Não Amo pela Metade
Cá estou eu em mais um dia de risos pela metade. Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída e desesperançada de ti. Saudade de momentos que não vivemos de coisas que eu talvez nunca saiba como serão. Meus amigos gostam muito de mim, mas será que eles sabem o que se passa no meu sorriso, será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, mas daqui a pouco vou morrer de chorar de saudades suas?. E eu, mais uma vez, olho para o lado morrendo de saudade e penso quando vou poder te ver...
A cada semana sem dor que eu pulo, pareço acumular uma vida inteira de dor, eu inventei de conversa todas as noites com “você” só para pular uma semana sem a dor da sua ausência, mas preciso esperar muito para te reencontra. A sua ausência dói e eu sigo inventando historias para explicar sua ausência, historias bobas que finjo acreditar. Odeio minha fraqueza em me enganar. É que não aguento mais não dar um rosto para a minha saudade e sempre levar um tapa.
Tudo que vive até agora foi pela metade, ao menos a minha fantasia é por inteiro... Enquanto dura.
No final bruto, seco e silencioso é sempre isso mesmo, eu aqui meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar. E aí eu deito e penso em coisas bonitinhas. E quando vou ver, já dormi.
Você pode ser cercado por muitos,
porém, se a metade dos mesmos te amarem:
Acorde, estará sonhando...
Quando você acha metade do mundo idiota e a outra metade babaca demais a solidão passa a ser não a única,mas a melhor alternativa.
Não que eu não goste de pessoas,mas elas ficariam mais legais se não existissem.
Vejo a beleza de um ser ausente, de uma janela aberta, de um cigarro pela metade, o whiskey suado, de um carnaval sem musica, de um amanhecer sem um sorriso.
Não entendo alguns pontos ,menos ainda virgulas.
Quando encho loto, se derramo esvazio
metade e pouco não me completa.
Eu não acredito em metade da laranja, cara-metade, tampa da panela ou qualquer coisa desse gênero. Eu acredito em inteireza. Eu acredito em duas pessoas inteiras, completas, que se escolhem. Que se reconhecem. Que a alma de um fala (mesmo em silêncio) com a alma do outro. E se acrescentam. E se amam. E se aceitam. E somam.
Era menos que metade: era só. Encontrou outro despedaço: eram dois desmantelos. Unidos são o elo, a soma do universo inteiro.
"Metade do meu ser, sou eu.
A outra metade é o que eu gostaria que um dia eu fosse, ou melhor, é o que eu vejo em outros de bom, que de certo modo quero ter, possuir, ser. Não é inveja, apenas vontade. E, diga-se de passagem, é até um elogio às outras pessoas, pois há alguém que as admira.
Metade do que eu sou, é meu.
A outra metade é controlada, não por minha sanidade, conceitos, e princípios , mas por desejos, aqueles da carne. Desejos esses que me fazem errar, cair, sofrer, mas em contrapartida, me fazem ter em minha mente e coração as mais lisonjeiras, sublimes, e satisfatórias sensações e experiências.
Metade do meu ser, é errôneo.
A outra metade, esta tentando acertar.
Metade do meu ser, é o que querem que eu seja.
A outra metade, eu não posso contar, ou melhor, não saberia.
Metade do meu ser se preocupa com o próximo e se importa realmente de como estão, o que pensam e sentem.
A outra metade, fica cala e não segue ,muito menos se preocupa se está seguindo o politicamente correto.
Metade do meu ser, não sabe do que estou falando agora.
A outra metade, sabe e entende.
Metade do meu ser, se nega a aceitar a escrita deste texto.
A outra metade, anseia por isso.
Eu vivo em constante dúvida, presente divisão. Ou quero e não consigo, ou consigo, mas não quero.
Quero ser eu, mas faço o que esperam de mim. Não quero sofrer, mas escolho amar. E, infelizmente, essas são coisas que, em alguns casos, não podem estar juntas.”
Metade do meu ser carrega mágoas. A outra metade, não importa, nunca importou. Possui apenas um compartimento para coisas supérfluas e ilícitas que tento esconder. Nunca me disseram que transportar morfina na alma era crime.
Sou feliz comigo mesmo, não sou como aquelas pessoas que vivem em busca da sua outra metade. Eu... me completo sozinho. Faço o que quero, quando quero, e não elaboro planos nem ideais para viver bem. Aliás, eu acho que viver bem é estar bem consigo mesmo; nunca dependa de nada ou de alguém para fazer com que o seu bem-estar seja completo. Gosto de viver intensamente, gosto da pureza e da promiscuidade, gosto da leveza das coisas e do peso de determinadas situações, me sinto bem com algumas companhias, mas também gosto de estar só. Afinal de contas... se viver bem é uma arte, só depende das nossas escolhas e jeito.
Não pretendo deixar que as minhas falhas excedam as minhas virtudes.
