Nao Acabou pra Mim
Se a graça me alcançou apesar de quem eu era, não tenho o direito de decidir quem é indigno de ser alcançado por Cristo.
A graça não produz uma pessoa que se acha merecedora; produz alguém que se maravilha por ter sido alcançado.
Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus. Efésios 2:
Há coisas que eu não teria capacidade de administrar sozinho, mas a graça de Deus me capacita a atravessá-las.
Se a minha permanência incomoda, não é porque eu seja forte demais; é porque a graça de Deus foi maior do que aquilo que esperavam que me destruísse.
O mais triste não é encontrar frieza no mundo; é encontrar frieza em quem diz servir Àquele que ensinou a amar até os inimigos.
Conhecer a Bíblia sem ser transformado por Cristo pode produzir conhecimento na mente, mas não necessariamente amor no coração.
Quem realmente conhece Cristo não se alegra com a queda do outro; estende a mão, porque aprendeu com Aquele que veio buscar e salvar o que se havia perdido.
Não me impressiona quem sabe falar de Cristo; observo quem consegue revelar Cristo quando é contrariado.
A frieza de alguns não diminui a graça que me sustentou; apenas revela o quanto ainda precisamos conhecer o coração de Jesus.
Quem conhece verdadeiramente a graça não usa a fraqueza do outro como arma; usa sua própria experiência com a misericórdia para estender misericórdia.
O deserto me ensinou algo que muitos anos de igreja talvez nunca ensinem: não basta falar de Deus; é preciso aprender a parecer com Ele.
Minha permanência não é uma provocação. É um testemunho: aquilo que tentaram transformar em fim, Deus transformou em testemunho da Sua graça.
O que incomoda alguns não é o meu deserto, é descobrir que eu ainda consigo sorrir enquanto caminho por ele.
Há quem diga ser irmão, mas se incomode quando percebe que a minha dor não conseguiu me afastar de Deus.
Não me assusta mais permanecer no deserto. O que me assustaria seria sair dele sem ter aprendido o que Deus queria me ensinar.
O deserto mudou tanto minha visão.
Hoje entendo: talvez Deus não estivesse demorando para me tirar do deserto; estava me ensinando a enxergar através dele.
Hoje não temo o deserto, porque descobri que há revelações de Deus que só se ouvem quando todo o resto fica em silêncio.
O deserto revelou pessoas, revelou meu coração e, acima de tudo, revelou quem Deus é.
