Nao Acabou pra Mim

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Onde a luz não penetra
encontrar a sua fome
como Murtilla sem pressa
no extremo Sul romântico
com delícia total atrevida
inteiramente se devora
de aurora em aurora.

Presa pela razão


da competência


do divino cerco teu,


Pelo coração não


és diferente do cerco


meu onde silente -


sem reversão se rende,


e assim me pertence.

O teu charme misterioso
percebo espargido no ar,
não somente em janeiro
florescendo no Urucuzeiro.


O desejo de dançar contigo
o Cavalo-Marinho nesta terra,
eu hei de algum dia realizar -
e falta pouco para começar.


Não tem como negar que
somos incenso, mirra e ouro
e o que alimentamos o sonho.


A benção na Festa de Reis
sei que virá muito além -
porque nascemos para amar.

Que tentem ofuscar a visão
do Hemisfério Celestial Sul
com nuvens pesadas -
não preciso nada que não
seja as noites estreladas
iluminadas pelos teus
olhos lindos e cansados.


Com o melhor de ti que
está sendo preparado -
para o coração derretido
com o teu amor melado;
e retribuir com o que há
de tangencial apaixonado,
para amplexos refundados
fazerem de nós namorados.


Na corda harpejante do Sul
do coração o desejo manter
de colher na tua companhia,
quando o tempo certo vier -
de celebrar feijoas maduras,
com a paz agradável viver,
na sua hora e doce jeito
determinado para tomar-me
por tua absoluta mulher.

Tudo em nós é janeiro
para colocar do jeito
que a gente ama e quer,
Não vejo a hora de te ver,
aqui em Santa Catarina
O Angico jacaré está
em florescimento,
O meu coração derretido
forte está batendo,
Querendo viver de amor
o tempo todo com você.

Tem gente que não quer que o brasileiro não tenha memórias alegres ou tristes, ou seja, que simplesmente o brasileiro apenas só se lembre daquilo que aconteceu há cinco minutos atrás.

O brasileiro não pode ter orgulho da arte, da cultura, das belezas do país, não pode comemorar vitórias em nenhum campo para no futuro ficarem vulneráveis para passar o Brasil para o nome de qualquer um, ninguém precisa me falar nada, que eu já entendi tudo!

Não perder a delicadeza
de janeiro a janeiro,
Parar, respirar e apreciar
para ver Uruvalheira em flor,
Cultivar o bom hábito
de falar de amor -
para manter vivo o melhor
dentro de si mesmo,
para que não te tornes
pavimento para o tormento.

Se o teu coração há tempos
entrou no modo concreto,
sou como Pau ferro - não temo,
Na muralha escrevo poesia,
e por nenhum segundo tremo.


Sei o que o meu amor é capaz
de fazer inteiro por dentro,
no momento que beijo os olhos,
E ensino a olhar para o céu
neste tempo que furta sonhos.


Se não está preparado para ouvir,
e tampouco para sentir - irei seduzir,
e colocarei no ponto para sentir,
onde os meridianos estão a nos unir.


Ainda que você esteja desatento,
estarei entrando nos teus poros
com o meu manso e ribeiro cortejo,
e se renderá com fina gala e festejo.

Sob a fé como escudo austral
e a florada da Caroba branca,
Não desisti de ensinar a olhar
para o céu a qualquer hora,
Pois a tranquilidade de outrora
faz muito tempo que escorreu
entre os meus e o seus dedos,
sei quem desejam que colapsemos,
-- e nem amanhã acordemos.


Promessas e superioridade
alheia não salvam ninguém,
Não cultive o amor ao nosso
chão só quando convém,
Porque eles só fazem algo
somente vendo a quem,
Alguns precisam entender
que eles ignoram o nosso bem.


A asfixia da cápsula do tempo
se repete implacavelmente,
estamos no revival do século XIX
por quem prega que pertence
o Hemisfério Ocidental,
sem pudor de repetir a fórmula
atroz em Fort Snelling,
não sei o que se passa com
os três presos da Oglala Sioux.


Mesmo que tentem apagar
a graça de olhar a Via Láctea,
nada me impede de ler
a progressão que me leva
do visível ao invisível,
e do tátil ao espiritual - enleva,
o amor divinal que pode ser
dito em letras, verbos e silêncios.

Com os meus pensamentos
eternos de noiva em fuga,
não preciso de televisão
quando abro determinado
a janela do delicado coração
e do meu quarto para que
a brisa do Rio Itajaí-Açu
amavelmente e me refresque.


Fixa no rebanho de nuvens
gentilmente se abrindo
para que venham as estrelas
para me pôr sorrindo,
e fazer companhia aqui
nesta cidade silenciosa cercada
pelo Médio Vale do Itajaí.


Assim terna me encontro
como o eco das vozes
não ouvidas pelo poder
nesta América Austral,
O silêncio forte e gutural
e de pacto rompido pela poesia,


Que te põe nos andares
do heroísmo implacável,
do amor realmente inevitável
e impulso inescapável
feito para toda a sua vida,
alcançando ser notícia
de ser a mulher por ti elegida.

Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.


No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.


Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.


Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.

Tenho um pouco das orquídeas
das várzeas baixas ou altas,
Não posso me contentar com
o que os olhos não veem.




Só posso me contentar com
águas cristalinas e doces,
E com todo o amor que
o coração deseja e mantém.




Não amo o que convém,
sem saber onde e quem;
Quero o que posso ver
e sentir que me faz bem.

De tudo o que é mais
íntimo e genuíno,
Que há alguma
surpresa no destino,
não mais duvido.


Tudo segue do jeito
que tem que ser,
E bem brasileiro
na onírica Caatinga,
que lições ensina.


O Juazeiro em vigília
saúda o Sol se pôr,
Para o Mandacaru
florescer cheio amor,
sem tempo a perder.


O amanhecer virá
com a cor do céu
do seu lindo olhar,
e com o Sol do seu
abraço acolhedor
que irá me dar
pleno e comovedor,
todo o seu calor -
digno de se emaranhar.

Apenas ser, não me cabe,
quero permanecer
plena com minha altura
e aura nua e oculta
caminhando pela rua,
cercada por montanhas,
com uma morada poderosa
em nossas entranhas.

Não é pranto, é tudo
e mais um pouco,
o que a tua indiferença
não me permitiu falar,
É um cristal partido
no solo do tempo
que me fez meditar.


E agora jaz congelado
na mais plena forma,
que nem mesmo
o rio do teu remorso
jamais fará com
que eu volte atrás.


Dei milhões de passos
todos acrobáticos,
e fui para os braços
do giro do mundo,
certa que não vamos
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu
não me escutar,
nunca irá me respeitar.

As leis são necessárias, mas educar afetivamente homens e mulheres para a convivência não violenta é a urgência da Nação. Para melhorar a convivência é preciso mudar a cultura, e isso começa pelo pensamento!

A máxima 'Sagrada é a hora de parar' deveria ser ensinada a homens e mulheres. Se um não para, o outro deve parar, para não haver agressão. A mídia, a cultura e a educação têm o poder de influenciar, se quiserem.

Não há um só dia


que não tenha saído


procurando por ti,


Como quem ainda


sai para se abrigar


sob a amável Braúna,


que constrói e cura.






A Árvore-da-chuva


está sob perigo,


Sob refúgio deveria


ser sempre mantida,


assim como o amor


no abrigo da poesia.






O romantismo que


une, pacifica e inspira


a cada amanhecer,


Tem se encontrado


a cada dia mais raro,


O meu tenho mantido


preservado para ser


o teu sereno amparo.

Não quero o igual fim
do Palácio Golestan,
e nem igual isolamento
vivido pelo Hansaray,
Uma redoma particular
criei para preservar,
o teu amor honrar,
e muito te orgulhar.


Não somos fantasia
como Linha Durand
que não deveria nem
mesmo ter começado;
Um pertence ao outro,
e o teu faro sabe que
o meu mundo não
tem nada de limitado.


Não perco tempo
com aquilo que põe
o coração desviado,
Nas minhas mãos
tenho o cuidado
e o arco e a flecha,
por conhecer o que
é de valor elevado.