Nao Acabou pra Mim

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Antigamente a prostituição era profissão, hoje é opção. A mulher não evoluiu, se prostituiu.

Quem quer liberdade não ama, quem quer privacidade não casa

Não basta ser racional, é preciso ser humano

Há pessoas que nascem, crescem, envelhecem, morrem e não evoluem

O Brasil não precisa de MAIS MÉDICOS, precisa de MENOS POLÍTICOS. O câncer da SAÚDE do Brasil é o excesso de políticos incompetentes e corruptos.

O problema da SAÚDE não são os médicos, são os políticos.

Injustiça é um político analfabeto, incompetente e corrupto, ganhar mais que um médico alfabetizado, competente e honesto

A velhice não transforma índole, apenas aperfeiçoa o bom em melhor, o ruim em pior

Favor tem preço. Caridade tem valor.

O que não se paga é caridade.
Favor se paga, sim , não na mesma moeda nem no mesmo tempo, mas no seu tempo e na sua moeda.

Caridade nasce do coração desprendido, não espera retorno, nem reconhecimento. É feita por amor, por compaixão, e por isso, não se mede nem se cobra.
Favor, por outro lado, é um gesto de ajuda com vínculo pessoal. Ainda que não seja cobrado imediatamente, carrega consigo uma expectativa: de gratidão, reciprocidade ou até lealdade.
Saber diferenciar preço e valor é maturidade: o preço do favor é o reconhecimento; o valor da caridade é o silêncio.
Entre o preço e o valor"
Há coisas que não se cobram e há coisas que não se esquecem.
Favor tem um preço , ainda que simbólico. Caridade tem um valor , ainda que invisível.

Não compartilhem notícias criminosas.

Ativistas antivacina, movidos por ideologias políticas e econômicas, estão contribuindo para a morte de inocentes ao redor do mundo. É um retrocesso trágico ver crianças morrendo de sarampo, difteria, infecções respiratórias; jovens sendo vítimas da tuberculose; grávidas morrendo de tétano , doenças evitáveis com vacinas.
Espalhar desinformação que mata é um ato desumano. É cruel, diabólico, especialmente quando se aproveita da vulnerabilidade de quem, por ignorância ou déficit cognitivo, acredita nessas mentiras.
O mais revoltante é saber que, muitas vezes, quem produz e divulga essas fake news são pessoas instruídas, com acesso à informação, que se vacinam, vacinam seus filhos e netos , mas condenam outros à morte.

-Iaponira Barros-

O tempo não é uma borracha que apaga o que você escreveu nas páginas da vida.

O tempo é uma caixinha de lembranças, fechada por uns e aberta por outros

Olho , escuto e penso:

A estupidez não tem apenas CPF, tem diploma

Não nasci para ser apenas uma coisa
Ser escritor é abraçar um projeto muito pessoal e, muitas vezes, solitário. É ficar a sós com os pensamentos, escolher palavras, construir ideias e tentar transformar sentimentos em histórias. Já nas profissões coletivas, a felicidade parece transbordar quando o trabalho termina e a conquista se transforma em vitória compartilhada.
Certa vez, ouvi Flávio Gordon, jornalista e escritor brasileiro, definir, com sabedoria: a estética determina o que é belo e o que não é; a moral distingue o certo do errado; e a política define amigos e inimigos.
Pois bem! Eu adoro escrever, ouvir música, assistir a comédias, contar piadas, ver filmes de western, cozinhar, conviver com crianças e idosos, aprender coisas novas para compartilhá-las e, principalmente, conversar com os amigos. E é aí que começa o meu dilema: como posso querer ser escritor se gosto tanto de gente?
Quando caminho, geralmente encontro os assuntos sobre os quais desejo escrever. É na solidão das trilhas que meus pensamentos ganham profundidade. O silêncio, a brisa, as folhas que caem, o canto dos pássaros, o perfume das flores, a chuva, o movimento das formigas e até o zumbido das abelhas me ajudam a enxergar o mundo por outros ângulos. Caminhar é como abrir uma janela dentro de mim, por onde entram ideias que, mais tarde, tento transformar em palavras.
Talvez eu devesse ter escolhido outra profissão. Quem sabe estilista ou designer de moda, já que gosto de me vestir bem e minha filha Beatriz, profissional da área, às vezes me ajuda a escolher a roupa certa para cada ocasião. Ou professor, porque adoro pesquisar, aprender e compartilhar conhecimentos. Talvez político, pois gosto de percorrer as cidades, identificar o que está errado, perceber o que falta à população e cobrar soluções. Também não escondo minha indignação diante dos corruptos, dos aproveitadores e daqueles que colocam os próprios interesses acima do bem coletivo. Ou, quem sabe, chefe de cozinha, já que cozinhar é minha segunda melhor terapia.
Agora, próximo dos setenta anos, percebo que me tornei um pouco de tudo isso, embora reconheça o quanto ainda tenho a aprender. A idade não conseguiu apagar minha inquietude, muito menos minha vontade de experimentar, descobrir e fazer acontecer. Talvez eu seja um generalista: alguém que conhece um pouco de muitos assuntos e, por transitar por diferentes caminhos, consegue conectar ideias que nem sempre os especialistas percebem.
Por isso, quase todos os dias, as pessoas me enxergam de maneiras diferentes e tentam me definir. Felizmente, as caminhadas também me ensinaram a ouvir mais, responder menos e não sentir a obrigação de explicar quem sou. Aprendi que nem todo mundo precisa compreender nossos caminhos, muito menos conhecer todos os nossos pensamentos.
Uns me veem como escritor; outros, como peregrino. Há quem me considere alguém que aproxima pessoas, enquanto outros simplesmente me enxergam como um sujeito inquieto, sempre inventando alguma coisa nova — até mesmo a aventura de me tornar Papai Noel.
E talvez seja justamente essa a resposta que eu procurava. Não preciso escolher entre escrever e conviver, entre a solidão das trilhas e a alegria das pessoas. Posso caminhar sozinho para encontrar minhas ideias e voltar ao mundo para compartilhá-las.
Afinal, talvez eu não tenha nascido para ser apenas escritor, professor, cozinheiro ou peregrino. Talvez eu tenha nascido para continuar sendo aquilo que os caminhos me ensinaram: alguém que nunca deixa de aprender, que gosta de gente e que ainda encontra motivos para sonhar.
E, enquanto houver caminhos a percorrer, histórias a contar e pessoas com quem conversar, continuarei sendo esse peregrino inquieto, tentando descobrir quem sou, sem jamais perder a vontade de ser um pouco mais.
Peregrino Nino Carneiro

O agnosticismo é a disciplina de reconhecer que a realidade não se submete aos limites daquilo que a inteligência humana consegue afirmar.

A tragédia da investigação não está em uma hipótese fracassar, mas em o investigador preferir a sobrevivência da hipótese à descoberta da verdade.

Nenhum conhecimento é intelectualmente desprezível apenas porque sua utilidade ainda não se revelou; a ignorância também desconhece o valor daquilo que lhe falta.

O agnosticismo não é uma doutrina sobre o que deve ser acreditado, mas um método para limitar as afirmações àquilo que suas evidências permitem sustentar.

A qualidade da educação não se mede pela quantidade de informações acumuladas, mas pela capacidade de examinar evidências, corrigir erros e resistir a conclusões precipitadas.

Uma proposição não se torna conhecimento pela repetição, pela antiguidade ou pela autoridade de quem a enuncia; precisa responder às exigências de sua justificação.

A razão não perde sua dignidade quando encontra um limite; perde-a quando esse limite é ocultado por uma certeza artificial.

As palavras podem organizar o pensamento, mas não têm o poder de revogar os fatos que contradizem aquilo que pretendemos dizer.