Mulher Nota mil
O quê é do meu Brasil
é do meu Brasil,
O quê é da Venezuela
é da Venezuela,
O quê é de um
país é de um país,
Nem por acordo
de cooperação
deve se interferir:
Está porvir
a decisão
do Tribunal Internacional.
O quê eu li transformo
em poema cantando
em ritmo da terceira
estrofe ao som de Lulú Basanta,
porque a Guiana é plana.
Conflitos internos
não podem alterar a História
e nem servir de argumento,
Mesmo que digam que
ativistas sociais continuem
sendo presos porque
separar os fatos é preciso.
Falando de tudo isso
os meus poemas da dupla
fronteira venezuelana e brasileira,
somente a mim pertencem
tal qual os lamentos sobre
o General, paisanos, a tropa
e o velho tupamaro em greve
de fome injustamente presos.
No Wei-Assipu-tepui
e no Monte Roraima
estão nossa dupla-fronteira
venezuelana e brasileira
e os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros dez tepuis habitam.
O tempo está passando
o velho líder tupamaro
segue em desamparo
sem ver o sol da justiça,
São dezoito dias em calvário
no afã de ser escutado
pela fera da revolução
que vem devorando
pouco a pouco os seus filhos,
Um mártir e outros
para ela não foi o suficiente,
Os olhos de Baduel
aparecem na minha mente.
Por insistência lembro
do General preso injustamente
por causa de um falsa acusação
de instigação a rebelião contra ele,
Já passaram mais de quatro anos,
nada foi provado
e o processo continua paralisado.
Não esqueço nunca dos paisanos
e da tropa que estão passando
pelo mesmo horror,
Não adianta fazer festa
para o Esequibo e no dia seguinte
continuar usando o mapa errado.
Sem retórica nenhuma de poesia contemporânea já deveriam
ter aprendido que a Guiana é plana,
E a cantar como Lulú Basanta
e cultivar na vida a esperança.
No Kukenan-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
Mil formas de Amar
Epílogo:
O Amor pode se expressar em suas mil formas!!! É a linguagem mais antiga da natureza!!! Estava lá! Mas não percebia! Me chamava,Mas eu não ouvia!Até que no silêncio fechei os olhos! então pude senti-lo e decifra-lo !!!
E compreender todas as suas mil formas!!!
O General continua preso
injustamente há mais
de quatros anos por causa
de uma falsa acusação
de instigação a rebelião,
e sem nenhuma previsão
de justiça simplesmente.
Há paisanos e militares
em trágica situação
igual onde as vidas
estão contando com
o milagre do encontro,
diálogo e da reconciliação.
Expresso preocupação
pela vida do velho tupamaro
em espírito de rebelião
que não come há vinte dias,
E preocupada com
as últimas notícias do que
dizem estar passando os presos
de consciência em Fuerte Tiuna
Separar os fatos é preciso,
devolver o território
à Venezuela é um imperativo
que a Corte Internacional deve
agir em nome do que é de Direito.
E no Achipo-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
(contando tudo isso e mais um pouco)
e nos outros onze tepuis habitam.
Daqui onde se fecharam
muitas bibliotecas,
Vem virando um grande
gabinete a céu aberto
de mentes vazias
que só têm nutrido
as almas com idolatrias.
Para tentar salvar a mim
mesma e quem me lê,
E por ambição encontrar
uma luz no final do túnel
para os presos de consciência,
aqui estão os meus
versos latino-americanos
à um General e uma tropa
porque eles estão presos onde
o tempo não passa e sufoca.
Não é fácil, entendo e respeito
e eu sei que leva tempo
segurar firme os rumos
para que os distraídos não
se deixem ir pelas águas aparentemente tranquilas
e nas delícias saborosas
que na verdade não
passam de armadilhas.
Só sei que enquanto não
houver uma resposta
satisfatória ao velho tupamaro,
ao General injustiçado,
aos presos políticos como eles
e o mapa e rumos continuarem
sem ser corrigidos:
serei a continental inquietação.
As pessoas reclamam,
a irmã reclama,
Os amigos reclamam,
todo mundo reclama,
E eu que não tenho nada
a ver com a História também,
Devemos ser solidários
para o nosso próprio bem.
Enquanto reclamo fico
contando e recontando tepuis,
e assim tem sido desde
dois mil e dezoito pouco
depois da prisão injusta
que o General preso continua
passando por pelo aumento
de restrições ainda mais
fortes junto com outros
presos de consciência
em Fuerte Tiuna.
Ah, eu sou a voz da minha
Mãe que pela vida
do velho tupamaro e pelo
Esequibo também reclama,
Não se esqueçam disso,
dele que está passando
por greve de fome há mais
de vinte dias e com a vida
em perigo porque
a Justiça não dá ouvidos
O quê é de política é de política,
E o quê é de direito
de recuperação territorial
É de direito
de recuperação territorial;
Em vez de quedas de braço
inúteis já deveriam ter
feito a reconciliação nacional.
E no Yuruani-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
(contando tudo isso e mais um pouco)
e nos outros onze tepuis habitam.
As artes postais que
pediam basta de guerra
foram recusadas em prédios
públicos na Argentina,
Fiquei muito perplexa
quando soube da notícia.
No meio da praça cada
arte foi parar como
alma exposta no varal
graças ao esforço sem
igual da artista coerente
com a soberania pátria
sobre as ilhas Malvinas.
A América Latina vem
sendo rodeada por
detestáveis sombras
e o interminável
pesadelo de olhos
abertos de todo o Haiti:
(Não é exclusivo daí,
é sobre tudo o quê
se avizinha sobre nossas vidas).
Todos estamos sitiados
por relapsos,
e como isso dói daqui.
Deixo tudo isso registrado
nestes versos latino-americanos
enquanto o tempo passa
e vejo a partida do velho tupamaro,
a injustiça operante contra
paisanos, uma tropa e um General,
e toda a nossa região mergulhada num interminável caos e desgraça.
E ainda há de se consertar um mapa,
e quero que você saiba que noGuadacapiapu-tepui
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
Ninguém pode pisar
na Bandeira do meu País
cantando, dançando
e em nenhuma hipótese;
A Bandeira do meu País
e sagrada como a poesia
que a liberdade prega.
Defendo as tradições
da minha Pátria,
de muitas outras
e da nossa América Latina.
Em mim também
vive o Libertador
em cada reclamo pelo General,
pela tropa, pelo velho
tupamaro e por paisanos
que tenho feito com ardor.
Tudo aquilo que
não gera direito
de restituição,
Não cabe lembrar
para ferir a alma
por provocação.
Reclamação é
dizer algo que não
está bom ou que
nunca esteve bom.
Provocação é ferir
a alma do outro
para cair no vazio
do banquete de ego
e perder a razão.
Prefiro sempre
reclamar porque
uma reclamação
pode ser a ponte
para a solução.
Longe de mim
fazer qualquer
tipo de provocação,
é preciso dizer
que o velho tupamaro
está chegando a exaustão,
é preciso dizer
que há uma tropa, um General
e paisanos em igual exaustão;
é preciso dizer que tudo
isso vem sendo reclamado
por causa de uma
cultura de forte repressão.
Há parte de um território
que virou zona em reclamação,
e muitos continuam fechar
as mentes, os olhos e os corações.
Pois no Ilu-tepui e nas estações
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
"Perdi me mil vezes".
Oh amado meu, encontrou me uma vez, nunca se desfez, nunca se apartou de mim, perdi me mil vezes, foram tantas promessas, tantas tentativas, confesso queria, nem sempre alcancei, pequeno, simplório e fraco, vivo em prantos, clamo pelo teu prato, teu pão e tua água, eu sozinho, não consigo tirar a pedra do sapato, o inimigo é perverso de fato, mas não resiste, oh amado meu, que me encontraste, quando estive em devaneio, tonto, ébrio, cheio de desequilibrio, muitas vezes o inimigo propulsor, fazendo me auto perseguidor, inocente e ferido, acanhado e reprimido, causou me dor o inimigo, mil vezes perdi me, pelo santo e poderoso amor, que a mim encontrou, estou a abater o malvado ordinário, encontrou me a abraçar nesse novo cenário.
Giovane Silva Santos
20/08/2022 23:39hs.
Deus abençoe a todos
Um passo para frente
e dez passos para trás...
Depois de quarenta
e nove dias de greve
de fome levaram
o velho tupamaro
para o hospital,
e tudo continua igual.
Um passo para frente
e dez passos para trás...
Sem desejar flertar
com a precipitação
vejo que defensores
de Direitos Humanos
não estão desfrutando
de plena satisfação
no exercício da missão.
Um passo para frente
e dez passos para trás...
Vários casos estão
sendo julgados na frente
e outros ninguém comenta mais.
Um passo para frente
e dez passos para trás...
De muitos da tropa
e do General preso
injustamente não
se lê e nem se ouve
ninguém falar mais.
Um passo para frente
e dez passos para trás...
Sendo a rosa de Evita
no bico da pomba
que entreguei
nas mãos argentinas,
Não me esqueço jamais
das ilhas das Malvinas
e que nosso continente
e região merecem
desfrutar de plena paz.
O quê dói na Argentina
também me dói
a falta de paz e liberdade
constituem uma dívida
sem paz quando porque
existe dentro de casa
a ocupação colonialista.
Estes meus versos
latino-americanos
são feitos da poesia
da dupla fronteira
venezuelana e brasileira:
Não deixam passar
nada esquecido
e reclamam por cada
venezuelano que cabe saber
que é dono do Esequibo.
Refletindo os fatos distantes
e atuais em alta rotação:
(Não me esqueço da tropa
e do General que continuam
injustamente na prisão),
E sigo clamando pela libertação.
Nada mudou em relação
a vida dos presos
consciência e por todos
a minha poética memória
sem escolher a quem:
conta a trágica História
e tem escrito incansáveis
Versos Latino-Americanos
ao General e à uma tropa.
Esta questão interna
não deve impedir a reconquista
do direito territorial,
O Esequibo é da Venezuela
e o Ministro da Guyana
quer tirar o mapa desta visão
histórica e geográfica
muito antes da decisão
da Corte Internacional.
Mesmo sendo o Esequibo
um território em reclamação
o mapa não pode ser ocultado
o povo pode ser calado
e igualmente os meus poemas:
os insatisfeitos que aprendam
a resolver os próprios dilemas.
Que não haja nenhuma
previsão de libertação
para a tropa e o General:
os meus poemas seguirão
falando até encontrar
o mapa do Sol da Justiça
que dê a pacificação
e a mais do que justa libertação.
Quando a liberdade e a vida
estão em jogo
seja a de uma tropa
ou de um General
lá na Venezuela,
Ou alguém precise
de uma palavra
em Tigray, na Ucrânia,
na China ou na Palestina,
Não aposto na uma
última tentativa,
Todo o dia sempre
é um novo dia
para ser a poesia até o final.
Para ser um milionário,
guarde embaixo do colchão
um milhar de boa-fé,
mais cem mil de gratidão.
Quanto ao resto do valor,
invista tudo em amor
no mercado de ação.
Não me surpreendeu
a sua estratégia
híbrida de ferir quem
pensa diferente,
Silenciando vozes,
quebrando os frágeis
e prendendo quem
enxergou a verdade.
Se é passado
não adianta só dizer,
não fique parado,
a hora é agora:
é preciso soltar
o General e a tropa
injustamente aprisionados.
Não adianta continuar
com jogos perversos,
Dizer que tudo é passado
neste país que não
foi de fato reconciliado
e o Esequibo ainda não foi resgatado.
LAGOA SANTA
Encantos mil, bela e exuberante
Lagoa Santa que estremece os corações mais arredios
De manhã, uma revoada de pássaros
Anuncia os acordes de chilreios
De sinfonia do Amor
Tua riqueza de humanismo me
Faz ficar por aqui
Horas a fio a contemplar sua rara beleza..
Onde eu amarrei
minha alma pegando
até inspiração como
esta emprestada
para fazer a consciência
da América Sul libertada
diante de um rumo
incerto e não sabido.
Desde o dia que você
deixou de acreditar
na sua Nação estamos todos
nadando em céu naufragado,
e ouvindo o eco da nossa voz
em pleno Oceano Atlântico
pedindo que resgatem o Esequibo.
Muitos estão se distraindo,
imobilizando o tempo no exílio
e eu um poemário épico
tenho escrito pela liberdade
de um General e uma tropa
presos por causa
de um brutal autoritarismo.
Vestida de luto intenso
por quem reluta
em reconhecer o mapa
que inclui o Esequibo,
Com o coração ferido
pelo General injustamente
acusado de instigação
a rebelião e por uma
tropana prisão igualmente
por motivos políticos.
Quem não se sensibiliza
com tal situação
não ama a própria Nação,
e não é difícil entender
o porquê de tudo isso.
Dá para perceber que
não ama a si mesmo,
Vive o vazio existencial
mais profundo do tempo.
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