com medo, eu consinto.

Não há urgência, há respeito.

A ternura não anuncia sua entrada,

ela simplesmente chega e fica.

O medo, visto de perto, se torna pequeno.

A dúvida, cansada, adormece na varanda do peito.

O que antes era abismo agora é chão molhado,

com marcas de quem passou e ficou.



O ser é o campo onde o medo e o amor se escutam.

Ali, o humano e o eterno se olham sem querer vencer.

Quando há escuta, o silêncio deixa de ser muro e vira ponte.



Antes da calma houve deserto.

Antes da ternura, ferida.

Já temi o que mais amava,

já fugi do que me curaria.

Até que o orgulho se desfez,

e a suavidade entrou pela fresta da noite.



Nem tudo em mim é paz.

Ainda há grito guardado,

e o eco às vezes volta sem aviso.

Mas ele já não fere, apenas me devolve à carne.

O amor que prende é medo disfarçado de zelo.

O amor que acolhe tem mãos abertas e chão firme.

Nele, dois seres se olham sem truques.

Ambos feridos, ambos atentos.

Sabem que o outro teme, e ainda assim permanecem.



Eu tropeço.

Duvido.

Às vezes quero trancar a porta e esquecer o mundo.

Mas é a dúvida que me devolve à fé,

essa fé pequena, feita de respiração e paciência.

Só quem sente profundamente aceita não entender tudo.



Com você, o tempo não desaparece, ele respira.

A casa continua casa, o mundo continua áspero.

Há contas, filas, injustiças e gente que carrega o dia nas costas.

Mesmo assim, algo em nós encontra um ritmo bom,

um espaço simples onde a ternura sobrevive.

Não busco eternidade, busco verdade.

Prefiro o instante vivido à promessa que não cumpre calor.

O que é real não morre, apenas muda de rosto.

A presença é o milagre discreto que sustenta o mundo enquanto ninguém vê.



Não há promessa, há encontro.

Não há destino, há travessia.

Você não chega, acontece,

como chuva breve em tarde quente,

lavando o pó do que restou.



A plenitude não está em domar os sentimentos,

mas em atravessá-los inteiros.

Quando compreendo o medo, o amor deixa de ser fuga

e vira casa com portas que abrem por dentro.

Nem tudo que acalma cura.

O silêncio também corta,

mas é corte que limpa,

como mar depois da tempestade.

Às vezes a luz arde antes de iluminar.

Às vezes o amor desmonta o que eu usava para me proteger.



Se o tempo nos afastar, a presença não parte.

O sentir muda de tom, como maré que recua

só para lembrar que voltará.

Você é travessia,

o agora entre duas incertezas,

a prova de que o amor pode existir sem fazer barulho.



Se o silêncio for tudo o que restar,

ainda assim haverá amor.

O que é verdadeiro não precisa ser dito.

O toque fica mesmo quando a mão já se foi.

A lembrança não pede voz,

a pele ainda sabe o caminho.



Ser forte não é erguer muralhas,

é continuar sensível quando o mundo pede dureza.

É olhar o outro e ver o mesmo espanto,

a mesma fome de não ferir.



Escolho te sentir.

Não para possuir, mas para reconhecer.

Não para vencer, mas para ser verdadeiro.

Se o sentir trouxer dúvida, que venha.

Que confunda e console.

Que assuste e cure.

Que desfaça o chão só para mostrar o céu que sempre esteve ali.



Entre nós talvez não haja nome,

e tudo bem.

O real prefere ser vivido a ser explicado.

O amor que nasce quieto é o que mais permanece.

Ele não disputa palco, respira.

É o som do ser se reconhecendo no outro.



Quando o ser se torna simples, o medo aprende a ouvir.

Nada precisa ser vencido quando é compreendido.

A sabedoria não nasce da força,

mas da entrega.

Do instante em que o ser para de fugir de si

e percebe que nunca houve vazio,

apenas verdade esperando espaço.



A cidade enfim silencia.

Uma janela apaga, outra acende.

O ar cheira a terra molhada.

E no reflexo do vidro, eu me reconheço.

O silêncio me olha,

e nele eu ainda vejo.

Escolher quem te machuca é um modo silencioso de punir a si mesma, recusando o abraço de quem só quer te ver curada e feliz.

A mente só é verdadeiramente livre quando ousa pensar por si mesma." Eras Gentleman

Nos meus sonhos mais reais, eu imaginei ter você nele, e dentro dele eu pude sentir o verdadeiro significado de não querer acordar.

Uma convicção por mais alta que seja sua graduação, terá em si o risco maior de corromper-se, do que o nada. Por ser mais confiante que a mentira, é mais perigosa.

⁠Orgulho de si é uma ilusão propagada pelo ego-dominante do ser, um gatilho afim de manter-se separado do núcleo gerador universal, com o propósito de criar uma nova perspectiva criativa do mundo, através de movimentos caóticos repetitivos...

Dualidade é Lei. Ninguém sabe de Si. Você é o personagem. Realismo é o que?

Cobrar a si
sem Amor se dar
É se destruir,
É se frustrar.

⁠⁠⁠Não tenha por si um miserável amor,
Amar a si é saber seu Valor,
Seja por si Solidário, Não solitário
E que seja algo Constante, Não arrogante,
Saber Diferenciar é necessário,
é demais Importante.

Riqueza imensurável da simplicidade, agora perfeitamente representada numa linda imagem de muitos significados, cuja sutileza tem um ar de despedida de uma fase amável, passageira, que num futuro mais próximo do que se pensa, será apenas saudades

a infância de uma pequena princesa, razão de muita felicidade, feliz segurando um simples balão, que faz menção à leveza com a qual está vivendo, a sua fragilidade, mas também a sua resistência e ao momento almejado que sem aquilo que a prende, ela subirá bem alto

Por enquanto, até lá, é sensato que continue brincando, desfrutando o máximo que puder, sendo uma criança alegre, saudável, guardada por Deus a todo instante, amada verdadeiramente, alegrando semblantes, um amor inexplicável que não esmorece, bênção constante.

O maior problema do Brasil não é a corrupção em si. É o povo que defende líderes corruptos e aceita tudo de forma alienada, o que revela que a coisa é muito mais séria e profunda do que parece.

O fim de um laço abre espaço para você voltar para si mesma. Não encare a solitude como solidão, mas como um momento sagrado de poda para que a sua alma possa florescer com ainda mais força.

Pense apenas no que pode fazer de bom para si e para os outros, não alimente expectativas do que os outros venham a fazer.

Aquele que ousar sonhar, enfrentará o medo, mais se este confiar em sí a ponto de vencer o que julga ser uma barreira, logo começará a ver sinais de progresso.

A sua felicidade não pode depender da presença de outra pessoa. Construa dentro de si aquilo que ninguém poderá tirar: amor-próprio, dignidade, serenidade e fé.

Houve um tempo em que a ignorância envergonhava-se de si mesma,
tanto que se recolhia à timidez e ao pudor.


Nos tempos atuais, não.


A ignorância converteu-se em espetáculo:
exibe-se por todos os meios possíveis e imagináveis, ostentada com um orgulho desmedido.


Houve um tempo em que a ignorância ao menos tinha vergonha de existir,
recolhia-se, constrangida, à sombra da timidez e do pudor.


Hoje, não.


A ignorância perdeu o constrangimento,
aboliu a vergonha e transformou-se
em virtude pública com direito
à fanáticos seguidores.


Exibe-se ruidosamente,
disputa holofotes,
exige aplausos e se orgulha
da própria miséria intelectual.
✍©️@MiriamDaCosta