Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda
A festa ainda nem tinha começado, e para mim já se agonizava, ver casais dançando e ela nos braços de um outro a rodar pelo salão, e eu tentando esconder a tristeza com aquele sorriso debochado, e no meu canto já preparando a partida, mesmo sem saber que rumo tomar...(Mario Valen - Patife)
Ainda batucando
o samba enredo
com as pontas dos dedos,
Você está louco
para saber os meus segredos,
Só sei que também
quero o quê você quer,
Tu vens sem data e hora
marcada quando entender
que me ama como mulher.
Na tela devir da alvorada
gotas de Ginseng serão
espalhadas para que
as estrelas ainda consigam
ser apreciadas no lugar
de bombas que roubam
o destino da Humanidade.
Sempre que a noite cair
continuarei sendo aquela
que dança as mil danças
com o Universo despreocupada
porque o quê é para ser
é para ser e o quê não é
para não ser nunca haverá de ser.
Os sinais de todos os levantes
estão nas palmas das minhas mãos
e os perfumes das rosas orientais,
é com as cores dos hibiscus
escrevo os rumos transcendentais
para quem acha que o próximo
merece o tanto fez ou tanto faz.
Em tempos de guerra sempre faço
questão de nadar contra as correntes
e semear a paz mesmo que o caminho
seja estreito e queiram impor o silêncio
para nós convencer de qualquer jeito.
Rebeldia
Se a minha voz incomoda,
o meu silêncio é ainda pior,
nem mil tropas me calarão
porque a poesia é muito maior.
Entenda que ditadores não
preferem alguém acima
dos objetivos porque da liberdade
eles são os maiores inimigos.
Em silêncio ou não vou sempre
incomodar porque sei a hora
de começar e a hora de parar.
A rebeldia que me guia é balão
que me leva por todo o lugar
e até o abismo não temo desafiar.
02/01
Você pode tudo
ainda nesta vida
ser o dono do mundo
mesmo que ninguém
apoie e talvez nem mesmo
você saiba disso:
você nasceu forte.
O Cerrado
Com os olhos fechados
ainda lembro da época
que o Cerrado tinha
tudo no seu devido lugar
sem nada faltar,
Das águas quentes e frias
como é bom recordar!...
Muita gente acha que
tem controle da vida
e do tempo,
naquela época se
coexistia com a Suçuarana
e tantos outro animais
sem ter medo porque
na verdade tínhamos paz.
Infelizmente uns não só
ali ainda não entenderam
que não ter nenhum
compromisso em preservar
para que tudo venha durar
no passo que podemos
todos de tudo desfrutar.
Sobre nós caem as flores
amarelas do Ipê-do-Cerrado,
enquanto dizem ser poéticas
a vontade e as lembranças
profundas do passado,
a busca com esperança
pela chave e a rota de mudança
para tudo o quê pode ser resgatado.
Foram herdados hábitos
dos imigrantes europeus,
por aqui ainda preparam
defumados, Porco no Rolete
e até feito no Tacho,
e também no espeto corrido
para quem gosta pode
até encontrar uma linguiça
para colocar o coração sorrindo,
no nosso Sul Brasileiro
tem um pouquinho
de tudo do nosso Brasil faceiro.
Ainda lembro dos curtumes,
de outros tantos costumes,
de inúmeros bailes onde
íamos com trajes típicos,
Hoje quase não existem mais,
Do Carneiro no buraco
e do Carneiro ao molho
de vinho do nosso Sul Brasileiro,
ainda lembro para nunca
deixar perder o espírito campeiro.
Me vi num Bole-Bole
esquecido diante de ti,
O Bole-Bole é o samba
esquecido da Bahia,
Ainda bem que existe
alguém para lembrar
com um toque de poesia.
Sob as bênçãos
dos Ipês-roxos,
corações apesar
de tudo ainda
moços haverão
de se encontrar,
E que a ventania
há de decorar
o chão com estas
flores que a luz
da Lua as tornará
ametistas para
o amor coroar
com toda poesia
florescida a celebrar.
A memória de infância
estradeira ainda recorda
que em algumas paradas
o troco ou as lembrancinhas
eram pequenos cristais,
A memória de um pouco
mais de três décadas atrás
onde o país ingênuo decolava
rumo a um futuro brilhante,
Só sei que nada em mim
essa e outras memórias
consideradas distantes,
O importante é pensar
o quê todos nós podemos
fazer daqui para frente
porque tudo na vida
só depende mesmo é da gente.
A percussão do sino
dos ventos de Ágata
ainda toca o coração,
O balanço do sino
lembra muitas vezes
a poesia existência
suspensa pelos fios
que nos sustentam,
nos unem, guiam
e fazem encontrar
a razão, o amor e o destino.
Ainda lembro bem
das estradas longas,
das paisagens lindas,
das árvores altas
iluminadas pelo Sol
que mais pareciam
com esmeraldas
em contraste
com casas caiadas
que contavam
com gentis hortinhas,
No rádio do carro
só tocavam boas
músicas caipiras,
Nunca imaginei
que recordar
iria se tornar
memória distante,
e que memórias
assim ninguém
se importaria mais;
Desses tempos têm
o quê se resgatar
a paz e tudo o quê
é de acolhimento
mesmo faça
muito tempo atrás.
Pelo caleidoscópio
deste século contemplo
o mundo perverso,
Povos ainda em guerras
desprovidas de nexo.
Nem mesmo que
eu tente ensaiar
mil dramas nenhum
destes papéis não
têm nada a ver comigo.
O meu coração está
vivo e segue pela corrente
do rio Apurímac,
O meu olhar está vivo
seguindo por Carhuasanta.
Ainda tenho fôlego
em Lloqueta e posso
levar comigo um poema,
e solta pelo Ene continuo
firme sendo eu mesma.
O meu pulmão ganha
fôlego pelo Tambo
e ganha impulso
em Ucayali sem temer
adiante nenhum desgaste.
E minh'alma e a memória
param no Amazonas,
chocam com o Madeira,
murmuram com o Negro
e enfrentam o degredo.
Sigo pedindo força ao Japurá,
clamando com o Tapajós,
chorando doído com o Juruá
e soluçando com o Purus.
No final de tudo vou encantar
o seu coração, ser lar
e o mais lindo refúgio sem par
onde você possa sossegar
sem vir novamente a se preocupar.
Celebro a Taquara
de pé que o vento toca,
os poemas que nela
a Lua ainda cultiva
e quero ver espalhados
por muitos lugares,
enquanto houver uma
Taquara a balançar
sombra e água nunca
haverão de faltar,
Para quem na vida sabe
observar nunca como
antes fez tanto sentido .
A ária da Via Láctea
me veste de estrelas
e despe com milhões de beijos,
Ainda há na cena uma
Rosa Juliet nos meus cabelos.
Rendamos culto aos desejos
de seda e de atrevimento ondulantes
que fazem tapeçarias de diamantes.
Não há nada meu que não
seja seu num único dístico
feito de luz e sombra,
Nada mais assoma
no jardim interno das romãzeiras.
Dancemos os passos do amor
enquanto muitos perdem tempo
de viver com total enamoramento.
Pé-de-moleque
Nas ruas da memória
ainda ouço inexplicavelmente
as quituteiras gritando
o verso que batizou o nome
para o doce do Brasil de hoje,
Doce da ancestralidade
que lutou pela liberdade,
Quem ainda não experimentou
um Pé-de-moleque,
De qualquer jeito ele for feito
é uma delícia que a boca
adoça e o coração derrete,
Um doce também é poesia
sempre para quem se atreve.
Ainda que todos os políticos fossem corruptos, seria menos grave do que se todos os corruptos fossem políticos.
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