Nao Acabou pra Mim
O tempo passa, não pede licença,
leva algumas certezas, nos dá consciência.
Ensina que a vida não segue o roteiro,
e que o mais valioso não tem paradeiro.
Já fui tantas versões de mim pelo caminho,
já mudei de destino, de rumo e de ninho.
Aprendi que nem tudo precisa durar,
mas há sentimentos que sabem ficar.
Não busco aplausos, nem quero provar,
que tenho mil motivos para me orgulhar.
Prefiro a verdade, mesmo imperfeita,
à falsa aparência de uma vida perfeita.
Carrego no rosto as marcas da estrada,
histórias vividas, lições guardadas.
E cada cabelo prateado que vem
me lembra que o tempo também faz o bem.
Não quero ser cópia, nem representação,
quero ser inteiro, de corpo e coração.
Ter paz nas escolhas, firmeza no olhar,
e a doce coragem de recomeçar.
Pois ser feliz não é jamais ter sofrido,
nem ter todos os sonhos já realizados.
É olhar para a vida, sentir-se agradecido,
e seguir de cabeça erguida, apesar dos passados.
E se alguém me perguntar o que aprendi,
direi que a maior conquista está aqui:
ser dono de mim, sem precisar convencer,
pois a beleza da vida é poder ser.
Sandro Paschoal Nogueira
Não desistir também é vencer, independentemente do tempo que você leve para alcançar seus objetivos ou dos intervalos que existam entre cada conquista ou derrota.
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES ACREDITAM EM MENTIRAS, DEFENDEM QUEM AS MANIPULA E NÃO PERCEBEM QUE ESTÃO SENDO CONTROLADAS?
Porque inteligência não garante discernimento.
Conhecimento não garante consciência. E pensar não significa, necessariamente, pensar por si mesmo.
Uma pessoa pode possuir formação acadêmica, acesso à informação e capacidade de argumentação e, ainda assim, reproduzir fake news, defender interesses contrários aos seus, obedecer a pensamentos automáticos e confundir manipulação com liberdade.
“O senso comum comumente mente.”
A desinformação não começa apenas quando alguém produz uma mentira. Ela também prospera quando alguém perde a capacidade de questionar aquilo que deseja acreditar.
É nesse território que se estabelece uma verdadeira guerra mental: entre o que pensamos, o que sentimos, o que acreditamos e aquilo que decidimos transformar em verdade.
Mas como desenvolver pensamento crítico, ampliar a consciência, superar a alienação e conquistar autonomia intelectual?
A resposta não está simplesmente em pensar mais, estudar mais ou consumir mais informações. Está em aprender a examinar os critérios que autorizam nossas crenças, interpretações e decisões.
Em minhas pesquisas científicas, desenvolvo essa discussão por diferentes caminhos.
No METADISCERN, examino o discernimento como uma operação de segunda ordem: não apenas pensar, mas avaliar os critérios pelos quais um pensamento recebe autoridade.
Na Pedagogia do Discernimento, investigo uma educação que ultrapasse a memorização de respostas e favoreça a formação de sujeitos capazes de questionar, interpretar e revisar aquilo que aprenderam.
Na Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC), abordo a necessidade de desenvolver competências para reconhecer desinformação, distinguir evidências de opiniões e resistir à manipulação informacional.
Na pesquisa sobre evocação e desautorização, examino por que lembrar não significa compreender e por que conhecimentos recuperados da memória precisam, em determinadas circunstâncias, perder a autoridade que anteriormente receberam.
No estudo sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, investigo a diferença entre sentir intensamente e autorizar que uma emoção determine nossas escolhas.
E no Método PROTAGONISTA, desenvolvo uma abordagem voltada à consciência, à responsabilidade pelas escolhas e à autoria da própria trajetória.
Essas questões se tornam ainda mais urgentes diante da inteligência artificial.
Uma máquina pode produzir respostas brilhantes para alguém que não compreende sequer a pergunta. Pode ampliar o desempenho sem necessariamente desenvolver competência independente. Pode facilitar o acesso ao conhecimento enquanto o indivíduo terceiriza sua capacidade de julgar.
A tecnologia pode ajudar a pensar. Não deve receber automaticamente a autoridade de pensar por nós.
“A mente mente e o discernimento desmente.”
A libertação mental não consiste em eliminar pensamentos negativos, silenciar a mente ou abandonar todas as influências. Consiste em reconhecer que nem tudo o que pensamos merece continuar sendo acreditado, nem tudo o que sentimos precisa ser obedecido e nem tudo o que aprendemos merece permanecer autorizado.
Discernimento é criar distância entre o que pensamos e o que decidimos continuar pensando.
A maior ameaça à autonomia humana talvez não seja a falta de informação, mas a incapacidade de reconhecer quando uma informação, uma emoção, uma lembrança ou uma convicção está assumindo uma autoridade que não merece.
Porque quem não examina aquilo que governa seus pensamentos dificilmente perceberá quando deixou de governar a própria vida.
“Pensar por si mesmo não é pensar em si mesmo.”
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
Seguirei com meus planos e, se não der certo, mudarei a estratégia quantas vezes forem necessárias, até encontrar o caminho que me leve à vitória!
Quando eu penso em desistir o Espírito Santo me abraça e a sua voz é o que não me deixa olhar para trás.
Devemos aproveitar o aqui enquanto estamos aqui, porque, quando estivermos lá, não haverá mais o aqui!
Quem não é visto, não é lembrado” sabedoria popular.
Quem é visto com Jesus Cristo terá a luz da vida. João 8:12
Para ter uma vida tranquila, as vezes é importante lembrar que o problema de amanhã não é problema meu, é problema do meu eu de amanhã.
Força para viver não é nunca cair. É cair, sentir, chorar, e ainda assim levantar dizendo: minha ancestralidade me sustenta e minha fé me guia.
Quem vê seu sorriso não imagina quantas vezes você precisou se levantar sozinho(a).
Você pode cair sim. Você pode chorar, sentir medo, ficar cansado. Isso não te faz fraco. Isso te faz humano.
A sua força não está em nunca cair. Está em sempre levantar. E você levanta porque não está sozinho. Seus ancestrais te sustentam, seus guias te guardam, sua fé te guia.
Respire fundo. Você já superou tanto, vai superar mais essa também. E vai continuar superando sempre, você nunca está só!
Você não perdeu a sua força. Ela só estava descansando enquanto sua alma aprendia a se proteger.
Você não ficou fraco. Você ficou cansado. E tá tudo bem.
Tem fases que a gente precisa recolher, silenciar, se afastar um pouco. Não é fraqueza, é sabedoria da alma se protegendo.
Sua força não foi embora. Ela está aí dentro, só descansando para voltar ainda mais forte e mais sábia.
Se respeite. Se acolha. Seu tempo de florescer de novo vai chegar.
Meus filhos,
A vida pede calma. Não queira colher hoje o que plantou ontem. Tudo tem seu tempo.
Não guarde mágoa. O perdão não é sobre o outro merecer, é sobre você ter paz.
Mantenha sua fé viva, do seu jeito. Seja na reza ou no silêncio, Deus é um só.
Quando doer, pode chorar. Sua lágrima também é uma oração.
Saiba que você não está sozinho. Eu estou aqui, atrás de você, te sustentando, te vendo e te ouvindo sempre.
Vá com fé e protegido.
Saravá.
(Palavras de um Preto Velho)
Mesmo nos dias nublados, a luz não apaga.
Seus guias continuam te guiando,
mesmo quando você não enxerga o caminho.
Confia,
a luz deles nunca te abandona.
Quando suas pernas não aguentarem mais caminhar,
seus guias te carregam no colo.
Você nunca esteve sozinho.
Se alguém que você ama decide partir, não se prenda à tristeza. Deixe que vá. O tempo tem uma maneira sutil de revelar verdades, e se houver arrependimento, ele não será seu. Quem soube amar de verdade nunca carrega o peso da dúvida, apenas a paz de ter feito o que podia.
Não sou perfeito, e nem quero ser. Estou aqui para evoluir, para me tornar alguém melhor a cada dia. Ouçam a minha mensagem, mas não julguem o mensageiro.
Tenho muitos defeitos, mas carrego um dos maiores dons que alguém pode ter: caráter. Jamais traí alguém e nunca fui ingrato com quem me ajudou quando eu precisei. Prefiro perder amizades do que perder a minha verdade. Prefiro ser sincero e ferir um ego do que mentir para agradar.
Como já falei, dou a mínima para quem fala mal de mim. Sinceramente, não sinto nada por quem me julga ou me chama de estúpido só porque falo a verdade. Exemplo? Mesmo que fosse a pessoa que eu mais amasse na vida, se ela fizesse algo errado eu iria corrigi-la, mas ao mesmo tempo eu estaria ao lado dela, porque amar também é ensinar.
Quem não é criticado, não vive de verdade, e eu não vivo para bajular ninguém.
Goste de mim ou não, continuarei sendo eu mesmo. Minhas palavras podem incomodar, mas são reais, e não vou mudar só porque alguém se sentiu ofendido.
Quem vive de verdade não tem medo de desagradar.
