Nao Acabou pra Mim
Você pode ter todos os recursos à disposição, mas se não houver vontade para realizar, de nada vai adiantar! 17/11/2025
Lutar contra você mesmo não deve ser uma batalha perdida, afinal você conhece seus pontos fracos e fortes. 05/01/2026
Sinbad, o Marinheiro
Na cama não pude ficar esperando, como se o senhor regente dos domínios oníricos das Terras dos Sonhos se tivesse esquecido de me inebriar esta noite, com as areais do torpor.
Logo antes do crepúsculo estava eu a olhar a lua em toda sua majestade, abençoando os mares noturnos com sua altivez reluzente, e imaginando que lá de onde exerce seu reinado ela é um elo de ligação entre todos que testemunham suas bênçãos.
Não importa a distância, se é noite todos a podem contemplar, sem qualquer tipo de discriminação; e se assim o é, há quem encontre consolo no luar quando os amados partem em jornada para longe.
Os primeiros raios de sol da alvorada enfim prenunciam o dia que acabara de nascer. A vermelhidão que divide a noite e o dia se ausenta dando lugar a um céu azul radiante, povoado por pequenos aglomerados felpudos de nuvens brancas.
Com o alvorecer, o ímpeto de meus sentimentos proclamam essa uma manhã de encontros e despedidas. Oportuna se faz a idade adulta, quando os jovens se candidatam à aspirantes de marinheiros, com o que esperam conquistar grandes aventuras, repletas de fama e glórias.
Em mim não há lugar para o desjejum, é como se meus órgãos brigassem por espaço com toda a ansiedade que comporto em meu ser e meu estômago parece estar perdendo; trêmulo, se paro um segundo e observo o silêncio, tudo o que posso ouvir é a sanha de meu coração, a lutar na guerra por espaço, bumbando como um tambor de rituais bélicos, dentro de meu peito.
No porto, a brisa úmida e salgada da enseada sopra encantada pelos deuses dos ventos do norte, que são conhecidos pelas grandes salmouras de suas moradas.
As ondas lutam contra o velho cais de madeira das docas, pode-se ouvir ao longe o som de suas investidas.
O vento tece a água, que espirra das colisões, em minúsculos cristais, e ao serem atravessados pela luz do sol cintilam em mágicos arco-íris.
As grandes embarcações movimentam as águas: imponentes, lustrosas, com belas carrancas ornadas na proa. Seus mastros seguem aos céus, de onde pendem velas brancas e infladas como pulmões pelo vento.
Depois de longa viagem: terra firme; atracam para breve estadia, seus transeuntes se atropelam, num vai-e-vem frenético, trazem e levam cargas, há navios comerciais e de transporte, e Chronos não parece ser amigo dos que ali se encontram, pois a pressa parece ser a única senhora de seus templos.
O dia mal havia nascido e eu atropelava as horas, pois era chegado o momento. Tempo de embarcar, de ceder aos senhores do amanhã o meu devir: que usem o fôlego de seus pulmões e soprem as velas do destino rumo ao horizonte, onde o sol mergulha no mar até se apagar na água e dar lugar a noite.
Chegou o dia dos planos de deixar o porto, onde nascera e de menino me tornara homem, por terras desconhecidas além-mar.
Tornar-me-ei em um marinheiro mas é apenas o começo de minha ânsia.
O mundo é tão grande que nenhuma carta marítima sabe dizer ao certo o quanto, logo, ainda que navegasse todos os mares não os poderia conhecer como gostaria.
Contudo, de certa forma, para mim, tal fato não importa, o que diz respeito as Moiras somente diz respeito a elas, ocupo-me do que posso fazer agora. E, agora, resta-me isso: navegar.
Com o tempo, no entanto, os Oceanos, suas dádivas e tormentos, conhecerei. E a sabedoria de um lobo do mar, que conheceu muitos povos, viu muitas terras e águas, desbravou-as e então voltou, portanto, em mim há-de fazer morada.
Uma dica
Quando você for ENSINAR algo a alguém, lembre-se que a outra pessoa não sabe do que se trata, ela ainda está aprendendo. Copiou?
Tem gente que "ensina" como se estivesse falando pra si mesmo.
ENSINAR exige empatia e paciência. Lembre-se disso!!!
"Ah, todo mundo pode ensinar e blá blá blá." NÃO!!!!!! Todos podem fingir que ensinam, mas poucos têm a habilidade para tal.
A vida e seus conflitos
Ter um relacionamento afetivo exige enfrentar divergências. Se você não tem paciência para lidar com incompatibilidades relacionais, fique sozinho.
Ter um emprego demanda paciência diante das discordâncias nas relações interpessoais. Se você não sabe lidar com as diferenças, fique desempregado.
Ter filhos ou ser mentor de alguém requer dedicação e responsabilidade. Se você não se sente apto a dar suporte ao outro, desista.
Por outro lado...
Se você não tiver um relacionamento afetivo ou um casamento, nunca terá a experiência de amar ou ser amado, de compartilhar as alegrias do cotidiano, de desabafar sobre os dias ruins ou de envelhecer junto.
Se você não tiver um emprego ou um trabalho, jamais terá a oportunidade de exercitar suas habilidades, de sentir-se útil na sociedade ou de socializar e construir amizades necessárias.
Se você não tiver filhos, não assumir alguém como mentor ou adotar um animal, nunca terá o prazer de ser chamado de pai ou mãe, de sentir a gratidão e respeito por ser essencial ou de receber um carinho ao chegar em casa.
Não importa o que façamos, sempre haverá conflitos. O importante é buscar a melhor forma de enfrentá-los e assim adquirirmos a serenidade e resiliência para seguirmos a vida.
Para alguns seres "pensantes"...
Não basta ser lindo, tem que ter vaidade narcisista.
Não basta ter poder, tem que ser autoritário.
Não basta ser rico, tem que ser avarento.
Não basta ter títulos, tem que ser arrogante.
As pessoas passam uma temporada como seres viventes, se relacionam com seus iguais, constroem uma vida pessoal, social e profissional e têm o livre arbítrio para escolher que tipo de indivíduo querem ser na sociedade.
Alguns decidem por comportamentos construtivos e saudáveis, já outros....
E assim caminha a humanidade.
13 de abril - Dia do Beijo
Ele é como um lampejo
Pode surgir como ensejo
Não deve ser um gracejo
Por vezes como desejo
É o singelo e afetuoso beijo
13/04/26
REFLEXÃO
Já pensou na crueldade a que somos submetidos?
Não podemos optar sobre rir ou chorar, sobre vencer ou perder... somos induzidos ao erro quando somos levados a crer que não desistir é o mesmo que ganhar...
E se você pudesse escolher entre ir ou ficar?
E se visse mais do que os olhos podem mostrar?
E se pudesse escolher um lugar pra alma morar?
E se pudéssemos trocar de corpo cada vez que o sol completa uma volta ao redor da terra e a gente finge que zerando o calendário tudo vai mudar?
E se pudéssemos o que não encaixa dentro de nós?
E se disséssemos sim mais alto com os olhos do que os nãos que os lábios falam?
E se conseguíssemos à risca aquela frase que repetimos ironicamente: "não sou obrigada a nada"!
Ignorando o fato se sermos obrigados a tudo, as vezes, por banalidades que nos são tão úteis...
E se o coração calasse a boca?
E se você pudesse estar onde teu pensamento vive?
Ray Sousa
Eu não sei ser metade, só sei ser inteira, ser mais do que os limites impõem, eu só sei transbordar, a racionalidade não se aplica à mim, pq eu quero poder ser eu, eu não consigo voar com os pés no chão... pra quem não entendeu, acabei de conceituar solidão!
O agente público que transforma sua missão em palco e sua função em vitrine não apenas se desvia — ele se perde.
Aquele que ocupa o cargo mirando os holofotes, e não o interesse coletivo, padece de uma enfermidade silenciosa e devastadora: o narcisismo institucional. Uma patologia que não apenas distorce sua própria percepção de realidade, mas que corrói, por dentro, os pilares da ética administrativa.
A Administração Pública não é arena de autopromoção, tampouco balcão de negócios pessoais. Não é espaço para mercantilização de cursos, venda de imagens ou construção artificial de prestígio. O Estado não pode ser instrumentalizado como extensão do ego de quem deveria servi-lo com humildade.
Há, nesse comportamento, uma inversão ontológica da função pública: o servidor deixa de servir para se servir.
E quando isso ocorre, instala-se uma perigosa degeneração — o interesse público é relegado ao segundo plano, substituído por estratégias de visibilidade, marketing pessoal e culto à própria imagem. A função, que deveria ser sagrada, torna-se espetáculo. A responsabilidade, que deveria ser dever, transforma-se em oportunidade.
Lugar de exibicionismo é no circo, sob as luzes do aplauso fácil e efêmero. A vida pública, ao contrário, exige sobriedade, compromisso e silêncio produtivo — aquele que constrói sem anunciar, que realiza sem ostentar, que serve sem esperar reconhecimento.
O verdadeiro agente público não busca aplausos — busca resultados.
A história não se curva aos vaidosos. Ela reverencia os íntegros.
Só porque alguém não te ama como você quer não significa que esse alguém não te ame. cada um tem seus limites, suas dores, suas frustrações e escolhas. Julgamento não muda ninguém.
