Nao Acabou pra Mim
Entre os humanos não há necessidade de aplausos; no reino animal é perfeitamente dispensável o gargalhar das hienas.
A espiritualidade cuida de cada um pela essência que emana, e não pela quantidade de oferendas lançadas aos céus como simples badulaques.
Há pessoas tão metódicas que deixam de comer pão apenas para não correr o risco de sujar as mãos com trigo.
Os esquecidos sempre arremessaram suas pedras, mas infelizmente não tiveram força suficiente para quebrar a vidraça do poder.
Arriar por necessidade os trajes de um peão para apreciar melhor o pôr do sol é não pensar em ratificar a verdade, mas procurar arrear no caso um asno, ora, é fazer emergir uma claudicante desvantagem: ele vai imergir seriamente na infância ao jogar pião. Essa cena acena para ele como algo peculiar. Não terá tempo para retificar seus erros, por estar nu e por colocar seus sentimentos a nu, poderá ficar preso em cela decadente e a verdadeira sela na qual poderia cavalgar como cavaleiro errante, é na verdade uma soma vultosa de bens que o aguarda como bem maior, numa consagração vultuosa como um herói.
***Exercício de engenharia linguística***
(2)
Há vinte e quatro anos o Brasil não leva uma Copa do Mundo, tempo suficiente para estar adulto e não acreditar em análises de comentaristas esportivos.
Quem não está disposto a sujar-se na lama, tampouco estará preparado para inebriar-se com a fragrância do lótus.
