Nao Acabou pra Mim
A secularização não significa simplesmente desaparecimento da religião, mas exige instituições capazes de proteger diferentes consciências.
A distância geográfica não elimina nossa responsabilidade moral nem necessariamente nossa responsabilidade humanitária.
Uma ação moralmente relevante pode exigir sacrifício pessoal, embora o Direito não possa transformar toda moralidade em obrigação jurídica.
A ética não deve ser limitada às fronteiras da própria espécie, embora o Direito ainda organize grande parte de sua proteção em torno da pessoa humana.
A segurança nacional pode justificar o silêncio do Estado, mas não transforma o silêncio em verdade jurídica permanente.
Um fenômeno não identificado não pertence ao segredo apenas porque foi observado por instituições militares.
O segredo militar não é uma categoria metafísica: é uma decisão jurídica sujeita a finalidade, necessidade e limites.
O silêncio estatal pode proteger uma operação, mas não deveria proteger indefinidamente a ausência de explicação.
Talvez a questão mais importante sobre aquilo que não identificamos no céu não seja o que está lá, mas quem possui o direito de decidir o que podemos saber sobre isso.
O Estado pode possuir segredos. O que o Estado não pode possuir, sem limites, é o direito absoluto ao segredo.
A experiência consciente possui uma dimensão que não pode ser reduzida facilmente à descrição externa, questão relevante também para o Direito da pessoa.
O fato de uma máquina agir inteligentemente não resolve automaticamente a questão de sua eventual personalidade jurídica.
