Na Boca em vez de um Beijo um Chiclete de Menta
Não amo seus olhos,
Amo seu olhar...
Não amo sua boca,
Amo seu sorriso...
És meu porto,
meu abrigo,
Meu íntimo paraíso
Água de rio com sabor de mar
Luar da noite que faz ensolarar
Felicidade latente,
De uma ausência presente
A sempre me lembrar
Que nasci pra te amar...
No escuro nas cinzas
no cinzeiro as partes
as partes pesadas na bruma
a espumas cansada
da boca, dos dentes
Tão amargo imaginável sono
os cílios se molham
e pesa- se o sono
mas não a sono essa noite
só no parapeito da janela
vejo uma sombra
um gato?
não
uma rosa amarela
Eu ainda vou morder a sua boca, eu ainda vou sair na rua contigo de mãos dadas e te apresentar como meu namorado. Eu ainda vou brigar contigo por causa de besteira e você vai me calar com um beijo, eu ainda vou ser sua e você meu. Tenho tanta certeza disso quanto tenho que um dia ainda vou deixar de ser boba e vou parar de sonhar e imaginar besteira.
TRECHO DE CANÇÃO
[preciso sentir sua pele a me acariciar
preciso de tua boca para eu beijar
sem vc eu ñ vivo
sem vc ñ respiro
eu preciso de ti, pra meu coração ñ parar
ñ conseguirei viver sem ter vc ao meu lado
preciso do te amor pra me completar
vc é meu sustento, vc é meu chão
vc é luz no meio da escuridão
vc é a força que mantem minha pulsação
vc é meu anjo bom a me fortalecer
vc é o mas puro ar que faz sobriviver]
Quero.
Em minhas mãos quero
Guardar o calor do teu corpo.
Em cada pedacinho da minha boca
Quero guardar o gosto quente dos seus beijos.
Da sua respiração ofegante quero guardar
O momento exato do teu prazer.
E de cada palavra que foi dita
Quero fazer versos que falem de nós.
E quando tudo isso acabar
Quero descansar do meu cansaço
Em teu leito perfumado pelo cheiro do nosso amor
E me deixar vencer pelo sono da paz
Misturado à satisfação até que a paixão
Desperte-nos outra vez.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Nota: Trecho de "Versos Íntimos": Link
Se você não gosta do que sai da minha boca, você realmente iria odiar se pudesse ver o que se passa pela minha cabeça.
E hoje o gosto de veneno está em minha boca.
Meu coração se tornou pedra.
Minha alma livre.
Meu amor se libertou.
Minha verdade foi revelada.
Minhas pernas caminham para frente.
Minhas mãos tocam o espinho.
Meu pensamento se voltou contra ele mesmo.
A irá apunhalou a tristeza.
Meus defeitos foram mortos pelo ódio.
Hoje sou o escuro do cemitério.
Sou o fantasma de quem me assustava.
Me tornei cruel com meu lado negativo.
E apaixonei pelo recomeço.
Hoje meu sentimento de desprezo está de volta para quem não me interessa.
O meu pecado eu mesmo perdoei.
A minha preocupação se virou a preocupação comigo mesmo.
Hoje eu renasci.
Hoje corre sangue selvagem em minhas veias.
Meus olhos sangram ao ver como eu estava enfraquecendo.
Meus olhos cegam aqueles que não merecem vê.
Os meus olhos não te vêm
A minha boca não te beija
As minhas mãos não te tocam
Mas meu coração consegue te sentir
Beije minha boca com gula
Sinta meus lábios
Brinque com minha língua
Beije minha nuca
Morda-me e prove do meu sabor
DIVAGAÇÕES NA BOCA DA URNA (Pequenas Epifanias)
Política é exercício de poder, poder é o exercício do desprezível. Desprezível é tudo aquilo que não colabora para o enriquecimento do humano, mas para a sua (ainda) maior degradação. Como se fosse possível. Pior é que sempre é.
Ah, a grande náusea desses jeitos errados que os homens inventaram para distrair-se da medonha ideia insuportável de que vão morrer, de que Deus talvez não exista, de que procura-se o amor da mesma forma que Aguirre procurava o Eldorado: inutilmente.
Porque você no fundo sabe tão bem quanto eu que, enquanto a jangada precária gira no redemoinho, invadida pelos macacos enlouquecidos, e você gira sozinho dentro da jangada, ao lado da filha morta com quem daria início à primeira dinastia — mesmo assim: com a mão estendida sobre o rio, você julgará ver refletido no lodo das águas o brilho mentiroso das torres de Eldorado. E há também aquela outra política que os homens exercitam entre si. Uma outra espécie de política ainda menor, ainda mais suja, quando o ego de um tenta sobrepor-se ao ego do outro. Quando o último argumento desse um contra aquele outro é: sou eu que mando aqui.
Ah, a grande náusea por esses pequenos poderosos, que ferem e traem e mentem em nome da manutenção de seu ego imensamente medíocre. Porque sem ferir, nem trair, nem mentir, tudo cairia por terra num estalar de dedos. Eu faço assim — clack! — e você desmonta. Eu faço assim — clack! — e você desaparece. Mas você não desmonta nem desaparece: você é que manda, essa ilusão de poder te mantém. Só que você não existe, como não existe nem importa esse mundo onde você se julga senhor, O outro lado, o outro papo, o outro nível — esses, meu caro, você nunca vai saber sequer que existem. Essa a nossa vingança, sem o menor esforço.
Mais nítido, no entanto, que as ruas sujas de cartazes e panfletos, resta um hexagrama das cores do arco-íris suspenso no centro daquele céu ao fundo da rua que vai dar no mar.
É o único rosto vivo em volta, nunca me engano. Chega devagar, pede licença, sorri, pergunta: “E você acha que aqui também é um deserto de almas?” Não preciso nem olhar em volta para dizer que sim, aqui também. E os desertos, você sabe — sabe? — não param nunca de crescer.
Ah, esses vastos desertos em torno das margens do rio lodoso e tão árido que é incapaz de fertilizá-las. Da barca girando no centro do redemoinho, se você estender a mão sobre as águas escuras e erguer bem a cabeça para olhar ao longe, julgará ver as árvores, além do deserto que circunda o rio.
Entre os galhos dessas árvores, macacos tão enlouquecidos quanto aqueles que invadem tua precária jangada, pobre Aguirre, batem-se os humanos perdidos em seus pequenos jogos que supõem grandes. Para sobrepor-se ao ego dos outros, para repetir: sou eu que mando aqui. Para fingir que a morte não existe, e Deus e o amor sim. Pulando de galho em galho, com seus gestos obscenos e gritinhos histéricos, querendo que enlouqueças também. Os dentes arreganhados, os macacos exercitam o poder. Exercitam o desprezível nos escombros da jangada que gira e gira e gira em torno de si mesma, sempre no mesmo ponto inútil, em direção a coisa alguma, enquanto o tempo passa e tudo vira nada.
Do meu apartamento no milésimo andar, bem no centro da ilha de Java, levanto ao máximo o volume do som para que o agudo solo da guitarra mais heavy arrebente todos os tímpanos, inclusive os meus.
Passo horas a te esperar
Mente confusa
Dedos ansiosos
Boca faminta
Corpo em chama
Dê ao menos um sinal
E acalme essa paixão insana
De onde vem a inspiração ? Dos olhos mais brilhantes, da boca mais bonita,do sorriso mais sincero, da pessoa mais perfeita. Você!
O gordinho, emagreceu. O nerdzinho, ficou rico. O que chorava, calou a boca de todo mundo. E você que tanto julgou, se tornou quem mesmo?
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