Nao Acabou pra Mim
Silêncio da Partida: Quando Só Para Mim Tinha Importância
Às vezes, chego a um ponto em que finjo estar tolerando tudo. Tenho preguiça de argumentar, de tentar explicar. Calo-me, mas não engulo. Apenas me preparo para partir. A decisão já está tomada, mesmo que a tristeza ainda me acompanhe. Porque, ao longo do caminho, percebo que aquilo que para mim tinha tanta importância, para o outro não significava nada. E isso dói. A dor não vem do afastamento em si, mas da constatação de que, mesmo quando entregamos o nosso melhor, muitas vezes somos deixados para trás.
A tristeza não é uma fraqueza, mas um reflexo de tudo o que tentamos construir, das esperanças que alimentamos, e das promessas que não se cumpriram. O que resta agora é seguir em frente, mesmo com os olhos ainda voltados para o passado. Porque, mesmo sabendo que só para mim tinha importância, há algo mais forte dentro de mim, algo que me permite seguir. A liberdade vem da escolha de ir, mesmo quando a partida se faz silenciosa, e a dor é uma lembrança do que não foi recíproco.
E, com o tempo, essa dor se transforma. Não mais como um peso, mas como a sabedoria de quem se escolhe, de quem aprende a se dar valor, mesmo que o outro não tenha visto. O fim não é o fim, mas o começo de algo que só a mim importa agora.
O Desejo como Chama que Só Queima pelo Certo
Há um incêndio em mim, queimando lento e constante. Mas não é qualquer toque que aviva essa chama, não é qualquer presença que alimenta esse fogo. O desejo não é só calor no corpo; é fogo na alma. Muitos tentam acender essa chama, mas o vento leva, dispersa. Eu espero por quem saiba se tornar brasa junto comigo, quem compreenda que a intensidade do desejo precisa ser alimentada com a pessoa certa, no momento certo, sem pressa, sem imediatez. Não sou uma chama fácil de acender, mas quando o fogo se inflama, ele consome tudo.
A Espera como um Jardim Fechado
Dentro de mim, há um jardim que floresce no toque certo, na voz certa, no cheiro certo. Mas não abro meus portões para qualquer um. Já vi mãos impacientes arrancarem pétalas que mereciam ser admiradas. Então, eu espero. E, enquanto espero, meu desejo cresce, se espalha, se fortalece. Porque quando a pessoa certa vier, encontrará em mim um campo inteiro pronto para ser explorado.
Às vezes, me perco
na imensidão do que sinto.
Há em mim um sentir que transborda,
que atravessa o infinito,
que ecoa em vazios desconhecidos.
Luto para me conquistar,
mas sou terra em tempestade,
vento que se dobra ao tempo
e ainda assim resiste.
Carrego o peso de mil batalhas,
a exaustão de quem sempre luta,
mas também a força de quem,
mesmo em ruínas,
se reconstrói.
Para mim, um homem rezando e outro portando um pé de coelho para lhe dar sorte são igualmente incompreensíveis.
Tudo tem seu tempo certo. É o que eu costumo repetir para mim mesma, numa tentativa tola de driblar minha ansiedade.
Carrego em Mim a Minha Gente
Quem disse que eu ando só?
Sou uma, mas trago em mim muitas. Carrego vozes que vieram antes de mim, risos que ecoam pelas ruas, olhares que enxergam além do que se vê. Minha caminhada não é solitária — ela é feita de memórias, de histórias contadas à beira do Rio Real, de passos que seguem o ritmo das tradições.
Minha arte não é apenas minha. Ela é reflexo do meu povo, das mãos que moldam, dos sabores que alimentam, dos gestos que traduzem um pertencimento. Em cada clique, há um pedaço da nossa identidade. Em cada imagem, um registro da essência que nos torna únicos.
Indiaroba não é só um lugar, é um sentimento. Está no cheiro da comida caseira, no colorido das feiras, na fé que nos une, no talento que se manifesta em cada detalhe. Sou feita dessas raízes e, através do meu olhar, levo comigo tudo o que somos.
Eu represento.
A arte, a cultura, a força do meu povo.
Sou única, mas tenho várias mulheres dentro de mim.
Ora sou brisa mansa a acariciar o campo e espalhar os perfumes do pampa.
Ora sou vento minuano, trazendo o frio, girando as areias, fazendo tormentas.
Mas também sei ser calor, fogo que aquece a noite fria.
Sou várias que me fazem ser única, cabe a você escolher qual delas quer despertar.
A vontade de ser eu todos os dias é inevitável em mim, buscar a mim mesmo e desfrutar do que sinto sem ser dependente do que outro me ofereça é mais que uma prioridade e querer encontrar o que alarga meu sorriso é meu objetivo mais inadiável. Eu sou aquilo que ninguém consegue ser... porque as minhas possibilidades me levam alem do que quero e a minha fé além do que posso alcançar...
Quem?
Quem vou ser para minha esposa?
Quem ela será para mim?
Quem é ela?
Pensam tanto em como será, o que farão e como serão...
O erro está em muita teoria e pouca atitude!
A minha escolha é de ser diferente e ter um amor consciente!
Sempre com Deus na frente!
Um romântico com idéias, palavras e planejamentos na mão, procurando a garota certa para entregar o seu coração!
Não sei a qual garota vou entregar mais sei que feliz ela será! Respirar este ar solitário me faz ser como o Mário... Correr atrás de minha princesa independente dos obstáculos e resgatá-la ilesa...
Mas onde está?
Essa menina que tanto amo e quero cuidar!?
Tenho um mundo em mim. Um mundo vasto de cores, e no entanto, a preto e branco. Tenho no olhar o fogo carnal, mas também uma alma embriegadamente só. Procuro, talvez, aquilo que nao existe... E também os pequenos pormenores mais malucos... Quero aquilo que não quero, sinto aquilo que nao preciso. Levemente adocicado, misturado com o sabor, sabor que gosto de lembrar, o trago de um cigarro e o suor de fazer amor.
Mundo louco. Este, o meu.
Ser criança é dureza
Todo mundo manda em mim
Se pergunto o motivo,
Me respondem "porque sim".
Isso é falta de respeito,
"Porque sim" não é resposta,
Atitude autoritária
Coisa que ninguém gosta!
Adulto deve explicar
Pra criança compreender
Esses "podes" e "não podes",
Pra aceitar sem se ofender!
Criança exige carinho,
E sim! Consideração!
Criança é gente, é pessoa,
Não bicho de estimação!
Eu perdi alguém muito importante para mim, que significava tudo. Alguém que me fez ver coisas que eu nunca teria visto sozinho.
