Mundo
No mundo vil, de muita gente fria, todo mundo sentiu, um dia, sensação horrível de sentir invisível.
O agora e o depois são irmãos do ora pois, andam os dois por este mundo afora, não gosto do depois, só do agora, não deixe nada pra depois, ele não existe agora.
Sonho um mundo sem sem maldade, só amor e saudade, em cada coração um paraíso, em cada saudação um sorriso.
Andei por este mundo sem fim, conheci pessoas de todas as idades e tamanhos guaçus e mirins, visitei muitas cidades, parques e jardins, sentido o perfume das rosas cravos e jasmins, e um dia encontrei você, a flor mais linda dos jardins.
Sonhei que a violência é fantasia e a guerra é utopia, um mundo de amores onde as armas viraram flores.
O mundo está mudando, continue acompanhando a realidade e atualizado, quem não produz com qualidade, sai do mercado.
O mundo tem dor todo dia, tem dor que judia e dor que maltrata, a dor dos passarinhos que perdem seus ninhos nos incêndios das matas. Na dor do amor é o coração que dói, e a dor da ingratidão é a dor que corrói.
Pode crer que o mundo vai ter menos dor, muito mais amor, esperança e segurança, quando todo povo aprender fazer a política da boa vizinhança.
[Verso]
Fui lançado ao vento sem direção
Sentença de um mundo sem compreensão
Entre sombras eu busco minha razão
Na solitude encontro meu coração
[Verso 2]
Sozinho em terras que ninguém quer ver
Onde a luz do sol se esconde do poder
É na dor que nascem forças ocultas
E vejo que minhas feridas são cultas
[Refrão]
No silêncio ecoa a voz da vida
Um grito que a alma perdida abriga
Da solidão nasce a chama da verdade
E descubro o valor da eternidade
[Ponte]
Olhos que julgavam agora olham prantos
A força emerge dos mais longos cantos
Grito mudo que o universo abraça
Na escuridão eu encontro a graça
[Verso 3]
Caminhos tortuosos que escolhi
Levando-me a ver o que nunca vi
Na penumbra floresce a compreensão
O exílio tornou-se forte lição
[Refrão]
No silêncio ecoa a voz da vida
Um grito que a alma perdida abriga
Da solidão nasce a chama da verdade
E descubro o valor da eternidade
Posso eu, ser desse mundo? Onde o certo é disfarçar, no sorriso dolorido todos os cacos de vidros mordidos na força do maxilar ansioso?
Sua timidez dentro deste mundo reflete que deseja muito mais que um amor efêmero, seus olhares mostram caminhos que não podemos percorrer, seu incômodo e falta de sono demonstram desejos ocultos, seus olhos apaixonados, sabendo que não podem amar, mudam num olhar, se tornam por de Sol , dizendo: pode ir meu amor, te quero, mas daqui não podemos passar. Seu por de Sol é lindo.
De fato não farei do mundo um lugar melhor, mas tento todos os dias de minha vida ser alguém melhor neste mundo.
Explorando esse mundo, conheci uma planta que te leva para outro lugar, sem ter que sair de lá, por causa dessa planta houvesse Guerras e Glórias e muitos mataram e morrerão por ela, então será que é a erva a culpada ou é o mundo para onde ela te leva. Foi essa a reflexão.
As vezes criamos um mundo, onde não sabemos ainda como viver nele, porque nunca estivemos lá. Mas desejamos por conta da ignorância.
CULTURA DA EMBALAGEM
.
O mundo em que nós vivemos
É o da cultura da embalagem
Que despreza o conteúdo
Priorizando a imagem:
Da pessoa que tem riqueza;
A prendada de beleza;
Da virtude e da coragem.
Esse pacote de virtude
De nada importa ter
Basta apenas que se cuide
Do disfarce em parecer!
.
Poesia inspirada no texto de Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio (1940-2015)
