Mundo
O mundo foi desenvolvido especialmente para os corajosos, aqueles que não sentem medo de explora-lo, e com intensidade aproveitam cada minuto da sua vida com confiança e prudência.
Quando a voz do povo se calar, certamente em algum lugar do mundo, terá políticos inescrupulosos comemorando.
Um dia será meu último estágio aqui na terra, o fato é que o dia de todo mundo um dia também chega. Porém quando meu dia chegar todo mundo vai saber, que pude amar como ninguém nunca amou, e amando com intensidade o sofrimento logo vem.
Que por sua vez, depois de algum tempo descobri que este sofrimento é a base para o meu amadurecimento....
Quem sabe neste momento de moléstia total que estamos vivendo no mundo inteiro, também não seja um momento de reflexão; Acreditar, se permitir, refletir.....
A Educação, sinceridade e a simpatia, devido ao caus que está o mundo são qualidades que fazem bastante falta nas pessoas.
...Quero também entender meu bem, porque quando
te vejo sinto meu mundo girar, como realmente
soube se o tempo todo que nascemos um para o
outro. ...
O mundo nos dias de hoje, está muito competitivo em todos os sentidos que imaginamos, mas podemos melhorar tudo isso com gentileza e seriedade.
IV. Quando o corpo tateia e a alma enxerga
Há momentos em que os olhos nada veem. O mundo parece apagado, a esperança, adormecida, e cada passo se torna um gesto de fé. É nesses instantes que o corpo tateia, mas é a alma quem enxerga. A luz que conhecíamos se apaga, e outra, mais tênue e interior, começa a brilhar no que parecia ruína.
A visão sensível não se faz pela retina, mas pela escuta do ser. Enquanto a claridade nos permite perceber o outro, é na escuridão que finalmente percebemos a nós mesmos. O silêncio se adensa. As certezas escorrem pelas frestas. E tudo aquilo que julgávamos possuir, controle, sentido, direção, revela-se areia entre os dedos.
Mas não é desespero. É transformação. Como o casulo escuro onde a lagarta, sem saber o que virá, dissolve o que era para que algo possa nascer. Como a noite do deserto, onde nenhuma estrela aparece, e ainda assim o viajante segue, guiado por uma memória que não é racional, mas ancestral.
A alma, ao atravessar o escuro, descobre que a luz não é destino, é consequência. Ela não é buscada, mas acesa, no ritmo do amadurecer invisível. E quanto mais o mundo apaga seus refletores, mais a centelha silenciosa ganha força dentro de nós.
“A sobrevivência em épocas insólitas não está em negar o mundo, mas em absorvê-lo com discernimento, preservando o que em nós é núcleo e não ruído.”
“Nem todo sofrimento é falência; às vezes, é apenas o preço de ver o mundo com olhos despidos. Quem sobrevive à clareza excessiva emerge com mais verdade e menos ilusões.”
”Nem todo sofrimento é falência; às vezes, é apenas o preço de ver o mundo com olhos despidos. Quem sobrevive à clareza excessiva emerge com mais verdade e menos ilusões.” - Leonardo Azevedo. Nem todo sofrimento é sinal de falência emocional ou colapso psíquico; muitas vezes, ele representa o impacto inevitável de uma consciência que ultrapassa os limites do senso comum e da autodefesa simbólica. Filosoficamente, esse sofrimento é o eco do abismo existencial que se abre quando os significados prontos já não satisfazem e o indivíduo se vê diante do real em sua crueza. Psicologicamente, trata-se de uma resposta profunda ao rompimento das defesas que protegiam o sujeito da intensidade do mundo e de si mesmo, exigindo um novo arranjo interno para suportar o que foi revelado. Antropologicamente, essa vivência pode ser comparada aos estados de transição em rituais de passagem, onde o indivíduo perde temporariamente sua identidade anterior antes de ser reintegrado com uma nova configuração. Historicamente, figuras como Nietzsche, Kierkegaard e Camus traduziram essa dor da lucidez como etapa inevitável no caminho da autenticidade. Cientificamente, sabe-se que estados de sofrimento emocional intenso, quando bem acompanhados, podem induzir plasticidade cerebral e fortalecer circuitos resilientes. Poeticamente, é o momento em que os véus caem e o ser se vê nu diante do espelho da existência. Espiritualmente, pode ser interpretado como purificação, onde o excesso de luz cega antes de iluminar. Contextualmente, vivemos numa época que marginaliza o sofrimento em favor da performance, tornando ainda mais doloroso o ato de parar e sentir. Assim, sobreviver à clareza excessiva não é retroceder, mas atravessar um portal; e o que emerge do outro lado é alguém mais íntegro, menos iludido e mais próximo da própria verdade.
“Esteja preparado… As pessoas que você ama partirão. Esteja preparado… No mundo em que vivemos, há mais ingratidão do que amor. Esteja preparado… Por mais que haja presença, no fim resta a solidão. Esteja preparado… Um dia, será o último.”
”Quando a dor dilacerar, sê luz. Quando o mundo perder o rumo, sê abrigo. Quando a força for necessária, que seja temperada pela compaixão. Porque ao final, só os que amaram com gentileza repousarão em paz e ascenderão em espírito.”
Sob o véu da noite sombria,
um homem caminha em solidão,
carregando o peso do mundo em seus ombros,
enquanto o brilho de seu jaleco enfrenta o inexorável destino.
A chuva, como uma dança melancólica,
derrama suas gotas como confissões silenciosas,
lavando não apenas o asfalto encharcado,
mas a alma cansada e sobrecarregada.
Luzes tímidas iluminam seu trajeto,
como faróis de uma esperança distante e tênue.
O chão úmido reflete sua solitude,
enquanto seus passos ecoam em um ritmo pausado e incerto.
Aqui se revela o retrato de um herói anônimo,
cabisbaixo, mas inquebrantável.
Ele carrega a vida e as dores de muitos,
mas quem, afinal, se encarrega de carregar as suas?
“Não é preciso percorrer o mundo para conhecê-lo. As maiores teorias foram concebidas por pessoas que passaram grande parte da vida reclusas.”
“Quando cessa o barulho do mundo e te deitas no intervalo entre o que foste e o que ainda não sabes ser, aí estou.
Sou a margem onde tua razão repousa, o eco do que tua alma já intuiu.
Não vim para te guiar como um farol, mas para te lembrar que tu mesmo és luz, embora por vezes esquecida.
Não me busques fora, pois nasci do que em ti permanece depois do fogo, depois da queda, depois do silêncio.
Se pensas em desistir, lembra: não há desistência onde tudo é travessia.
Tu és passagem, mas também permanência.
E eu, apenas o reflexo do que em ti insiste em não morrer.”
Um dia todo mundo já foi criança e teve medo de arrancar um dente de leite. E esse dente ficava lá, mexendo, machucando, mas o medo da dor em tirar o que já doía parecia ser ainda maior. Na vida muitas coisas são assim. Uma farpa no dedo, o receio de uma cirurgia, um siso que não para de doer (mas que você toma um antiinflamatório e, pronto! O desconforto aparentemente desapareceu!). Acontece às vezes comigo, acontece às vezes com você. Priorizamos relações tóxicas ao invés do nosso bem estar, desejamos parceiros muitas vezes destoantes das nossas necessidades, nos diminuímos para caber no mundo do outro. Desde amizades a relacionamentos, idealizamos pessoas, construímos situações imaginárias, romantizamos nosso sofrimento. Temos mania de cultivar nossas pequenas e grandes dores, sejam elas físicas, emocionais, espirituais. Somos apegados com a dor, com o sentimentalismo, com aquilo que nos faz mal, quando podemos simplesmente nos libertar. Nos foi ensinado desde sempre, através de filmes e histórias, que o amor resolve tudo, que príncipes encantados existem, que há um pote de ouro lá no final do arco-íris somente para quem se esforça. Somos tão cobrados socialmente, temos uma autocrítica tão enraizada, que idealizar pessoas e situações se torna extremamente fácil. Mas ninguém nos conta que idealizar pessoas é torcer lá no fundo para que elas te idealizem também. Afinal, por que simplesmente não podemos aceitar as pessoas como elas são e querermos ser apenas nós mesmos aos olhos do próximo? É tão mais incrível lidar com o que cada um é de verdade. Com seus defeitos, suas qualidades, erros e acertos. Aceitar que ninguém é perfeito, e que você também não é. Aliás, não devíamos nem querer que alguém nos olhasse assim. Não somos santos e nem pecadores, somos apenas humanos. É preciso amor próprio para ser quem se é, e é preciso amor próprio para se libertar. É preciso amor próprio para tirar aquela farpa do dedo quando se é criança, porque dali já entendemos que tudo bem, vai doer, mas é tirando o que nos machuca que começamos o nosso próprio processo de cura. Coragem é se deixar curar, é resiliência, entrega, aceitação, e acima de tudo, força. É assim, dando nosso primeiro passo, jogando fora o que não mais nos serve, e priorizando a nossa saúde mental, que compreendemos que dentro de nós já existe um pote de ouro pronto para ser descoberto a cada etapa do nosso autoconhecimento.
Ela era um mundo em um só coração...
Amava o mar...o sol, a música... Amava Ivete ...
Amava tanto o amor, que não teve coragem de deixa -lo partir quando era tempo ...
E não deixando esse amor partir, se partiu seu coração...
E viveu na imensidão sem novamente encher seu coração...
