Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda

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Continuo jovem porque ainda desconfio das verdades prontas

O tempo passa, mas o sol ainda nasce em mim,
Tua voz me chama no vento, e eu volto a sorrir... _ Frase da música O mundo gira do dj gato amarelo

Dois movimentos importantes. Levantar da cama e sentar na poltrona. A alma ainda está dormindo, mas o cigarro nos dedos impele a acordar. Em frente tem a mesa com livros entulhados, cobrando-me por um antigo hábito social. Ali ficam os resumos que eu não fiz. A mesa é a minha mente, querendo fugir de mim mesma. Do lado da poltrona tem uma máquina de lavar roupas, lembrando-me que roupas não se lavam sozinhas. A cinza do cigarro é elegantemente empurrada para debaixo da cama. O coração do quarto é uma réplica de Monet, com cores saturadas. Mas Monet é Monet.
Amor é sutil como uma metralhadora. Em silêncio parece até um carinho inocente, mas apontado para a cabeça parece um crocodilo perto do bote. O amor salva, mas quando o amor é distorcido, o amor mata, mata ilusões, rasga álbum de casamento e vira briga por pensão alimentícia. Melhor evitar. Calcule a profundidade da piscina antes de pular de ponta.
Eu fui programada pelo DNA para repetir a mesma história 50 vezes, até encontrar uma resposta mais convincente. Eu não pedi para lembrar da minha biografia desde os três anos de idade. Então eu perdoo, mas esquecer jamais. E eu lembro a roupa que eu estava usando quando, trinta anos atrás, você foi tosco comigo. Mecanismo cognitivo. Eu não pedi para ter uma biblioteca de acontecimentos no meu cérebro. Coisas da vida.
Eu estou apaixonada pelo síndico do meu prédio e estou dividida entre reclamar da taxa extra ou fingir que eu não sou pobre. Então ele é o mensageiro do desejo e o demônio da taxa extra. Eu não sei se é porteiro do destino amoroso, ou se é só roubo à mão armada mesmo. Dilema emocional: amor X boleto.
Ainda estou digerindo a taxa extra com congestão. Enquanto eu me torturo com as dívidas, o síndico encosta o braço no meu e eu me apaixono. Perdi a briga e voltei para casa com um boleto cor de rosa com formato de coraçãozinho.
Eu sou excêntrica, não é para chamar atenção. É transtorno mental mesmo. Com direito a sair do meu apartamento, pegar uma vassoura e ir varrer a rua. Gari por um dia. Mas o chão ficou limpinho e meu tédio saiu satisfeito. Eu fumo. Muito. Muito. O cigarro é extensão da minha boca. Mas eu fumo tão elegante que o enfisema pulmonar acha bonito. Nada como tomar quatro ansiolíticos para a vida ficar mais leve. Hoje eu lavei dois copos, não me chame de inútil.
Eu tenho uma doença que todo mundo acha engraçadinho: bipolaridade. É tão engraçado, a pessoa surta, esquece até o próprio nome e depois tem depressão e quer se matar. Engraçado, né!? O brasileiro tem ótimo senso de humor. Pena que eu não posso rir junto, porque estou ocupada tentando sobreviver.
Bom mesmo é se alienar em seita. Você entra tomando chá alucinógeno e sai com três diagnósticos psiquiátricos. Como diz a seita: “luz, paz e amor”. Explica essa dinâmica para a clínica psiquiátrica, porque lá a meditação é “salve-se quem puder”. Eu me salvei com algumas escoriações no corpo. E agora o mantra é: “dois pesos, duas medidas”. Chá alucinógeno? Não, prefiro água, por gentileza.
O amor é patético, mas eu não tenho lugar de fala, porque eu me apaixono na velocidade da luz. Porque o síndico encostou no meu braço por três segundos e eu estou há semanas falando dele. O amor é o ridículo mais lindo que existe. Eu até tomei banho hoje, com direito a passar batom.
Eu sou mais inteligente que a média das pessoas. E a modéstia me obriga a me defender para não parecer vaidosa nem pretensiosa. Eu li Nietzsche e ele não tem pudor de exaltar suas qualidades. Então eu sou mais inteligente, mas não fique triste, você é legal — vou até te dar um biscoitinho.

⁠O sucesso profissional de pessoas negras, fruto de trabalho honesto e capacidade, ainda gera revolta em alguns.

do húmus veio e ainda vem a humildade e a humanidade.

Distância
Estou distante,
mas ainda sei os teus sonhos.
Me lembro exatamente
de como queres a planta do seu café,
floricultura e livraria.
Estou distante
e ainda sei os teus gostos:
três claras e uma gema;
café preto sem açúcar;
salada no almoço
e carbo no jantar.
Estou distante,
mas o teu perfume
ainda está próximo.
Estou perto o suficiente
para te ver todos os dias
e necessariamente longe
para não sentir nada.
Mas não se engane,
jamais deixaria
de te parabenizar.
Minhas maiores
e mais sinceras felicitações:
que os teus 24 anos
orbitem a mais sincera felicidade
e que teu coração permaneça límpido
como a tua alma.
Feliz aniversário.

Ainda bem que sou igual a uva, quando me pisam, me transformo em suco e quando me aborrecem, eu azedo e me transformo em vinho....

Uma página virada, seu conteúdo está ainda presente e quiçá ainda pode ser vista, mas, uma página arrancada, não poderá ser revista, será esquecida....




Não é sobre livros.

Até aquele dia


Até aquele dia,
eu ainda te escrevia.
Dezenove, meu coração dizia,
ainda te amava,
ainda te esperava.


Guardava você
num canto quieto,
onde o tempo não passava
ou eu fingia que não.


Hoje já não mais.
Estranho o coração
ter que aceitar o que já era.


O que acabou há tanto tempo
e eu só agora percebo.


Hoje te deixo livre pra viver,
não que tenhas sido preso em mim,
mas porque enfim
aprendi a viver
sem te guardar no coração.

Nada é tão mundano quanto a soberba de quem se acha salvo demais para ter empatia com quem ainda está no caminho.

AINDA AS CRÍTICAS
Muitas críticas hão de vir, mas jamais deixarei de fazer o que tem que ser feito...
Aplausos hão de vir, daqueles que necessitam do que está sendo feito
Críticas daqueles que gostariam de fazer, mas não tem capacidade
Outros não há coragem
Jesus Cristo, o Senhor!
Não foi morto por aqueles que o necessitavam! Mas por aqueles que o entendiam!
E sabiam o que estava sendo feito e pregado!
Assim não é diferente com todos, somos condenados e crucificados por aqueles que sabem o que deve ser feito, mas não faz!
Pois é mais fácil criticar do que fazer
Mais fácil falar do que aplaudir
Mais fácil negar do que assumir
Difícil dizer a verdade, quando o mais fácil é mentir
E assim, muitos se iludem porque é fácil se iludir...
Devemos nos manter firmes diante de tudo, pois lutamos contra pessoas, não contra o mundo!

FERRAMENTA OU PRESENTE?
Ainda tenho vontade de viver feito fantasma, sumido durante o dia e vagando pela sombra da noite, ainda tenho diversas vontades alheias e não descobri se são necessidades ou apenas desejos que feito a esperança me mantém vivo.
Minha mente faz tanto barulho, e os meus tímpanos ficam confusos com cada palavra que escuta e o silencia é uma doce sobremesa.
Diante dos meus olhos, vejo passado e futuro, e que o presente se tornou apenas uma ferramenta quando olho para pessoas e lugares que já conheço, não posso ver apenas o agora, minha mente automaticamente faz um grande e rápido processo que enxergar apenas o agora é impossível, assim enxergo o passado e o daqui a pouco ou daqui alguns anos, tornando o presente em ferramenta, e que ferramenta!
O meu silêncio tem me tornado mudo, mas deve ser por não querer responder os tolos seus absurdos e economizar as palavras e manter a alma cheia.
Tenho contado meus passos, mas não para medir distância, tenho pesado minhas palavras e não estou de dieta, tenho filtrado tudo o que ouço e ainda estou contaminado, não consigo respirar ar puro e viver longe do erro é impossível, então por que, pra que até quando vou viver? Até quando vou ser alguém? Para quem tenho valor e qual é o meu preço? Isso é um segredo?
E assim vou vivendo perigosamente, pois, ter medo não é igual temer, então eu temo, e prefiro viver com emoção do que viver igual a um emocionado, me tornei seguidor da razão, pois, às vezes não consigo mantê-la lado a lado, o perigo me deixa sempre alerta e a emoção me traz bons resultados, me tornei diferente, mesmo que eu não seja notado, um fantasma anda na minha cola durante o dia feito sombra sem ser notado, durante a noite eu o persigo e tenho temor em ser encontrado.
O passado só é passado quando para de ser cogitado, por mais que se mantenha vivo, na alma não seja cogitado, enquanto algo é só pensamento pode ser contido, pois ainda não é realidade, o pensamento é algo fora da realidade, nele podemos ser rios e ter até super poderes, mas na realidade não, então o pensamento é uma realidade contida dentro da cabeça de cada um, se torna realidade quando é aprovada por alguns, pensamentos só serão pensamentos enquanto você continuar pensando, os meus estão escritos, alguns foram ditos, outros feitos!

Você ainda vai usar tua "dor" para "curar" muita gente. A dor, o sofrimento e a perda são capazes de elevar-nos à um nível de entendimento sobre a vida, que felicidade nenhuma...talvez nunca faça.

Flávia Abib

Que nossas melhores escolhas ainda sejam as feitas pelo coração, sem pressa... com amor.

Flávia Abib

Ainda bem que temos em nós,
a capacidade para mudar, crescer,
transformar e aprender.
Isso nos faz privilegiados!❞

Flávia Abib

Ainda caminho, espero sobre o que restou daqueles trilhos. Trilhos talvez criados pelo destino que deveriam ser seguidos por mim e por você, mas que foram desfeitos pelo tempo.

Flávia Abib

O instante exato em que uma consciência percebe que é finita e, ainda assim, continua desejando o infinito não acontece como um choque, mas como uma convivência silenciosa. Os seres humanos vivem a ilusão do infinito porque só é possível viver o presente considerando que a vida é eterna. Se pararmos continuamente para pensar que a vida é finita e que tudo passará, tudo perde o sentido. Para construir sentidos no mundo, precisamos da ideia de infinito, embora saibamos racionalmente que a vida é finita. A regra torna-se então saber que a vida é finita, mas viver como se fosse infinita, pois isso gera projetos de longo prazo e sensação de continuidade. A vida é finita, mas os desejos são infinitos. E enquanto os desejos são infinitos, somos também infinitos.
Se a memória tivesse um corpo físico, o tipo de matéria que ela poderia ser talvez não fosse mineral nem orgânica isoladamente, mas a própria forma humana. A memória poderia ter o corpo de um homem ou de uma mulher, porque um ser humano é feito de memória. Seu tronco, seus braços, seus lábios e seus olhos seriam apenas a matéria em que a memória se manifesta. A memória é um acontecimento que se expande por todo o corpo por meio de células interligadas. Assim, a memória seria um corpo que caminha carregando em si o tempo passado, o tempo presente e a expectativa do tempo futuro, um corpo que age ao existir, porque existir já é lembrar.
Explicar o amor sem recorrer a palavras associadas a afeto, corpo ou emoção é reconhecer que ele se instala quando as necessidades básicas de sobrevivência encontram estabilidade. Primeiro vêm alimentação, moradia, segurança e pertencimento. Quando o básico se estabelece, surge a equação que coloca o amor como o ponto mais alto da estrutura humana, pois ele representa a necessidade de vinculação e de partilha de mundo. Sozinhos, estamos em um território pouco compreendido; com o outro, criamos um campo de significados compartilhados. O amor torna-se então o encontro de dois mundos que se influenciam mutuamente, a forma mais elevada de integração à realidade e de atribuição de sentido à própria ação.
Quando o tempo decide parar de obedecer aos humanos, o primeiro dia dessa rebelião silenciosa acontece sem alarde. Ninguém precisa acordar pela manhã, porque não há manhã. Qualquer horário serve para acordar, porque não há mais horário. O trabalho não tem início definido, nem término previsto. Tudo fica suspenso e tudo pode começar a qualquer momento. O tempo, que organizava a mente humana, dissolve-se. Sem ele, a vida deixa de ser fragmentada e passa a fluir de forma intuitiva. A existência deixa de ser uma sequência e se torna um campo contínuo, onde as ações já não obedecem a uma régua invisível.
A inteligência que cresce em ambientes hostis pode ser compreendida como uma pequena chama que insiste em permanecer acesa na escuridão. O ambiente é amplo e adverso, mas essa chama, embora pequena, ilumina o suficiente para reorganizar o espaço ao redor. Ela não é um incêndio, apenas um ponto persistente que transforma o ambiente ao revelar camadas que antes não eram percebidas. Assim, a inteligência em ambiente hostil não domina pela força, mas pela capacidade de mobilizar e reorganizar o que parecia imóvel.
Quando alguém descobre que viveu metade da vida sendo uma versão traduzida de si mesmo, ocorre um deslocamento interno profundo. A pessoa percebe que nunca teve controle total sobre a própria trajetória e que a vida é atravessada por ilusões e projeções difíceis de identificar. Surge a pergunta sobre autenticidade em um mundo cheio de nuances imperceptíveis. Esse reconhecimento não destrói a identidade, mas inaugura um despertar ontológico, uma tentativa de viver o restante da existência com maior integridade e consciência, ainda que nunca haja certeza absoluta de autenticidade.
Se a linguagem pudesse adoecer, seus sintomas mais perigosos seriam a revelação involuntária das estruturas ocultas da sociedade. Ela deixaria de ser domesticada e passaria a expor o que antes permanecia velado. O poder perceberia primeiro essa doença, porque seria o mais ameaçado por uma linguagem que já não obedece. O poeta reconheceria a mudança como parte de seu próprio território de experimentação. O louco, imerso em seu universo particular, seria afetado de modo indireto, como quem vive em uma margem onde a linguagem já se encontra em estado instável.
O encontro entre duas ideias que se odeiam, mas dependem uma da outra para existir, seria breve e inevitável. Haveria um cumprimento mínimo e o reconhecimento mútuo de necessidade. Cada uma afirmaria silenciosamente ao outro que a existência própria só se sustenta pela presença daquilo que rejeita. Assim, a convivência não seria harmônica, mas estrutural. Permaneceriam juntas não por escolha, mas por impossibilidade de separação.
Perguntar o que é mais pesado — aquilo que nunca aconteceu ou aquilo que aconteceu e não pode mais ser alterado — conduz a uma conclusão direta: ambos carregam peso. O que não aconteceu pesa como possibilidade perdida; o que aconteceu e não pode ser alterado pesa como permanência irreversível. Cada um ocupa um tipo diferente de densidade dentro da experiência humana, mas nenhum deles é leve.

⁠É triste, mas, é verdade!!!
As pessoas com deficiência são vistas ainda com muito estigma pela sociedade, seja por falta de conhecimento, ou mesmo, pelo próprio preconceito impregnando nas interações sociais. É bem uma realidade, as pessoas não aceitam quem somos. A sociedade meio que impõe que uma pessoa cega deve enxergar, que uma pessoa surda deva ouvir, que uma pessoa com deficiência física deva andar e ser ágil como qualquer pessoa, que a pessoa com deficiência intelectual deva pensar tão rápido como as demais pessoas, e, que uma pessoa autista deva interagir e se socializar como qualquer outra pessoa.
É triste, mas, é verdade!!!
A cada dia que passa, observo que ter empatia e alteridade não é tão fácil, não é toda pessoa que guarda em seu coração esses princípios. Às vezes, até as próprias pessoas com deficiência são preconceituosas consigo mesmo e com as demais pessoas. Muitas das vezes, observo oque existe de verdade é o egocentrismo vestido de humildade, a maldade vestida de bondade e a falsidade vestida de generosidade.
Com isso, não consigo mais confiar em pequenas e simples palavras!!!
Assim, diante de tudo, vivo a minha verdade! Porquê vivendo a minha verdade, não corro o risco de me decepcionar, de me entristecer e de me esvanecer em uma prisão da minha própria mente.

Canso-me ao lembrar que, no mundo, ainda persistem os que se erguem acima dos outros apenas por se acreditarem superiores.
Inúteis, fúteis, mesquinhos e miseráveis — assim são os que se julgam padrão.
Basta de hipocrisia: os que vendem felicidade são, quase sempre, os mais tristes; os que dizem ter tudo são, no fundo, os mais pobres.
Cansado estou também dos que se fazem de oprimidos para obter o que desejam — isso é ainda pior.


Mulheres, homens, velhos e crianças, todos disputando para chegar primeiro.
Pergunto: onde querem chegar?
Se pensar bem, percebe-se que a linha de chegada para todos é a morte.


Parem de mentir, de forçar sorrisos ou de querer imperar sobre os demais.
Vivam, amem, sintam. O tempo está passando.

A pior das angustias do autor é o silêncio, ainda que se tenha muito a dizer, o silêncio calmo é uma das poucas horas onde o depois nasce com nova aurora.