Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda
Depressão, Amante Nada Sigilosa
Não sou mais a prioridade da minha amada.
Ela prefere se deitar com a solidão.
Não me olha mais nos olhos —
só mareja quando pensa nela,
a depressão.
Em casa já não ouço sua voz,
apenas sussurros e soluços.
Não sinto mais seu toque nem seu cheiro,
resta uma lembrança boa
que passa ligeira, como quem não quer ficar.
Já não sei como é ser chamado de amor.
Por que me trocou?
Eu sei que ele — o desespero —
é mais arranque do que eu.
Ainda assim, deixa-me participar
desse cenário de ilusão.
Deitaremos, se me convidar,
os três, então.
Com os pés torcendo pelos passos, um caminho deveria ser mais cortez, e não deveria dizer isto a ninguém: "é ninguém e apenas mais um"!
Quando se conhece a arte da vagueza: revele de si pouco, conceda-lhes o que desejam, mas não o que merecem!
Silencie com o ego, bem ou mal, não se importe que alguém fale sobre si... modere-se com compostura da serenidade!
Existe uma aura misteriosa em todo o redor: fale menos com o olhar e ouça mais com os desejos... quanto menos algo contar, menos curiosidade despertará de um desafeto!
Às vezes a minha face fica mais branca com um tom mais pálido, quando se esconde; posso não dizer tudo algumas vezes, porque sinto muito e tanto!
Se escrevo difícil, é porque é difícil escrever às vezes; se eu quero está vida para mim, é porque vou ter!
Sou um pouco dos lugares que conheci, mas sinto muito das coisas que gostei, e deixei... perdoar é uma coisa mais confiar é outra!
Se os meus dias são meio esquisito, sem razão e sem querer às vezes, é porque não admiro os dias normais... quando a fronteira entre a canção e o silêncio é reduzida a um sussurro limitado!
A verdade de um passado: quando "feliz dançando com o cotidiano que balança mais não cai, quando só ou rodeado, não importando quem vem ou vai se ficava só"!
"Sob a luz que tolhe a noite com o objetivo de me mostrar, me queimei nos epílogos por me revelar, e herdei uma horda de pandemônios de arrepender, com suspiros gritantes de dentro para fora do vazio em mim"!
"Veio a saudade trazendo uma cesta cheia de expectativas, desleais, com às recordações numa falsa claridade se mostrando em conforto, traduzindo no desconforto sem poder toca-la"!
"Nos dias depois do fim e nas noites sem fins do fim, com a mente diante de uma alcateia faminta das fraquezas do coração, a vida vivia cortando o ar dos pulmões inúteis da atmosfera daqueles erros"... enfim e sem meu fim aprendi com eles!
Numa reversão dos termos mais amenos ajustados com um dia, quando a diplomacia do íntimo não busca uma saída com a insônia, às vezes a gente acorda de manhã sem saber o que esperar: "eu gostaria tanto de esperançar"!
Eu vivo em uma cidade de espelhos, onde eles refletem as preocupações das faces: a melhor forma de se defender aqui, é saber quando alguma coisa pode acontecer!
Um pesar... às vezes isto é um pouco estranho: "quando eu olhei os olhos dele, eu me vi"!
No silêncio com solos intermináveis de pensamentos, numa sinceridade ligada a fraseados e pequenos detalhes, do que um exibicionismo de palco pode mostrar: "devia ter tentado mais"!
Justamente porque a vida me deu tanto, é que não posso ficar sem fazer nada. Preciso entregar mais. A vida é tão generosa que nos ensina pelo amor
E quando eu não estiver mais por aqui, quero que você lembre de mim com aquele sorriso bobo, lembre de hoje, onde eu falei tudo o que deu vontade, tudo o que estou sentindo.
E nunca esqueça que por pouco tempo ou muito (não sabemos) eu amei você e tu foi muito importante para mim!
E que esse pensamento possa de alguma forma te fazer sorrir,te fazer feliz!
Porque você é especial, única, inigualável, autêntica,
e outros adjetivos que enaltecem você.
O feminicídio é uma das faces mais cruéis da violência no Brasil. Ele não é “apenas mais um crime”: é o assassinato de mulheres por serem mulheres, resultado de uma cultura de desrespeito, posse e desvalorização da vida feminina. Sentir repulsa diante disso é o mínimo; o necessário é transformar essa repulsa em consciência, postura e ação.
Cada mulher que sofre violência é filha de alguém, muitas vezes mãe, irmã, amiga, é uma vida inteira de histórias, sonhos e contribuições interrompidas. E há um ponto que deveria nos tocar profundamente como homens: todos nós nascemos de uma mulher. Foi uma mulher que nos gerou, que enfrentou dores para nos trazer ao mundo, que nos alimentou, amamentou, cuidou e sustentou nossa vida nos momentos mais frágeis. Nossa própria existência começa no cuidado de uma mulher.
Como, então, pode existir ódio, agressão ou indiferença contra quem representa a origem da nossa vida e da vida de toda a sociedade? Respeitar mulheres não é favor, não é gentileza é princípio básico de humanidade e justiça.
Repudiar o feminicídio é dever coletivo. Isso passa por não normalizar agressões, não rir de desrespeito, não silenciar diante de sinais de violência e educar meninos e homens para o respeito, a empatia e a igualdade. Uma sociedade que não protege suas mulheres está falhando consigo mesma.
Que a indignação não seja só discurso, mas mudança real de atitude. Porque toda mulher merece viver com dignidade, segurança e liberdade. E porque a vida de uma mulher nunca pode ser tratada como algo descartável.
Os mais sábios não são os que sabem tudo, mas sim os que tem a humildade de sempre se
manter aprendendo
O que devemos fazer...
Quando traem nossa confiança ?
Quando o abraço não é mais quente?
Quando os olhos não se cruzam mais?
Quando tudo que você quis se perdeu?
Não adianta chegar ao fim da leitura de um livro e não lembrar mais do que leu no início da leitura.
Às vezes não precisamos de muito, só precisamos rever nossos sonhos que não mais atendem a nossa realidade.
Na metade da vida, a gente descobre que o tempo não corre mais para a frente: ele começa a se despedir.
Não te quero mais.
Não é fingimento, nem soberba.
É lucidez depois do cansaço.
Não te quero mais.
Não é lembrança, nem dor tardia.
É silêncio onde antes doía.
Não te quero mais.
Não é aparência, nem mentira ensaiada.
É a verdade cansada de se explicar.
Não quero mais é.
Ter a certeza de de liberdade.
Não quero mais é.
Sabe que estou bem.
Mesmo estando longe e só.
Não te quero mais.
Não é engano, nem jogo emocional.
É o fim do teatro onde eu sempre fui plateia.
Não quero mais verdades que não existem,
nem memórias que nunca viraram saudade.
Não quero a paz que não é amor,
nem o abraço que não carrega confiança.
Não te quero mais.
E, dessa vez,
é definitivo como quem se encontra
e não volta atrás.
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