Namoro
O ódio é uma paixão inútil que cega o julgamento. Não te odeio, mas guardo a memória do teu comportamento como um manual de estratégia. Se o destino nos fizesse estranhos, a prudência me mandaria jamais te dar uma segunda chance de entrar no meu território.
Gosto da autenticidade, tenho paixão por tudo que é autentico e único, é o que desperta o meu desejo. Não suporto pessoas control-C e control-V.
Quando já não couber no coração
o que em pergaminho verte paixão,
e não couber mais nos sonhos
o fel antigo da inspiração,
há de a pena romper silêncio
e dos versos o próprio incêndio.
Em você há uma áurea
de encanto e paixão,
ternura, inspiração,
desejo,atração, enfim...
Você é muito inteligente.
Eu, pobre poeta somente,
desejo seu abraço quente.
Mas você não é pra mim.
Você é linda e tem sonhos,
sonhos grandes, uma meta.
Você tem grandes ambições.
Eu quero apenas ser poeta.
Conectado ao seu coração
( Me Paxainei )
Estou conectado ao seu coração
Essa paixão que cresce a cada dia
Minha inspiração em cada semana
Te olhar todos os dias
Te amar cada vez mais
Estou conectado ao seu coração
Arde uma louca paixão
E a cada dia vou me entregar
Todos os dias vou te admirar
Estou conectado ao seu coração
Vou levar café da manhã na cama
Com um buquê de flores que comprei
Pra menina amada
Pra jovem admirada
E agora a mulher por quem
Me apaixonei
Me apaixonei
Ainda Não É Paixão
Tenho atração por você,
mas ainda não é um sentimento.
Ainda não virou paixão.
Mas quem sabe um dia
essa atração possa virar amor?
Quem sabe ela cresça devagar
e faça de você
a garota mais feliz deste mundo?
Meu coração grita,
meus olhos brilham,
e eu não encontro explicação
para o que acontece
dentro do meu ser.
Comigo, você age diferente.
É carinhosa, meiga,
quase apaixonada.
Com os outros,
é dura, distante,
às vezes até grossa.
E talvez seja isso
que mais mexa comigo:
sou privilegiado
pela sua doçura.
Talvez ainda não seja paixão...
Mas alguma coisa em mim
já começou a nascer.
"Paixão que expressa hormônios em um ambiente contemplativo. Mas instintos carregados em imensas variações de genes."
A súbita e idealizada paixão política
faz quase tudo descambar para o esvaziamento medonho
do debate público.
Não é a paixão em si que corrompe o diálogo, mas a forma descarada como ela se instala: rápida demais, inflamada e, sobretudo, impermeável.
Quando a política deixa de ser um campo de construção coletiva e passa a funcionar como extensão da identidade individual, qualquer discordância soa como ameaça — não a uma ideia, mas à própria pessoa.
Nesse ponto, o debate deixa de ser uma troca e se transforma em confronto.
A idealização cumpre um papel ainda mais sutil.
Ela simplifica o mundo, reduz complexidades e oferece narrativas muito fáceis, quase reconfortantes.
Há sempre heróis irrepreensíveis e vilões absolutizados.
Mas o preço dessa simplificação é alto demais: perde-se a nuance, a ambiguidade e, com elas, a possibilidade de compreender o outro.
Sem isso, não há debate — apenas reafirmação.
O esvaziamento do debate público já não acontece por falta de opiniões, mas pelo excesso de certezas.
Quando todos já chegam convencidos, o espaço comum deixa de ser um lugar de escuta e passa a ser um palco de monólogos simultâneos.
Argumentos são substituídos por rótulos, e a dúvida — elemento essencial do pensamento — passa a ser vista como fraqueza.
Talvez o desafio não seja conter a paixão política, mas desacelerá-la.
Permitir que ela amadureça, que conviva com a dúvida, que aceite a frustração.
Uma paixão que não precise ser absoluta para ser verdadeira.
Porque é nesse intervalo — entre convicção e a escuta — que o debate pode, enfim, voltar a existir.
A moeda mais poderosa na política do espetáculo é o ruído que mantém a paixão e o aluguel das cabeças dos asseclas e ainda movimenta os algoritmos.
Ela banca dois amantes do barulho constante: a cabeça vazia e o algoritmo.
Já não importa a profundidade do debate, a coerência das ideias ou a honestidade das intenções.
O que sustenta o teatro contemporâneo é a capacidade de produzir barulho suficiente para impedir o silêncio que oportuniza a reflexão.
O ruído virou ativo político, combustível emocional e mecanismo de controle.
Na política do espetáculo, a indignação é industrializada.
Cria-se um inimigo por semana, uma crise por dia e um escândalo por hora…
Não para resolver problemas, mas para manter plateias permanentemente excitadas, cansadas e incapazes de distinguir realidade de encenação.
Afinal, quem pensa demais começa a perceber as contradições do roteiro.
Os asseclas apaixonados, muitas vezes sem perceber, alugam as próprias consciências em troca do pertencimento.
Passam a defender narrativas como quem protege a própria identidade.
E quando a identidade depende da manutenção do conflito, qualquer tentativa de ponderação vira ameaça.
O pensamento crítico deixa de ser virtude e passa a ser tratado como traição.
Enquanto isso, os algoritmos recompensam exatamente aquilo que degrada o debate público: exagero, simplificação, raiva e histeria.
O conteúdo que mais divide é o que mais circula.
Não porque seja verdadeiro, mas porque captura atenção.
E atenção, hoje, em meio a tanta carência, vale muito mais do que a verdade.
Nesse cenário, muitos líderes deixam de governar para performar.
Precisam permanecer em evidência constante, alimentando torcidas emocionais que já não exigem soluções concretas, apenas novos capítulos da guerra simbólica.
O problema deixa de ser a pobreza, a corrupção, a violência ou a desigualdade…
E passa a ser perder o controle da narrativa.
Talvez a maior tragédia desse modelo seja transformar cidadãos em audiência e democracia em entretenimento.
Porque quando a política vira espetáculo permanente, o país inteiro passa a viver entre aplausos automáticos, vaias previsíveis e distrações cuidadosamente calculadas.
E, no meio de tanto ruído, a lucidez se torna quase um ato de resistência.
Algemas de escolha, correntes de paixão
Prendemos a alma, sem ver a prisão
A liberdade é um preço que não se paga
Quando o coração se entrega, sem saber a sentença.
(Saul Beleza)
*Carta de uma paixão limerente*
Me pego frequentemente nesse desvaneio, onde nossa latência ocupava todos os espaços.
Tão efêmero, mas impossível de esquecer. Você despertou tudo em mim, o apogeu de todos os meus sentimentos. A partir daquele momento, em que algo já ansiava despertar, você o desabrochou no arrebol daquela tarde; clareou, transcendeu como as estrelas.
Não só me apaixonei por você, pelo seu ser e pelo que transcende o seu ser, mas pelos momentos, nada óbvios, com tanta energia, capazes de fazer ambos flutuar e envolver qualquer um que estivesse presente. Não foi, porque ainda é uma paixão, perecível, que poderia ser perenidade para ambos, mas que vive apenas dentro de mim como um "sempre", que só você provoca.
Hoje, a paixão que vive dentro de mim é pela memória de momentos inesquecíveis, a paixão não correspondida, mas a melhor de ser vivida, mesmo sendo uma nuance muito bem escondida.
Te vejo feliz, construindo novas memórias para um dia se lembrar, com pessoas incríveis. Incríveis de um jeito que jamais fui para você, mas há uma esperança de que, pelo menos, 1% de tudo, você se lembre; torço para que seja com carinho.
Pois jamais alguém será tão sincero em uma carta como fui para você. Fiz questão de usar palavras para te fazer lembrar, não do que não fui para você, mas do que você foi para mim e sempre será: a paixão quimera que eu amei viver. O quase dos toques, o entrelace das respirações, os segundos que antecedem o encontro de nossos olhares, o "apesar de" que Clarice Lispector tanto dizia: apesar de te amar, apesar de o que tínhamos ter morrido, apesar de me decepcionar, nunca me esquecer.
Me lembro de quando fingi normalidade diante de você e depois saí pulando pelas ruas por um beijo na bochecha. Eu tenho que te agradecer por, apesar de tudo, não ser um trauma e ser algo de que gosto de lembrar.
Há beleza no que tem fim, e por mais que eu quisesse que fosse para sempre, o fulgor que você deixou no âmago do meu coração jamais vai apagar, porque, graças a você, fui capaz de sentir de novo e aprender a lidar.
Nostalgicamente,
De: Ananda C.
Para: minha musa
