Nao Acabou pra Mim

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Me definir, não cabe à mim.
Mas com palavras próprias, posso afirmar que sou o q sou por ser determinado, íntegro, consistente, realista, direto, sem medo. Sou o tipo q arrisca mesmo sabendo q o final pode "dar merda". Não fôra por isso, jamais aprenderia. Sim... jamais aprenderia.
Pra aprender em sua totalidade, tem q haver o erro. Com o erro surge a correção; com a correção, busco o aperfeiçoamento; com o aperfeiçoamento, adquiro a REALIZAÇÃO.
E, assim, busco constantemente minha auto reciclagem para q não me advenha o comodismo e a satisfação do conformismo.
Me defino como batalhador, guerreiro, medroso - as vezes - mas o medo tbm faz parte. Dele precisamos para que tenhamos coragem... uma coisa leva à outra.
Funciona como uma cadeia alimentar. E dessa forma, tenho adquirido experiências convictas e frustrantes. As convictas são em maior quantidade. As frustrantes são pedras que ficam no caminho... Pedras essas que me ensinam o caminho de volta, caso eu me arrependa ou me perca...
No final das contas, mudo-me conforme à situação e me adapto com facilidade às circunstâncias. Porém, sigo meu conceito ético da confiança mútua e respeito aos que me cercam.
Me chamem de METAMORFOSE

O amor é, para mim, o sentido da vida, porque se nós não amarmos a vida, a mesma não terá nenhum sentido. Eis, para mim, a explicação á pergunta principal da filosofia: "qual é o sentido da vida?".

Não é sobre lembrar de você, é sobre perceber que, mesmo quando não penso, algo em mim continua girando na sua direção como se houvesse uma parte minha que te reconheceu antes de mim.

Eu te perdi em algum lugar
que não existe no mundo…
e mesmo assim,
tudo em mim continua voltando pra lá.


DeBrunoParaCarla

Sábios dizem que a perfeição exige tempo.
Eu não tenho tempo e exijo muito de mim e da vida.
Eis então que tornei-me perfeita na imperfeição que sou..

A beleza, para mim, tem textura de memória antiga. Não brilha como notícia, mas como utensílio bem usado. Os objetos bem amados enchem a casa de sentido. E a simplicidade neles é dignidade. Viver é rodear-se de coisas que contam nossa história.

Se você gosta de mim,
gosta justamente porque não me igualo a ninguém.
Não é que eu seja melhor,
mas todo dia me torno um pouco melhor
por ser exatamente quem escolhi ser.

Não desista de mim nunca, pois não desistirei nunca de lhe mostrar a felicidade;

Eu sei que não mereço, mas o Deus que me conhece sabe o que é necessário para mim!⁠

⁠Seus abraços se encaixam perfeitamente em mim, me segurando com zelo pra não cair .

Não sabem nada de mim e falam como se me conhecessem!

⁠Ontem eu era jovem e acreditava saber de tudo. Hoje não sei nem de mim!

Deus, se não for para mim, tira de mim esse querer.
Se a minha vontade não estiver alinhada à Tua, por que permitir em mim um desejo em vão?


Quero seguir a Tua vontade e os Teus propósitos para a minha vida. Se estás a me preparar, não permitas que nada me desvie do Teu chamado nem do destino que me reservas.


Socorre-me, meu Senhor. Que a Tua graça, a Tua bondade e a Tua misericórdia me alcancem antes que eu me perca em meus próprios desejos.


Se for Teu, confirma.
Se não for, aquieta meu coração.
Mas, acima de tudo, não me deixes caminhar longe de Ti.

Enquanto existo só em mim, carrego duas vontades: a de morrer… e a de viver de verdade. Não apenas passar pelos dias, não apenas respirar por obrigação, não apenas sobreviver. Quero tudo o que a vida ainda me permite tocar, sentir, descobrir e construir.


Mas há também essa desistência silenciosa, que tantas vezes me faz abrir mão de tudo antes mesmo de tentar. Uma força escura que me convence a parar, a recuar, a aceitar menos do que minha alma deseja.


Que morra em mim essa desistência. Que cesse esse hábito de abandonar sonhos, caminhos e a mim mesma. Porque não nasci para apenas suportar os dias. Nasci para habitá-los.


Enquanto travo essa batalha invisível, sigo sobrevivendo um dia de cada vez. E às vezes isso já exige uma coragem imensa. Há dias em que levantar é vitória. Há dias em que continuar respirando já é resistência.


Mas no fundo de mim ainda pulsa algo que não se rendeu. Uma centelha que insiste em querer mais, em querer vida inteira, em querer verdade.


Talvez seja por ela que ainda sigo aqui.
E talvez seja ela que, no tempo certo, me ensine a viver — não só existir.

Olha pra mim.


Olha para o que me tornei ao longo desses três anos. Não para alguma versão antiga de mim, nem para expectativas guardadas em alguma gaveta do passado. Olha pra mim, agora. Nos meus olhos. No que existe diante de você.


Percorre com calma a textura do que venho me tornando. Passa os olhos pelo meu corpo, pelo meu semblante… e não se assusta.


Quero que me decifre. E eu não tenho dificultado a tua leitura. Estou aqui, me revelando inteira, com falhas, cicatrizes, vulnerabilidades e verdades que nunca souberam mais se esconder.


Olha pra mim.


Entra pelos meus olhos e percebe o que a tua ausência causou em mim. Tenho queimado por ti em silêncio há tanto tempo… Me toca, não só com os olhos.


Olha pra mim e vê se consegue enxergar o tamanho do que te guardei, de tudo o que ficou aqui, apertado no peito, esperando um lugar para existir.


Estende as tuas mãos e me puxa pra junto de você. Me sacode. Baila comigo. Me faz sentir que ainda existe espaço para nós em algum canto do teu caos.


Olha pra mim e vê se consegue se enxergar, nem que seja um pouco, ao meu lado… nos teus sonhos, nas tuas vontades, nos teus dias distraídos.


Vê se eu caibo aí, nessa tua bagunça bonita. Me encaixa. Me ajeita. Ou simplesmente me permita encontrar abrigo em ti.


Mas, antes de tudo… olha pra mim.

Hoje não estou muito bem.


Há um barulho dentro de mim que ninguém ouve. Por fora, tudo parece seguir seu curso. Por dentro, os pensamentos se atropelam, as lembranças se misturam e o coração tenta organizar um caos que não cabe em palavras.


Carrego o peso de tudo o que precisei esconder. Das emoções que foram empurradas para as gavetas da alma porque não havia tempo para senti-las. Das sombras que aprenderam a morar em silêncio, atrás de portas que eu mesma fechei para conseguir continuar.


A noite sempre parece saber onde essas portas estão.


O frio toca o que passei o dia tentando aquecer. E, enquanto o mundo desacelera, minha mente percorre corredores que eu gostaria de evitar. Luto para manter tudo em equilíbrio, porque hoje não posso me permitir cair. Há responsabilidades, há caminhos que ainda precisam ser percorridos.


Mas sentir não pede licença.


Mesmo tentando seguir, eu sinto. Sinto o peso, o vazio, a exaustão de quem passou tanto tempo sustentando o próprio mundo que já nem sabe mais como descansar.


Talvez amanhã tudo pareça um pouco mais leve. Hoje, porém, só consigo admitir que existe uma batalha silenciosa acontecendo dentro de mim.


E, mesmo cansada, continuo caminhando.

A CRIANÇA INTERIOR

Ah, que criança atrevida!
Essa que mora dentro de mim.
Não se convida, ela vem...
Pelo menos uma vez no dia.

Ah, que criança mimada!
Essa que mora dentro de mim...
As vezes, prega-me peça bestas.
Fazendo-me chorar, mesmo sem querer.

Ah, que criança sapeca!
Essa que mora dentro de mim...
Apaixona-se, diz que ama.
E a culpa e minha?

Criança? Que onça!
Uma desculpa, por culpa?
De quem não cresceu...
Então, que brinque a criança!

⁠O que pensam ou dizem sobre mim, não traduz quem eu sou.

ALMA NUA

Ó Pai,não deixes que façam de mim
o que da pedra tu fizestes
e que a fria luz da razão
não cale o azul da aura que me vestes.

Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
lançando acordes e versos
dispersos no tempo
pro templo do amor.

Que se tiver que ficar nu
hei de envolver-me em pura poesia
e dela farei minha casa, minha asa
loucura de cada dia.

Dá-me o silêncio da noite
pra ouvir o sapo namorando a lua

Dá-me o direito ao açoite
ao ócio, ao cio
a vadiagem pela rua.

Deixa-me perder a hora
pra ter tempo de encontrar a rima
ver o mundo de dentro pra fora
e a beleza que aflora de baixo pra cima.

Ó Meu Pai, dá-me o direto
de dizer coisa sem sentido
de não ter que ser perfeito
pretérito, sujeito, artigo definido.

De me apaixonar todo dia
de ser mais jovem que meu filho
e ir aprendendo com ele
a magia de nunca perder o brilho.

Virar os dados do destino
de me contradizer, de não ter meta
me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta.

Defendo todas as ideias quando justas. Não pertenço a nenhuma delas, pois penso por mim e sempre que minhas ideias encontram semelhança com uma posição filosófica faço-lhe justiça. Procuro saber o pensamento de todos, não me submeto, porém, a nenhum.