Nao Acabou pra Mim

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Deus me fez do que sou.
Não para ser ao nascer, nem se fazer ao crescer...
Mas para ser revelado no seu devido tempo.
Quem revogará seu decreto?
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Sentimento ressentido, conflito mal resolvido.
A lista de compras não se leva para a cama...
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Não existe voto perdido. O que existe é confiança depositada alheia à própria vontade... Iluminação pública sem desligue, pois sempre alguém paga a conta...
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A verdade não tem forma, assim como a mentira não tem contorno. A verdade sem nome sempre encontra o mentiroso sem rosto, que ao se ausentar se torna reu confesso.
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A nossa conexão ainda existe, mas a sua ferida do passado não está deixando a gente acontecer.
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"Quando não conseguimos
ser fiel e leal a quem dizemos
amar, estamos apenas
nos enganando,porque
isso não é amor."

A inexistência do que ainda não deixou de ser quandoo antes aconteceu depois do que nunca houve, compreendi que o espaço estava atrasado em relação à distância que o separava de si mesmo. Não porque o tempo tivesse passado, mas porque o instante anterior ainda não havia terminado de começar...Foientão que morri pela primeira vez no futuro de uma lembrança que não vivi, deixando para trás aquilo que ainda não tinha levado comigo. Desde esse momento, continuo aqui, embora o lugar onde estou tenha sido ocupado pela ausência de alguém que nunca esteve....ese tudo o que existe precisa de um princípio, quem começou a existir antes que o começo pudesse existir?
Talvez eu tenha encontrado a resposta, mas ela ainda não aconteceu.

Ou talvez já tenha acontecido tantas vezes que a pergunta se esqueceu de ser pergunta. Nofim, não foi o nada que restou de tudo.
Foi o tudo que, ao perceber que era alguma coisa, deixou de ser aquilo que nunca chegou a existir.

E eu?

Eu continuo sendo a dúvida que o próprio desconhecido tem quando se esquece de não saber.


Bruno Bellotti

E ela se foi.

Uma página quase em branco.
Não foi por escolha,
mas por uma fatalidade.

Amanhã ainda será segunda-feira, e o mundo não enxergará sua ausência — ou, pelo menos, uma parte dele não.

"A democracia não se preserva apenas pela força das instituições, mas também pela consciência histórica daqueles que compreendem o valor da liberdade."

Muitas vezes, a verdadeira beleza da vida não está em encontrar um lugar perfeito para viver, mas em construir algo bonito e significativo com aquilo que temos, enfrentando os desafios com coragem e sem jamais perder a esperança.

Só as pessoas que tem a chave no coração e não no cérebro, conseguem abrir as portas da poesia.

Tem lembranças que doem mais quando não podemos tocá-las, quando parecem felizes longe de você.
Tem amores que não morrem, ainda que a vida os separe, ainda que o tempo e a distância insistam em seguir em frente.
Nos contos de fadas, uma garota pobre conhece um cara aleatório rico, se apaixonam, tem filhos e morrem. Mas nessa história, na nossa, na sua, sempre tem um intento de seguir em frente, e de alguém que sempre teve um lugar no seu coração, até quando a vida decide botá-los em mundos diferentes.
- Mismatched_Kid

Ser um fracassad@ é você não puder ser como as pessoas querem que você seja, e não como você realmente gostaria de ser.
-Mismatched_Kid

⁠Em tempos tão Conflitantes, talvez não haja motivação mais Eloquente para regular o nosso tom que o Cuidado com o outro.


Há, na Delicadeza, uma forma bastante silenciosa de sabedoria.


Não aquela que se impõe pela força dos argumentos ou pela arrogância das certezas, mas a que reconhece, mesmo em meio às divergências, a Humanidade que nos precede e nos aproxima.


Afinal, nem toda verdade precisa ser pronunciada como sentença, nem toda discordância exige o peso de uma ferida.


Vivemos dias difíceis nos quais as palavras, tantas vezes, parecem ter perdido o compromisso com o Encontro.


Fala-se para vencer, não para compreender; responde-se para silenciar, não para ser escutado.


Erguem-se muros com frases, distribuem-se vereditos com a velocidade dos impulsos e, no afã de defender aquilo em que acreditamos, esquecemos que do outro lado há alguém cuja história desconhecemos, cujas dores não testemunhamos e cujas fragilidades talvez se pareçam mais com as nossas do que supomos.


É nesse cenário que o cuidado se revela, não como fraqueza, mas como escolha ética.


Regular o tom não significa diminuir a convicção, abandonar princípios ou silenciar diante da injustiça.


Significa compreender que a firmeza não precisa ser cruel, que a lucidez não exige desprezo e que a coragem de discordar pode coexistir com a disposição de preservar a dignidade alheia.


Há uma diferença muito profunda entre ferir alguém para demonstrar que estamos certos e sustentar nossas razões sem esquecer que o outro também é humano.


A primeira atitude alimenta o orgulho; a segunda exige maturidade intelectual.


E talvez seja justamente aí que a Liberdade de Expressão encontre sua dimensão mais elevada: não apenas no direito de dizer o que pensamos, mas na responsabilidade de refletir sobre o que nossas palavras trazem à existência no mundo.


Porque as palavras não são apenas sons que desaparecem no ar.


Algumas acolhem, outras desalojam; algumas abrem janelas, outras estreitam horizontes.


Há palavras que ecoam em alguém muito depois de quem as pronunciou já ter esquecido o momento.


Por isso, antes de falar, talvez valha a pena perguntar não apenas se temos razão, mas também o que desejamos construir com ela.


O cuidado com o outro começa quando reconhecemos que ninguém é apenas a opinião que expressa, o erro que comete ou a posição que ocupa.


Somos feitos de contradições, de momentos irrepetíveis, de aprendizados incompletos, de medos disfarçados e de esperanças que nem sempre sabemos nomear.


Julgar é, muitas vezes, muito mais fácil do que compreender; ferir, mais imediato do que elaborar; condenar, mais confortável do que admitir a complexidade da experiência humana.


Isso não nos obriga a concordar com tudo, tampouco a transformar a gentileza em conivência.


Há momentos em que cuidar também significa confrontar, estabelecer limites e dizer não.


Mas até a recusa pode ser pronunciada sem humilhação, e até a crítica pode carregar a intenção de iluminar, em vez de apenas expor as sombras.


Talvez a verdadeira elegância do espírito esteja nessa capacidade de não permitir que a aspereza do mundo determine a aspereza de nossa presença.


De não reproduzir toda violência que nos alcança.


De compreender que nem sempre podemos escolher o conflito que nos encontra, mas podemos refletir sobre a maneira como decidimos experimentá-lo.


No fundo, cuidar do outro é também reconhecer os limites do próprio olhar.


É admitir que a nossa perspectiva, por mais legítima que seja ou pareça, não esgota a realidade do outro.


E que a nossa experiência, por mais intensa, não constitui a medida de todas as experiências; que a nossa voz, por mais necessária, não precisa ocupar todo o espaço para ser ouvida.


E talvez seja essa a tarefa mais urgente e necessária do nosso tempo: reaprender a conversar sem transformar cada diferença em ameaça, cada desacordo em ofensa, cada palavra em instrumento de disputa.


Recuperar a paciência de escutar, a humildade intelectual de rever e a coragem de permanecer respeitoso mesmo quando a concordância se torna impossível.


Porque o mundo já dispõe de conflitos muito mais que suficientes.


O que talvez lhe falte seja a disposição de não acrescentar, a cada encontro, uma nova razão para a hostilidade.


Que saibamos, então, escolher palavras que não renunciem à verdade, mas que também não se divorciem da compaixão.


Que a nossa firmeza não nos roube a ternura, que a nossa indignação não nos prive da humanidade e que a defesa de nossas convicções jamais nos faça esquecer o valor intrínseco de quem pensa diferente.


Afinal, não se trata apenas de como falamos, mas de quem nos tornamos enquanto falamos.


E, se não podemos garantir que o mundo seja menos áspero, talvez possamos ao menos impedir que a aspereza do mundo nos convença de que a delicadeza perdeu o sentido.


Em tempos tão conflitantes, cuidar do tom é mais do que uma questão de educação: é um gesto de consciência, uma forma de resistência e, sobretudo, uma maneira de dizer ao outro — mesmo quando discordamos — que a sua humanidade continua merecendo lugar entre nós.

Quando quiser dizer algo bobo, fale-o, pois não sabe qual pode ser a resposta.


E se alguém quiser te dizer algo bobo, escute-o.
Porque, afinal, o "bobo" pode ser "eu te amo".


-Mismatched_Kid

"Ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância; usar as perdas para refinar a paciência; usar as falhas para esculpir a serenidade; usar a dor para lapidar o prazer; usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência. Lembre-se: 'A felicidade é tão simples que ela entra e sai da sua vida e você nem vê...'"

Mesmo que a morte chegue, ela não saberá que estive aqui. Porque eu vivi longe. Longe dela, longe de mim, perto só do que nunca tive.


Bruno Bellotti

Chamam-nas de santas, embora os mortos sejam humanos, o sangue seja vermelho e a dor não reconheça religião. Talvez a santidade esteja no nome que dão à guerra, não naquilo que ela faz.


Bruno Bellotti

"Quando não houver ninguém para segurar sua mão, coloque-a no bolso. Lá é quente, seguro e você pode caminhar em paz."

Habito um tempo que não me espera e um espaço que não me pertence por inteiro. Estou aqui, mas o aqui talvez seja apenas uma ilusão de permanência; afinal, enquanto reconheço o instante, ele já deixou de existir.


Bruno Bellotti