Mundo
"Em nosso mundo multiverso,
a interpretação de eventos
e a concepção da nossa percepção
é a parte essencial da nossa existência,
da causa e efeito,
denominada de tempo.
E mesmo assim o ser desperdiça.
Ainda mais sabendo
que ele não volta."
Em nosso mundo multiverso,
a interpretação de eventos
e a concepção da nossa percepção
é a parte essencial da nossa existência,
da causa e efeito,
denominada de tempo.
E mesmo assim,
o ser desperdiça.
Ainda mais sabendo que ele não volta.
No princípio do tempo humano,
quando a vida ainda aprendia a existir,
foi na mulher que o mundo encontrou
sua primeira filosofia:
a de gerar, cuidar e resistir.
Ela é a síntese silenciosa
entre força e sensibilidade,
o ponto onde a fragilidade aparente
se transforma em potência.
Enquanto a história escrevia guerras,
muitas vezes foi ela
quem escreveu a continuidade da vida.
Ser mulher é carregar um paradoxo:
ser abrigo e batalha,
ser origem e caminho,
ser pergunta e resposta do próprio tempo.
Talvez por isso o universo
tenha confiado a ela o mistério mais profundo:
o de transformar dor em criação
e esperança em futuro.
Porque onde uma mulher permanece de pé,
a humanidade inteira ainda tem
motivos para continuar.
Às vezes, o mundo espera que a gente simplesmente "siga em frente", como se o tempo fosse uma borracha capaz de apagar o que foi gravado na alma. Mas, para mim, o tempo decidiu parar.
Eu tomei uma decisão. Já que não posso mais caminhar ao seu lado, decidi viver com as memórias dos nossos momentos. Muita gente diz que o tempo cura um coração partido, mas a verdade é que, desde o instante em que nos separamos, o meu relógio não andou mais nem um segundo. Para mim, ainda é aquele ontem onde éramos felizes.
É inútil tentar dizer o contrário ou fingir que o desejo de te ter por perto diminuiu. Eu não consigo parar de amar você. Por isso, escolhi transformar minhas lembranças em um refúgio. Vou viver minha vida nos "sonhos de ontem", naquelas horas felizes que conhecemos há tanto tempo, mas que ainda brilham com a mesma intensidade na minha mente.
Sei que o azul da saudade ainda me acompanha, mas prefiro essa tristeza acompanhada da sua lembrança do que o vazio de tentar te esquecer. Você permanece sendo o meu primeiro e eterno amor.
Com todo o amor que o tempo não pôde levar.
A solução para o mundo tá em mim mesmo, mudando meu próprio mundo, meu mundo interno, meus comportamentos, meus valores, minhas atitudes, minhas ações, meus sentimentos, meus pensamentos. Quando eu mudo, o mundo muda pra mim, porque o que vejo fora reflete o que carrego dentro.
Se cada um mudasse a si mesmo, cuidasse de suas escolhas, seus gestos, suas palavras, sem tentar impor mudança ao outro ou ao todo, o mundo mudaria. O mundo é feito de cada um, e o que cada um faz de si vira parte do todo.
E o que mais me assusta é perceber que o mundo continua girando lá fora, indiferente ao meu inverno particular. As pessoas passam, as luzes da cidade se acendem, mas eu sinto como se estivesse preso em um porta-retratos antigo. Eu tento me convencer de que o vazio que você deixou é espaço para algo novo, mas a verdade é que esse espaço dói. É um eco constante de tudo o que fomos e de tudo o que eu não sei como deixar de ser.
Às vezes, eu fecho os olhos e tento lembrar como era respirar sem sentir esse aperto, como era ver o sol se pôr sem sentir que ele está levando um pedaço de mim junto. Mas a memória é uma faca de dois gumes: ela me mantém vivo, mas também me impede de cicatrizar. Eu me vejo procurando seu rosto em estranhos, ouvindo sua risada no barulho da chuva, e percebo que ainda estou longe de encontrar o caminho de volta para casa — para aquela casa que existia dentro de mim antes de você.
Não estou pedindo para você voltar, nem implorando por compaixão. Só precisava colocar em palavras que essa 'cidade fria' não é feita de concreto, mas da ausência de nós dois. Estou aqui, tentando sobreviver à tempestade, esperando o dia em que eu possa olhar para uma flor e não me ver nela, murchando.
Se minha insistência operasse em sentido inverso, o mundo não avançaria nem recuaria: estacionaria num empate de alta precisão técnica.
Este mundo muito me intriga:
o simples vira complexo e o dificultoso, às vezes, fazemos involuntariamente.
"É um peso dobrado quando o mundo digital e o mundo real parecem travar ao mesmo tempo, não é? A sensação de que nada flui — nem a tecnologia, nem a conexão com quem a gente ama — cansa a alma."
A criação de milhares de poemas e frases de efeito sobre o amor mostra que o mundo está tão sem esse sentimento que está começando a mistificá-lo.
Essa Tal Modernidade
O mundo moderno é cheio de nuances que muitas vezes engolimos calados. Sábios pesquisam, experimentam e, ainda assim, não chegam a conclusões definitivas; as dúvidas persistem e, por vezes, se ampliam diante do status quo. Já os incautos do conhecimento, na linguagem criada por eles mesmos chamados de idiotas, exibem prontamente certezas ruidosas, empolgam-se com teses artificiais e chegam rapidamente às mais mirabolantes conclusões.
A dificuldade de escutar, aliada à febre da chamada leitura dinâmica, gera intelectos rasteiros, repletos de pseudorrazões. A antiga aliança entre o desejo de saber e a pesquisa praticamente desapareceu. Questionamentos naturais e concepções enraizadas na razão perderam espaço para leituras de manchetes e informações sinopsadas, que hoje parecem conter o contexto de nossa sociedade.
A crise do século XIV foi provocada por uma combinação de fatores: a crise agrícola e a fome decorrentes de más colheitas, agravadas pela Grande Fome de 1315–1317; a devastação causada pela Peste Negra, que matou cerca de um terço da população europeia; os efeitos destrutivos de conflitos prolongados como a Guerra dos Cem Anos (1337–1453); e o aumento das tensões sociais que geraram revoltas camponesas, como a Revolta dos Camponeses de 1381. Esses fatores enfraqueceram o sistema feudal e mergulharam a Europa em profunda instabilidade.
Há quem sustente que tudo isso foi consequência do afastamento do homem da religião, interpretação difundida por setores da própria Igreja medieval, então grande detentora de terras e poder político.
No presente, o estancamento do conhecimento que vivemos pode ser associado ao distanciamento da leitura didático-hedonista e à supremacia de uma tecnologia que incentiva o “saber fácil”. A antiga pesquisa, realizada em diversos livros impressos e confrontando autores e ideias, perdeu espaço para cliques rápidos que oferecem um conhecimento leve e, muitas vezes, superficial.
Ainda assim, a defesa integral da tecnologia como fonte preponderante em nosso trabalho diário será sempre minha bandeira. A utilização racional dessa ferramenta nos conduz a ratificar e ampliar substancialmente o conhecimento. A convergência entre saber empírico, ciência e tecnologia torna-se um levante do bem para a expansão maciça de nosso entendimento.
Ver todo mundo avançando enquanto você parece parado é uma das dores mais comuns (e mais silenciosas) da vida adulta.
