Namoro
Às vezes o problema é não saber demonstrar sentimentos
Às vezes é demonstrar demais
Às vezes é não saber diferenciar um do outro!
Temos o costume de carregar o peso do mal que nós fizeram e querer se vingar ou separar que oundo cobre, isso é o maior mal que podemos fazer a nós mesmo.
Mãe, tempo livre é coisa rara,
O tempo não para,
E quando faz uma pausa,
É para ritmar.
Mãe, que encantas em cada gesto teu,
Que cantas a vida em cada verso que Deus te deu.
Onde estou, tu estás,
Onde tu estás, estou eu.
Teu amor não se iguala,
Cada gesto, tão vivido,
No ritmo do teu coração,
Bate mais forte e infinito.
Mãe, o tempo não para,
Faz uma pausa e dá ritmo,
Para que teu filho siga cantando,
Cada verso, tão bonito.
Onde tu estás, estou eu,
Onde estou, tu estás comigo.
Mãe, eu te amo!
Eu pedi pra Deus voltar.
E o sofrer do mundo tirar
O diabo pro seu lugar voltar
E os seres daqui abandonar.
Eu pedi pra Deus voltar
E tudo novo criar.
A cidade inteira enfeitar
E lembranças boas deixar
Eu pedi pra Deus voltar
Um novo amor me deixar
E partir.
Coisas ditas a ti que flutuarão no vácuo do nada, pois tua atenção ao que te oferto do melhor de mim que ainda tenho, está embriagada pela escuridão do que sentes do passado. Eu danço com teu desprezo, abraço tua indiferença, argumento e dialogo com teu silêncio, pois ainda é você, até a última gota de ti que ainda há em mim. A ti, me reservo no silêncio, me despi de todo ego para ocupar-me somente de ti, mas ainda sim, sou morada simples e humilde. Se desejas palácios, eu sou ruína, porém erguendo os olhos para cima, verás as estrelas, pois o que te cobre não são pedras e sim o que me representas: O infinito em sua mais profunda e interminável imensidão, onde clara ou escura, ainda te fazes bela e sublime.
E nesse canto, onde meu pranto atingiu o ponto, me embriago e canto dentro deste labirinto a canção do meu tormento, que ruge violento como o sussurro do vento. Minto a mim mesmo que estou pronto, sedento e faminto para que habites esse recinto e seja unguento.
Intensa como fogo perene e furioso, faminto por consumir tudo o que há pela frente. Teus olhos dilaceram os céus, sob a cólera das luzes das tempestades violentas, tal como um ensaio da fúria divina. Queimas, consomes a ti mesma, por teus amores, risos e dores, mas a violência da tua existência, como uma força da natureza, me lembra que existes e me questiono, livre de medos: Seria sadismo, desejar em doce agonia, infligir a minha própria carne e espírito esta doce pena, abraçando tuas chamas?
Eu poderia lhe dizer que você me lembra a lua, mas a lua precisa do Sol para brilhar, já você é como uma estrela, emite a sua própria luz, o brilho que ninguém é capaz de apagar.
A ARTE DO ACASO
Outrora, avesso ódio sentia,
Só podes Odiar o que amastes um dia,
Expressarei amargo em um papel,
Que amassarei e remessarei ao léu,
Do que vale lágrimas incompreendidas?
Borrando a imagem do que sonhei um dia.
Outrora, avesso amor sentia,
Não podes amar o que não se conhecia,
Expressa e amarga poesia,
Que foi lida sem nenhuma alegria,
Do que vale pessoas incompreendidas?
Borrando o desenho de nossas vidas.
Os versos que eu escrevi com lápis, foi pela incerteza das tuas palavras, senão escreveria com caneta, qual a borracha não apagaria facilmente nossa história.
O problema, se é que existe um problema, está na naturalização do afastamento como se todo ele, de toda espécie, fosse necessário.
Quando dizemos "eu te amo" afirmamos um compromisso para a vida. Não banalize um significado tão profundo.
EIS-ME AQUI
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Eis o negro;
eis o branco;
o vermelho.
Amarelo...
Toda cor.
Eis o crente;
o católico;
o umbandista;
o judeu;
o espírita;
muçulmano;
budista;
o ateu;
o ser humano.
Eis o hétero;
o homo;
o trans;
o travesti;
a drag;
o que for...
Eis o próximo;
mas...
e o amor?
Cadê o amor?
Seu lugar ao céu não será garantido pelos 10% de sua esmola, muito menos pelo seu interesse em ser reconhecido pelo que faz ao outro!
Qual é o significado de caridade afinal, qual será nossa verdadeira face?
De fato, o que dói quando descobrimos a verdade, não é a descoberta dela em si, mas sim, a ferida provocada pelas mentiras e atitudes covardes.
A verdade, demonstra coragem, e é digna de carinho e respeito. No entanto quando ela é sufocada pela covardia, provoca feridas que troca confiança por mágoas.
Percebi o tamanho da minha fé quando parei de sentir o a tua força, quando não mais sentia o teu amor. Quando me fechei para a luz da tua graça, o senhor sempre sabe o que faz e permites em nossas vidas.
Pois foi nesse momento que mais aprendi através da ausência de sentimentos, que a fé não é uma simples emoção que te impulsiona, trata-se de uma mistura de certeza com vontade, certeza que Deus está presente em todos os momentos principalmente naquele onde não o sentimos.
É a necessidade de busca-lo a todo momentos principalmente os mais tempestuosos, é a vontade de ser feliz em meio a tristezas e desilusões.
