Nao Acabou pra Mim
"Mudar de vida não é apenas ganhar mais dinheiro; é reconfigurar sua mente para enxergar oportunidades de escala global onde outros só veem obstáculos."
"A maior virada de chave da vida é perceber que a prosperidade ilimitada não é um destino distante, mas o resultado diário de decisões corajosas e visão sem limites."
"Não busque apenas sair da estagnação: mire em um nível de abundância tão profundo que a palavra 'impossível' se torne obsoleta no seu vocabulário."
autobahn.
Não tenho GPS, mas, de tanto memorizar filmes, me parece que estou na Autobahn. A música alta quase não deixa escutar o ronco do carro em que estou pilotando. Acho que estou ficando maluco, porque fechei os olhos, abaixei o volume e continuo dirigindo esse carro que, por algum motivo, deve ser meu. Sem me guiar pela visão, apenas pelo barulho reconhecido do motor, já devo estar batendo uns cento e noventa por hora.
Como eu vim parar aqui?
Nem precisei sair da minha cidade. Talvez tenha saído apenas da minha sanidade.
Quero sentir que o perigo que estou correndo de morrer vai queimar mais nas minhas veias com a junção do que está tocando ao fundo, porque talvez seja onde eu consiga chegar mais perto daquela sensação. Quero me afogar nesse sentido.
O que fizeram comigo?
Você é alguma espécie de droga?
Porque eu não consigo parar.
Talvez seja isso que uma droga faça. Não necessariamente aquilo que entra no corpo, mas aquilo que entra na cabeça e começa a convencer a gente de que, por alguns segundos, viver no limite é melhor do que viver normalmente.
A pista continua.
Ou talvez seja a minha cabeça que continue inventando uma pista.
Não vejo placas. Não vejo outros carros. Não vejo nada além daquele pedaço de estrada que minha imaginação decidiu construir para mim. E, ainda assim, tudo parece tão real que consigo sentir o volante vibrando nas minhas mãos.
Talvez eu esteja tentando fugir.
Engraçado.
Passei tanto tempo querendo ir embora daqui que agora nem sei mais se estou dirigindo para algum lugar ou apenas tentando chegar longe de mim.
A cidade ficou para trás.
As pessoas também.
Os planos, as promessas, os nomes que um dia significaram alguma coisa. Tudo parece pequeno quando visto pelo retrovisor, até desaparecer completamente.
A música muda.
Por alguns segundos, eu não reconheço a próxima faixa.
E isso me assusta mais do que a velocidade.
Porque eu sempre reconheci as músicas.
Sempre soube qual vinha depois. Sempre soube qual música ouvir quando alguma coisa doía, como um médico que receita exatamente o remédio para onde você precisa resolver a dor, qual colocar quando precisava lembrar de alguém, qual deixar tocar quando queria fingir que estava tudo bem.
Mas agora não reconheço.
Talvez eu esteja finalmente chegando em algum lugar que nunca conheci.
Acelero.
Não porque quero morrer.
Isso seria fácil demais de explicar.
Acelero porque quero sentir alguma coisa que não seja essa espécie de vazio educado que me acompanha todos os dias. Quero que o coração bata por alguma razão que não seja ansiedade. Quero que minhas mãos tremam porque estou vivo, não porque estou tentando entender por que ainda me importo com certas coisas.
Quero um motivo físico para sentir aquilo que já não sei explicar por dentro.
E então percebo que talvez eu tenha confundido intensidade com vida.
Talvez tenha passado tanto tempo procurando alguma coisa que me fizesse sentir que comecei a aceitar qualquer coisa que doesse o suficiente.
É por isso que você parece uma droga.
Porque eu sei que não deveria precisar de você.
E mesmo assim, quando você aparece, tudo fica mais alto.
As músicas.
As lembranças.
As vontades.
Até o silêncio.
Você não precisa fazer nada. Basta existir em algum canto da minha cabeça para que eu volte a ser aquele idiota que acredita que talvez dessa vez seja diferente.
Talvez seja por isso que eu estou nessa estrada.
Não estou fugindo da cidade.
Estou fugindo da possibilidade de que a minha vida tenha se acostumado demais com a ausência de certas coisas.
E talvez eu tenha vindo parar aqui porque precisava de um lugar onde ninguém pudesse me perguntar para onde estou indo.
Porque eu não sei.
Não sei onde termina essa estrada.
Não sei quem colocou essa música.
Não sei por que o velocímetro continua subindo.
Não sei por que ainda estou segurando o volante.
Só sei que, pela primeira vez em muito tempo, existe alguma coisa dentro de mim gritando.
E eu acho que estava com saudade de ouvir minha própria voz.
Então diminuo.
Não paro.
Apenas diminuo.
O suficiente para ouvir o motor.
Depois o vento.
Depois minha respiração.
E, por último, aquilo que eu vinha tentando calar desde o começo.
Meu próprio pensamento.
Talvez eu não precise morrer para descobrir que estou vivo.
Talvez eu só precise parar de correr como se a vida estivesse sempre alguns quilômetros à minha frente.
Olho para a estrada.
Dessa vez, com os olhos abertos.
E ela continua.
Longa, escura, absurda.
Como quase tudo que ainda não sei resolver.
Mas, pela primeira vez, eu não tenho tanta pressa de chegar.
Porque talvez o destino nunca tenha sido a parte mais importante,
E sim…
Efêmero viver
(Mauro 1Evaristo)
Você se cobra perfeição
Num mundo de imperfeitos (Sei não!?)
Por certo poderia mudar o olhar
E parar de tanto se cobrar.
Você se cobra acertos
Num mundo pra lá de imperfeito,
Poderia olhar com mais compaixão,
Lapidamos todos no mesmo chão.
Você se cobra tanto acertar
Que esquece de com afeto olhar
Os que estão a volta de você
Todos estão cada um a seu modo lutar,
Olha só, nesse efêmero viver
Faz mais quem sabe agradecer.
feradapoesia.blogspot.com
Não há tormento maior do que envelhecer temendo os anos que passam, esquecendo que o relógio mede apenas momentos, não o valor do que fizemos com eles — e assim transformar o tempo em carcereiro da própria existência.
Nos afastamos sem querer daquilo que amamos. É a alma se defendendo de uma dor que ainda não sabe nomear.
O momento mais forte da sua vida não será quando você ganhar uma batalha, mas quando, destruído, você decidir se reconstruir.
Políticos prometem para o povo e governam para o partido. Enquanto as pessoas não entenderem isso, o ciclo não quebra.
Sentir falta de algo que ainda não foi embora é uma das dores mais silenciosas que existem. Tudo passa, e saber disso deveria nos tornar mais presentes, não mais ansiosos.
O maior problema do Brasil não é a corrupção em si. É o povo que defende líderes corruptos e aceita tudo de forma alienada, o que revela que a coisa é muito mais séria e profunda do que parece.
O pior cego é aquele que pode ver, mas escolhe não ver. Nenhuma ilusão é tão perigosa quanto a que se abraça por vontade própria.
Afaste-se de quem se faz vítima dos problemas que ele mesmo criou. Quem não aceita sua desimportância é um perigo em qualquer lugar, disposto a tudo para se sentir relevante.
Em Sua infinita bondade, Deus nos protege até daquilo que nossos olhos não veem. Sejamos sempre gratos por tanto amor e cuidado recebidos.
Por vezes, a tristeza possui o poder de nos tornar conscientes daquilo que não veríamos de outra forma.
A vida ensina a todos. A diferença está em quem presta atenção. Quem não aprende é condenado a repetir as mesmas consequências.
Cuidado com o Jesus que você monta na sua mente. Ele é gentil, não te cobra, não te condena. Mas o Jesus verdadeiro, o da Bíblia, disse:
"Negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Marcos 8:34).
Não é sobre ser quem você quer ser. É sobre ser quem Ele diz. A verdade dói, mas liberta.
Prefira o silêncio à fala excessiva. Uma vez lançadas, as palavras não voltam e tornam-se correntes.
Não eleve políticos à categoria de ídolos. Eles são falíveis e contradizem valores morais constantemente. Erraram no passado e ainda vão errar. Não merecem sua devoção.
