Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda

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Tenho ânsia de te encontrar. Urgência de me abrigar em teus braços. Ainda que fosse apenas por um instante, por um cafuné, para repousar a tranquilidade entre o peito e o mundo.

Queria atender ao chamado do que me chama em teu olhar. Às vezes, queria trocar o relógio, vencer o tempo, rasgar a distância. Mas há o medo… ah, o medo. Esse que trava, bloqueia, bloqueia, semeia dúvidas. O receio de atropelar a forma certa e não deixar acontecer.

Mas existe forma certa quando o amor decide invadir? Existe medida exata para aquilo que chega tomando posse do que já lhe pertence?

Ah, a paixão… Ela me parece vir carregada de ímpeto e da bela insensatez dos destemidos apaixonados.

Então me pergunto: por que o amor conserva tanto pudor? Por que teme pisar em águas profundas, se ele, por si só, já nasce tão profundo?

⁠O maior problema dos que alugam o próprio juízo é seguir acreditando que ainda pensam com as próprias cabeças.


Há um silêncio curioso na mente de quem terceiriza o próprio juízo: o da ilusão de autonomia.


Acreditam pensar por conta própria, quando apenas repetem ideias decoradas, opiniões emprestadas, certezas embaladas para consumo rápido.


Alugar o juízo não exige contrato nem assinatura — basta abrir mão da dúvida, do desconforto de refletir e da coragem de discordar sem desrespeitar.


Em troca, recebe-se o conforto de pertencer, a sensação enganosa de clareza e um discurso pronto para qualquer ocasião.


O maior problema, porém, não é a dependência intelectual em si, mas a convicção de independência.


Pois, quem reconhece que não pensa, ainda pode reaprender.


Mas quem se julga livre enquanto ecoa vozes alheias, já não percebe as correntes que carrega.


Pensar de verdade cansa, isola e, às vezes, até dói.


Talvez por isso tantos prefiram alugar a própria cabeça — desde que possam continuar acreditando que ela ainda lhes pertence.

⁠Quando o ser humano perceber que a bola, ainda que chutada, agarrada, liberada, agredida e até acolhida, tem mais voz que o “livro mais vendido” e 'menos vivido do mundo', não haverá mais brigas nem trapaças no futebol.


Há algo de profundamente humano no destino da bola.


Buscada e tocada de todas as formas, e ainda assim continua rodando, unindo pessoas que, fora do campo, talvez jamais se entenderiam.


A bola não julga quem a toca. Ela gira para todos, sem distinção de credo, cor ou fronteira.


E é justamente nesse movimento, tão simples e tão leve, que mora uma lição que o ser humano parece ter esquecido.


Enquanto o mundo se curva diante do livro mais vendido — e, ironicamente, menos vivido —, a bola segue pregando seu evangelho silencioso: o da partilha, da alegria e da verdade do instante.


No gramado, não há espaço para disfarces; o que se é, se mostra.


A bola não aceita trapaças por muito tempo.


Quem tenta enganá-la, mais cedo ou mais tarde, tropeça no próprio engano.


Talvez, quando o ser humano perceber que a bola fala muito mais alto que muitos púlpitos, que seu giro é mais honesto que muitos discursos e que seu jogo é mais limpo que muitas pregações, o futebol voltará a ser o que sempre foi: um espelho do que temos de melhor.


E então, quem sabe, já não haverá mais brigas nem trapaças — apenas o som puro da bola correndo livre, leve e solta, ensinando em silêncio aquilo que tantos livros gritam sem entender.

Apesar do carinho de alguns discentes que ainda resistem à Indiferença — entre o Descuido do Estado e a Romantização do Ofício — o Dia do Professor se sustenta mais em Reivindicações que em Comemorações.

Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira.


_ Mafalda⁠

⁠Aos que brigaram em defesa de políticos-influencers, talvez ainda seja cedo — cedo demais — para fazer as pazes.




Não porque o rancor seja nobre, mas, porque, ainda não reconhecemos a dimensão do estrago causado pelas paixões emprestadas.


O cheiro medonho de enxofre da polarização já volta a subir, reinventando-se com a mesma esperteza de sempre, à espera de corações inflamáveis, mentes exaustas e sequestráveis.


E no ano que se avizinha, quando o espetáculo reabrir suas cortinas, eles vão precisar muito mais da nossa chama do que da nossa lucidez.


Pois, paixão, quando sequestrada, vira munição nas mãos dos que nunca lutaram realmente por nós.


Talvez defender uma ideia — um posicionamento — sem paixão, seja a arte mais rara e mais corajosa do debate.


Porque, é sim, muito fácil incendiar-se; difícil é manter o fogo no tamanho certo.


É fácil berrar certezas; difícil é defendê-las sem ferir.


Mas há uma escolha ainda muito mais sombria:
Desumanizar quem pensa diferente.


Nada inviabiliza o debate com mais perfeição do que transformar pessoas em inimigos, divergências em crimes e opiniões contrárias em afrontas pessoais.


Quando fazemos isso, deixamos de debater com gente — e passamos a lutar contra caricaturas que nós mesmos pintamos.


No fim, talvez a verdadeira paz não seja aquela feita entre lados irreconciliáveis,
Mas a paz que fazemos conosco:
a de não entregar nossa humanidade ao primeiro que exigir fervor,
a de não perder a lucidez para quem vive de paixões alheias,
a de não permitir que o debate morra pela ausência de coragem
ou pelo excesso de convicções.


Porque não há independência mais urgente e necessária do que a da mente que se recusa a ser incendiada — ou sequestrada e desumanizada — em favor ou desfavor de qualquer bandeira que pintem por aí.

Ainda que todos os políticos fossem Corruptos, seria menos grave que se todos os corruptos fossem Políticos.


Em ano de Eleições — especialmente as gerais — sempre arrastamos a Corrupção para o centro do palco.


Mas quase sempre nos esquecemos, por descuido ou capricho, que o combate à Corrupção começa com o nosso bom comportamento.


Ela é sempre arrastada para o centro do palco como a grande vilã nacional, apontada em debates, estampada em manchetes, tomada como inimiga número um por quase todos.


Mas, terminado o espetáculo, o que fazemos com o espelho?


É muito curioso como denunciamos com veemência os desvios bilionários, enquanto tratamos como irrelevantes os pequenos atalhos do cotidiano: a vantagem indevida — o “jeitinho brasileiro” — e o silêncio cúmplice diante do erro que nos favorece.


Condenamos os políticos corruptos, mas normalizamos a infração que nos beneficia.


Se tivéssemos a idoneidade da qual só sentimos falta neles, certamente o Brasil não padeceria da Metástase Cultural da Corrupção.


Exigimos ética em Brasília, mas relativizamos a nossa nas esquinas.


Talvez porque seja mais confortável enxergar a Corrupção como um monstro muito distante, habitante exclusivo dos palácios, e não como uma “cultura” que se infiltra nas escolhas diárias.


É mais fácil votar contra ela do que viver contra ela.


O combate à Corrupção não começa nas urnas — começa no caráter.


Não nasce nos discursos inflamados — nasce nos hábitos.


Ele se fortalece quando o cidadão decide que sua integridade não depende de quem governa, mas de quem ele é.


Se quisermos, de fato, mudar o enredo político, precisamos antes revisar o roteiro pessoal.


Porque um povo que naturaliza pequenas desonestidades, e ainda as batiza de “jeitinho”, dificilmente sustentará grandes virtudes.


No fim, talvez a pergunta mais honesta, urgente e necessária — não só em ano eleitoral — não seja apenas “quem é o menos corrupto?”, mas “o quanto estou disposto a não ser?”.⁠

⁠A Indignação Seletiva, nascida da confusão, ainda faz os indignados confundirem Vingança Apressada com Justiça Célere.


Há uma pressa muito perigosa em responder ao que revolta.


Uma ânsia quase instintiva de punir, de devolver dor com dor, como se a velocidade da resposta fosse suficiente para legitimar sua justiça.


Mas justiça não é sobre rapidez — é sobre precisão.


E, sobretudo, sobre responsabilidade.


A indignação seletiva escolhe seus alvos com base na conveniência emocional, não na coerência moral.


Ela grita “alto demais” quando o erro vem de um “inimigo”, mas silencia quando o mesmo erro nasce em território conhecido, protegido ou admirado.


É uma indignação que não busca justiça — busca confirmação.


Nesse cenário, a vingança se disfarça com descarada facilidade.


Veste o discurso da urgência, da ordem, da necessidade de resposta imediata.


Mas, no fundo, é apenas a satisfação momentânea de ver alguém pagar — não importa como, nem sob quais critérios.


E, quando isso acontece, o que se perde não é só o equilíbrio… é o próprio sentido de justiça.


Justiça de verdade exige tempo, escuta, critério e, muitas vezes, desconforto.


Exige aceitar que nem toda resposta será rápida e que nem toda punição virá na intensidade desejada.


Porque justiça não é espetáculo, nem moeda de troca emocional.


É construção — lenta, imperfeita, mas necessária.


Confundir Justiça com Vingança é abrir mão daquilo que nos diferencia do erro que condenamos.


E a indignação, quando não é acompanhada e pautada na reflexão, deixa de ser ferramenta de mudança para se tornar apenas combustível de mais injustiça.

Observer esse rapaz. Ele ainda será mundialmente famoso, disse Mozart sobre Beethoven.
sfj,caracteres

Ao lapidar a própria virtude e alcançar a serenidade, jamais desvie o olhar daqueles que ainda trilham os primeiros degraus da escalada.

Sabe eu ainda tô tentando entender como você chegou na minha vida tão de repente e me transformou no que sou hoje e desapareceu sem deixar rastro e o pior é que já te procurei em todos os lugares e não te encontrei talvez você seja um anjo enviado por Deus para mim, reconstruir.

Tô aqui pensando será que ela ainda vai voltar para mim ou se ainda vou encontrar ela.

SERÁ


Será que ela ainda lembra de mim.
Será que ela ainda pensa em mim.
Será que ela ainda gosta de mim.
Será que ela ainda está-me procurando.
Será que ela já me esqueceu.
Será que eu ainda vou encontrar ela.

Na matemática da vida ainda sou aprendiz.

"Na vida, vamos encontrar muitos que nasceram e cresceram recebendo coices e relinchos e, ainda assim, sentem muito orgulho dessa forma de deseducação que receberam. É de se esperar, portanto, hoje em dia, que a violência, a agressividade e o uso exagerado da força física façam parte de suas vidas também. A conclusão que chegamos para essa forma desinteligente de ser, de agir e de pensar é que o filho de um peixe deve ser um peixe. Apenas isso, não há como contestar!"

⁠"Alguém saberia dizer se a Ucrânia ainda existe? É que, desde que a guerra por lá deixou de vender jornais, o mundo se esqueceu de perguntar."

"Ainda se gasta muito tempo recordando e, pouquíssimo tempo pensando. É preciso melhorar isso!"

⁠Convença quem está triste a sorrir, e para quem parou ainda dar para prosseguir, e aquele que errou ainda dá tempo de corrigir.

Hoje, o Céu ainda clama:
“Escolhe a vida, abandona a sombra,
lava tuas vestes no sangue puro,
e caminha no temor do Senhor”.


Porque o pecado é sentença de morte,
mas Cristo é a Ressurreição e a Vida.

O Deus que tudo sonda e tudo vê,
ainda chama com voz de amor:
“Confessa, deixa, e alcança misericórdia,
porque a luz sempre vence as trevas”.