Mulher poema Ventre

Cerca de 19270 poema Mulher Ventre

A lá Romana,
De curvas insana,
Loira linda vestida de dama,
Desejo te despida na cama,
Sensualidade sem drama,
Sua pele que queima me inflama,
Lábios molhados que chama,
Entorpece meus olhos com sua beleza, alucina.

Os vinte anos remetem ao fim da mocidade
Inicia-se um ciclo escorregadio, o prêmio marcado pela idade
Tem marcas mais profundas, o deleite de uma esperança
Calada tão cedo por uma política de amargas alianças

Meu país não é meu lar
Não me restam forças, inda na mocidade, para lutar
Essa profundeza de abismo coberta por purpurina
Não engana minha mocidade, trágica euforia

Ser não mais nova
Ser inda não velha
Resistir para que os versos em mim resistam
Insistir para que as saudades em mim não consistam
Com o eterno esperar



Olhos de alma inquieta
Tão só, naufragada
Refugiei-me em ilusões incertas
Sonhei como marinheiro, a espera da alvorada


Vinte anos, o nada
Bilhões de anos, astrais
De que me valeria a estadia
Se a alma não regozija? Se a alma não tem paz?

E de que valeria a paz
Se só se mostra ela presente
Ao término do ciclo
Da vida intermitente?

Se tantos sonhos ainda sonho
Se tantos versos não sou mais capaz de compor
Por onde anda o sonho de marinheiro
Que um dia em meu peito desabrochou?


Se puder, eu, enfim, ser borboleta
Sem rumo, vagar entre flores do equinócio primaveril...
Por que não veneramos também as mariposas
De vidas noturnas, outonais de abril?


Se tantos sonhos já desisti de sonhar
Por que ainda é latente no peito
O esboço do desejo
Da eterna desventura?


Eu quero me calar
Eu quero gritar aos mares
Para a moça bonita que passa
Que traga a vida na morte
A resposta inconstante
De como se navega para o norte


Fatigada dos sonhos
Do deixar de sonhar
Alçar os céus no prumo da borboleta
Nos ventres da mariposa, repousar.

DELÍRIO

Acima da cintura, ela é toda cetim púrpura, luminescências das lantejoulas, marfins no colo. O redondo do violão guarnecido por um vermelho-escarlate, figurinhas de melancias, caranguejos e moluscos. Suas pernas estão em matizes caribenhos: esverdeados-mares. As pontinhas das orelhas adornadas por duas açucenas, as maçãs são manjares-turcos e o queixo um caracol estático.
Isso é porque falo somente da pele!

Se ninguém te quiser… eu quero

Se ninguém mais te quiser, eu quero.
Quero dizer-te que o verdadeiro amor é descomplicado,
Não acusa, nem revolta e sempre está por perto,
É amigo, companheiro e não austero.

Se ninguém mais te quiser, eu quero.
Quero ficar bem quietinho contigo e repensar
Junto, os teus momentos ruins e ser sincero,
Somente o bem vou lhe desejar.

Se ninguém mais te quiser, eu quero.
Quero falar-te com o calor do meu corpo em movimentos,
Repetir muitas vezes o meu abraço, que se eterno,
Aquecerá a todos os teus momentos.

Se ninguém mais te quiser, eu quero.
Quero beijá-la de uma maneira especial
E com muito carinho e esmero,
Dizer-te que para mim é a mulher ideal.

Se ninguém mais te quiser, eu quero.
Quero ser a tua sombra no verão,
O teu aquecer no inverno
E se não for pedir muito, o pulsar do teu coração.

Assim, se um dia ninguém te quiser, eu que quero!
Quero ser dos teus sonhos o luar
E se a tua vida enfim se complicar,
Se ninguém mais te quiser... eu quero.

Sei muito bem para onde sigo,
para que, porque e muito mais,
não gosto de brincadeira comigo,
levo a vida a sério e em paz !

Ela sabe da sua beleza
Mas sabe que sua beleza
Não é nada pois sua simplicidade
é sua fortaleza

Ela voa sem asas
Encara a correnteza
O mundo é sua casa onde ela senta põe o pé na mesa

Hoje eu tô afim de comer uma coisa diferente, a gente marca almoçar de pretexto, e logo já parte pra sobremesa...
#eutôcomumafome
😉

Posso ser Pagu ou a doce Ruth.
Pouso de Merilyn, mas escondo a Joana D'arc em meu sangue.
Fui Capitu um dia, e vivo como Loreley.
Mexo e arrumo a casa como Isaura e
sou Clarice quando tomo um café e acendo um cigarro.
Quando quero exigir sou Cleópatra.
E quando danço sou apenas Mata Hari.
Evita Peron habita-me na luta diária.
No trabalho artesanal sou Frida Kahlo e
quando me encanto, sou Alice perdida nas maravilhas.
Quando amo sou uma Bruxa encantada e
quando peco sou Fada perdida no mundo.
Sinto vontade de voar, Amélia voaria comigo.
Já nem escrevo mais para Agatha, pois ela se tornou
personagem policial dos livros de Coralina.
Ponho um vestido preto, pinto os olhos e vejo no
espelho a doce e fatal Theda quando a sétima
arte é Bara.
Minhas amiga Thelma e Louise me aconselham
Afrodite acorda e volta para o Olímpo.

Uma poltrona, violão... Cerveja, lenha e fogão!
O pensamento voado longe como asas de um avião.
Esperando encontrar logo o que move a paixão.
Paixão que a esta altura, faz lembrar da ternura.
Da linda mulher madura.
Dando asas a loucura.

Eu sorrio
Eu sou Rio
Eu só rio
Quem é do Rio ama sexta-feira
Vive de bobeira
Só na brincadeira
É trabalhadeira
Ahhhh, mas hoje é sexta feira

Cuidar não é pagar as contas
Amar não é só sair em festas
Proteger não é ser valentão
Namorar não é só cama
Estar ao lado, é também escutar
Atitude não é exibir-se mas dar caminhos
Aconselhar é também ensinar
Pra sempre não é três meses
DR... Não é brigar ,mas solucionar
Apresentar a Deus, é ter responsabilidade.
Ter mulher bonita não é troféu
E torná-la mais bela, é faze-la sorrir e vice versa
E a formula pra dar certo é perdão + gratidão
E a felicidade é viver os momentos.
E casal de bem, tem sempre Deus.
E quem tem Deus e ama, não fala de separação.

Clareza

A gente amadurece, aquece, merece.
A gente é persistente, crente na gente e até valente.
A gente se ama, clama e é chama.
A gente até aguenta, tenta e não lamenta.
Porque basta ser criativa, ativa e positiva.
Porque sabemos ser gratos, um pouco chatos, mas por serem natos.
Porque é preciso ter clareza, sucesso é ter certeza da sua própria natureza.

Para minha esposa, no Dia dos Namorados

No entardecer de minha vida, já quando o olhar, o céu do me apaixonar estava cinza, o sol transpassa as nuvens e ilumina minha estrada. Uma mulher, linda, gentil, carinhosa, com uma alma angelical e olhar apaixonante, me arrebata. Obrigado, meu Pai celestial. Te amo!

Ultimamente tenho experimentado um gostinho maravilhoso: O da reestruturação. Não há preço que pague a paz de estar em paz consigo mesma. Respirar aliviada e se sentir linda, por dentro e por fora. Voltar a sorrir com a alma ao invés de com os dentes. Voltar a se sentir viva, coração pulsante e valente, ainda vazio, mas transbordante de sentimentos bons. Tanta coisa ganhou cor, faço tudo com mais vontade e entusiasmo. Parece que me deram um choque de animo, vai ver foi isso, me reanimaram quando eu achava que já estava morta. A vida é uma danada que não para de me surpreender. Mudei tudo em mim, joguei fora tanta coisa, tanta gente, passei de fase, avancei um nível. Evoluí de uma tal forma que não vejo mais a superfície, vou mais afundo, eu enxergo o que tem dentro. E é lá que mora a minha real felicidade.

-Andressa Escobar

Ela era uma menina que tinha esperanças. Ela achava que poderia encontrar no outro sabedoria e maturidade para lidar com a profundidade de ser quem ela é. Ela só desejava um amor livre que entendesse que dar carinho não são algemas, que ter educação é o fundamental para as relações humanas. Ela não anseia no momento um compromisso, ela só gostaria de um'' bom dia'', ''muito obrigado'', ''como você esta?'', ''Beijos, estou indo''. Ela se pergunta: Será que é tão difícil deixar o pavor dos sentimentos de lado e ser cortês? Talvez seja o jeito dela intenso de viver que assusta. O mau do menino é não saber interpretar a menina que de menina nada tem, pois é mulher.

-Andressa Escobar

EU SOU A POESIA...

Debruçada no papel
De noite, lua e estrelas
De dia, teu favo de mel
A mergulhar em cheiro
No pomar de flores no céu.

Eu sou a poesia...
Sinônimo que tira o teu sono
na efêmera madrugada
te levando ao êxtase
do mais intenso prazer.

Eu sou a poesia...
Que ludibria os teus sentidos
E em algumas doses de vinho
Embriago a tua alma
E viro musa no paraíso.

Eu sou a poesia...
Que ao se despir pra ti
Transforma o teu olhar
E fala com o teu corpo
No insensato pensar.

Eu sou a poesia...
Que te faz dormir
No acalanto dos seios
Cobrindo o perene amor
Dos dias forasteiros.

Eu sou a poesia...
Que arranha os teus versos
Beijando-te em palavras
Vorazes, completas
Em poema, derramadas.

Eu sou a poesia...
Que ao acordar te faz poeta
De rimas, versos e estradas
Dantes vida jamais trilhada
Nas vias da tua jornada.

(Celeste Farias, BH, 20/11/2013)

Piso como uma criança, porque a vida é curta demais para se ter cautela.
Piso como uma guerreira, pois ninguém vai marchar por mim se eu não o fizer antes.
Piso como uma mulher, para que meus saltos sejam o primeiro palco das minhas virtudes.
Piso como uma peregrina, para que o “lá” seja sempre uma deliciosa caminhada.

Ainda sou aquela menina que acredita que no fim tudo dá certo, e é essa filosofia que me mantém em pé!
Ainda sou aquela menina que escreve poemas e depois rasga o papel com vergonha de alguém ler!
Ainda sou aquela menina que vê o mundo de um jeito bonito, mesmo sabendo que a realidade é outra...
Mas faz tempos que essa menina também virou mulher!
Aquela mulher que dá valor a coisas reais!
Aquela que luta pelo pensa valer a pena... e que entre pessoas, acredita que pouquíssimas valem...
Aquela que acredita que aquilo que não faz bem não vale a pena...
Que quem não faz sorrir não vale a pena... Que quem não dá saudades, não vale a pena...
Aquela que leva um certo tempo pra se apaixonar, e 1/3 dele pra desapegar...
Aquela que enfrenta o mundo inteiro pelo que acredita ser certo, que não liga pro que pensam,...
Aprendi com alguém que ficou pra trás que a vida é feita de momentos... que viver de passado é prolongar sofrimento... acabou, morreu, é adeus!
Já não choro por ninguém, meu rímel é caro pra isso, e porque acredito na filosofia de que quem merece minhas lágrimas é quem não me faria chorar.

Falando de Distância

Para dizer o que sinto preciso me buscar...
Encontrar onde me perdi... O porquê do vazio.
Porque, quando a paz e a plenitude me abraçam, ainda assim sinto tua falta e de todas as emoções doloridas carregadas de paixão, a mesma que lhe causa tanto medo e que te faz fugir...
Não sei. Falta talvez tua sabedoria silenciosa... De querer arrancar-te do silêncio que o maltrata ou talvez porque te enxergo melhor do que possa ser... Mas preciso compreender feito peregrina, o ardor do caminho.
Esse incômodo, essa ausência, essa falta... a rejeição!
E reconstruir-me...
Diminuíram-se os prantos, mas ainda assim, ainda distante, te sinto em mim... Doce e imortal fonte de consolo e amor que despertou na mulher-menina gestos tímidos de carícia e amor.
Te peço, não te esqueças de mim e jamais de tudo o que senti, os poemas a ti dedicados e que te lembres o quanto me cativou um dia... Sempre que puderes, dê noticias! Contento-me com um sorriso, um olhar, até mesmo o sopro de um beijo teu.