Nao Acabou pra Mim
"Não me protegeu do preconceito, só mudou a forma como ele chega até mim. Às vezes, o desejo dos outros é mais invasivo do que o ódio." (Odilon Carlos)
"Dedico esse 1º de abril a todas as pessoas FALSAS que mesmo não gostando de mim, continuam me bajulando. hahaha"
-Aline Lopes
*A melhor versão de mim*
Hoje, vivo a melhor versão de mim mesmo.
Não porque tudo está perfeito, mas porque decidi fazer uma revisão honesta da minha trajetória.
Olhei para dentro, encarei meus erros, reconheci meus excessos e abracei minhas virtudes.
Removi palavras que feriam, hábitos que me sabotavam, desejos que não condiziam com minha essência.
Deixei para trás vícios disfarçados de rotina e pessoas que, ao invés de somar, drenavam minha energia.
Foi um processo silencioso, às vezes doloroso, mas absolutamente necessário.
Hoje, caminho mais leve. Com mais verdade, mais consciência, mais paz.E sigo aprimorando, porque ser melhor é um movimento contínuo.
Se você também sente que é hora de se revisar, se limpar, se reencontrar… saiba que nunca é tarde.
A melhor versão de você está te esperando. Basta coragem para começar.
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
– Graças a mim, os homens não mais desejam a morte – disse Prometeu.
– Que remédio lhes deste contra o desespero? – perguntou o coro.
– Dei-lhes uma esperança infinita no futuro – respondeu ele.
Não me importa o que você fala ou pensa de mim, pois o que eu me importo é com a verdade que carrego, com a paz que cultivo e com os passos que escolho seguir.
Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.
Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.
E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.
Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.
E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”
Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.
E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.
E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.
Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.
E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.
(“O lugar onde o amor cochila”)
Tem gente que fala que não gosta de mim, mas a única coisa que sabe de mim é o meu nome (e só o primeiro, pra variar).
“Não vou matar o leão que vive em mim, e nem o que vive em você, somos dono da força e sabedoria, temos garra para lutar e vencer sem arranhar ninguém.”
Só porque eu não usei a falta de respeito que você usou contra mim, não significa que estou deixando você me desrespeitar.
”Te amo tanto, mas não te amo ainda.
Quisera eu ter o seu amor só pra mim, mas ainda é cedo... É cedo para se encontrar e nos amar.
Guarda o teu amor dentro de um potinho aí, que daqui o seu já está guardado, e quando eu te encontrar o meu coração eu vou lhe dar para que então, finalmente, nós possamos nos amar e nos enamorar.”
Não o mundo (pessoas) está contra mim, mas o universo mesmo. Tudo está conspirando contra minha pessoa, e quanto mais eu me esforço pra ser melhor, mesmo o meu intelecto JÁ sendo superior a de todos a minha volta, mais o universo conspira contra mim.
"Quando o céu toca a alma"
Não estou triste,
mas algo em mim pede lágrimas.
Não de dor -
de vida.
É como se o céu encostasse no meu peito
de leve,
e minha alma, surpresa,
quisesse responder.
O choro vem,
mas não cai.
Fica ali, feito oração silenciosa,
feito gemido sem palavra,
feito toque do Espírito que a mente não traduz.
Romanos diz que Ele intercede por mim,
e talvez seja isso que eu sinto:
um mover que não se explica,
um derramar que não se derrama,
uma visita que o corpo reconhece
antes do pensamento entender.
A emoção trava na porta,
não por fraqueza,
mas por reverência.
Como se até as lágrimas soubessem
que Deus está perto.
E então fico quieto,
com a vontade de chorar sem motivo,
e percebo -
não é tristeza.
É sensibilidade.
É cura nascendo sem ferida.
É o coração ajustando o que nem eu sei.
É a presença que arruma a casa
sem fazer barulho.
Cada lágrima que não cai
ainda assim é vista.
Cada emoção engolida
ainda assim é guardada.
Porque Deus recolhe até aquilo
que não escorre do rosto -
até aquilo que só escorre da alma.
E um dia, talvez, eu chore.
Não por perder,
mas por ter sido tocado.
Não por dor,
mas por encontrar paz demais para caber no peito.
Até lá eu sigo assim -
com o céu pousado dentro
e o coração aprendendo a sentir.
Pragmático
Agilson Cerqueira
Não há em mim
momentos epifânicos,
Mas para toda estupidez,
O Silêncio!
