Nao Acabou pra Mim
A Páscoa nos lembra que tudo tem um tempo e um significado.
Às vezes, o mais importante não é o momento em si,
mas o significado que ele carrega.
Há experiências que não dizem respeito à pressa
nem a quem chega primeiro,
mas à capacidade de sentir, de estar presente
e de reconhecer o valor do caminho percorrido.
Alguns instantes podem parecer simples à primeira vista,
mas, para quem viveu cada etapa,
eles representam a concretização de algo muito maior.
E talvez por isso, quando as expectativas são grandes,
a decepção também encontra espaço —
não como perda,
mas como reflexo do quanto aquilo tinha valor.
E quando esses momentos acontecem de forma diferente do que se imaginava,
surge uma sensação sutil, difícil de traduzir,
de algo que carregava um significado único.
No fim, a vida mostra que nem sempre controlamos o “quando” ou o “como”,
mas sempre podemos escolher seguir, mesmo frustrados.
Porque, no fim,
o que permanece
é a gratidão pelo caminho
e o amor por tudo que realmente importa.
A vida nos ensina que, embora não controlemos o tempo ou os resultados, o verdadeiro valor está em valorizar o caminho, acolher as decepções como provas de afeto e escolher seguir com gratidão pelo que é essencial.
O sentido da vida não está no controle do tempo ou das expectativas, mas na capacidade de abraçar o caminho com presença, transformando decepções em aprendizado e mantendo a gratidão pelo que é essencial.
“A parte mais importante de qualquer realização não está no feito em si, mas no significado que damos a ela.”
O silêncio nos angustia, porque guarda sentimentos que o coração ainda não conseguiu transformar em palavras.
Tem sentimentos que a gente não consegue guardar.
Eles não fazem barulho,
mas também não passam despercebidos.
Ficam ali, apertando devagar,
pedindo espaço, pedindo saída.
Às vezes, não é sobre o que aconteceu,
mas sobre o que aquilo significava pra gente.
Sobre expectativas silenciosas,
momentos que a gente imaginou viver de um jeito…
e vieram de outro.
E quando isso acontece,
a gente entende que não dá pra fingir que não sentiu.
Porque colocar pra fora não é fraqueza —
é respeito com o que existe dentro.
E no meio disso tudo, a vida ensina:
seguir, mesmo frustrado,
sem perder a capacidade de sentir,
de valorizar,
e principalmente… de continuar com gratidão e amor.
Às vezes, a gente só precisa colocar pra fora — não pelo que aconteceu, mas pelo significado que aquilo tinha dentro da gente.
Dentre tantas incertezas e desconfianças me acomodei nesse espaço.
Um espaço que não me parecia pertencer.
Eu queria pular e largar tudo, não por alguém, mas por mim.
Fui covarde, me poupei de pular no escuro, e tenho muito medo do escuro.
Esse espaço escuro e sem perspectiva, onde eu não existia.
Eu tinha que ter sido fiel aos meus pensamentos porém achei que estavam falando demais.
Silenciei-Me de mim, do que me proporciona-se uma certa liberdade e caminhar com meu jeito de ser.
Porém, creio que esse seja meu jeito, viver onde não pertenço.
Anseio todos os dias por pertencimento.
E se não entender, há outro caminho além da igreja para regressão, o Mundo Pagão da boemia e deixe a vida te levar sem você criar seu destino como fosse uma criança.
Eu te amo, Izabelly
Eu quero te amar, mesmo que me custe o meu tudo
Bem, eu não tenho nada, mas me custaria esse nada
Talvez minha vontade de amar, meu amor por você
Mas acho impossível eu perder essa vontade de te amar, sabe?
Então eu não perderia nada, mas ficaria faltando algo
O seu amor, eu não posso perdê-lo
Talvez eu nem o tenha, bem...
Se for assim, eu sou um poeta morto
Um assasinado pelos próprios poemas
Corroído pelo próprio remédio
Um vázio onde reside o seu nome
O que é irônico, já que com seu amor, eu me sinto vivo
Amor que apenas existe em mim mesmo
Mas que mal tem? Eu vivo em amores platônicos
Eu me iludo fácil. Sou uma pessoa emocionada? É claro e com certeza!
Quebrarei muito a minha cara com o amor
Mas eu não me importo, se ele vier de você
Se for você, que seu amor me despedace, me quebre em mil pedaços
Com o coração quebrado, eu ainda te amarei
Eu falo tudo isso, mas no primeiro "não" que você me der
Eu não tentaria novamente, então
Não diga não para mim, dê desculpas
Minta para mim, diga que eu sou uma pessoa incrível, que o problema não sou eu, é você
E eu diria: "impossível, é impossível o problema ser você, meu amor"
Então deixarei de te amar, pelo seu bem
E pelo meu bem, eu morreria todo dia
Para que morto, eu não precise amar àquela a quem me faz viver
Prefiro acreditar que Deus não existe do que crer em Sua existência e ter um milhão de motivos para odiá-lo.
“O velho Carvalho” não era só uma árvore, era quase um abrigo emocional improvisado, um tipo de terapia gratuita feita de histórias, risos e aquela sensação rara de pertencimento. Porque quando o lar vira campo de batalha, qualquer pedaço de sombra vira lar.
Sobre ela me chamar de “pseudoblogueira” não foi uma crítica. Foi uma tentativa mal disfarçada de diminuir algo que já estava grande demais pra caber na visão limitada dela.
Dois escritores que viraram gigantes… depois que já não estavam mais aqui para dar nem um “obrigada”.
Franz Kafka nasceu em 3 de julho de 1883, em Praga (na época parte do Império Austro-Húngaro). Era de uma família judaica de classe média e estudou Direito, trabalhando boa parte da vida em seguradoras, um emprego que ele detestava, mas que pagava as contas.
Ele escrevia à noite, como quem vive uma segunda vida escondida. Sua obra gira em torno de temas como angústia, alienação, culpa e burocracias absurdas, criando aquele clima estranho que hoje chamamos de “kafkiano”.
Durante a vida, publicou muito pouco. Suas obras mais famosas, como O Processo e O Castelo, só vieram a público depois da sua morte em 1924, vítima de tuberculose. E aqui vem o plot twist mais irônico: ele pediu para que seus escritos fossem queimados… e o amigo dele simplesmente ignorou.
Resultado: virou um dos maiores escritores do século XX… sem nunca saber disso.
Emily Dickinson nasceu em 10 de dezembro de 1830, em Amherst, nos Estados Unidos. Viveu uma vida extremamente reservada, quase isolada, como se estivesse mais interessada no universo interior do que no mundo lá fora.
Ela escreveu cerca de 1.800 poemas, mas apenas uns 10 foram publicados enquanto ela estava viva. Sim, você leu certo. O resto ficou guardado, organizado cuidadosamente em pequenos cadernos.
Sua poesia era ousada para a época: linguagem diferente, pontuação estranha, ideias profundas sobre morte, existência e emoção. Depois que morreu, em 1886, sua obra foi descoberta… e aí o mundo percebeu o tamanho do talento que estava escondido.
Hoje, ela é considerada uma das maiores poetas da literatura mundial.
O detalhe que une os dois
Os dois viveram escrevendo como quem conversa consigo mesmo… sem plateia, sem aplauso, sem hype. E ironicamente, foi só depois do silêncio definitivo que o mundo começou a escutar.
Kafka queria desaparecer. Emily se escondia do mundo. Os dois acabaram eternos.
E isso diz mais sobre a humanidade do que sobre eles.
O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO PARA MOSTRAR AO MUNDO O SEU TALENTO?
ESTÁ ESPERANDO VIRAR MEMÓRIAS PÓSTUMAS ESCRITAS?
Não sou indiferente às paisagens que registro. Acho que fotógrafos, talvez os mais existenciais, sejam assim. Embora estejamos dentro de um único organismo chamado Terra, localmente não as pertencemos, mas nos impregnamos por algumas coisas e das memórias de cada uma.
