Mulher e Arte
No ápice existencial das almas felizes, "espetáculos" acontecem no palco das consciências, irradiando luz nos corações, e transmitindo o magnetismo dos corpos, assim, manifestando a Divina arte... As sombras se dissipam em silêncio, e hoje, áureos já são os tempos, onde a luz carece transceder, e o seu reflexo, deve espargir no majestoso semblante do universo. Sejamos fiéis à arte do Cristo sem medir esforços, meus amados. O que seriam das notas musicais, se não fosse a íntima relação do artista com a bela musicalidade? O que seria do sorriso, ou mesmo da lágrima, se eles não nos causassem qualquer emoção? Como imaginar a sincronia dos corpos do universo, sem considerarmos as leis de atração e gravidade? Tudo funciona conforme as diretrizes de uma Lei soberana, através dos "moldes" que utilizamos, a partir daquilo em que realmente acreditamos, e sob os pilares da obra que humildemente representamos. O trabalho na arte, sob os critérios do mundo invisível, inicia-se na predisposição do "sentimento", desenvolve-se no pulsar da "vibração", eleva-se na construção do "Pensamento", e plenifica-se no aperfeiçoamento da "ação"... Somos "estrelas" dentro de uma infinita constelação, e a Divina Arte, abençoados, é o resultado da soma das nossas luzes individuais...
É chegado o momento de assumirmos com fidelidade a beleza que traduz as emanações regenerativas do ser, que eclode nas mais abissais profundezas da inconsciência e da fragilidade, como auréola santa e libertadora, para os ignorantes da fé e para os aflitos da ignorância; das sombras escuras que escravizam a alma em desatino, rumo as artérias sublimadas do espírito que se renova, na constituição real do Amor Divino...Integralizamos um ser coletivo, que hoje abraça a Terra, mas que também se curva às luzes incandescentes das consagradas "estrelas", que guiam a harmonia na infinidade do cosmos...Quando nos apropriamos deste amor incondicional, a cada segundo, contribuímos com a obra inacabada, alimentamos a vida nos campos e nas relvas, fluidificamos a água dos oceanos e renovamos a polaridade dos continentes; Cantamos para que as flores não só abram suas pétalas, as nuvens não só abrilhantem os céus, mas para que despertem o belo no limiar da nova era...É hora de nos despirmos das vestes escravas do orgulho, para contemplarmos a simplicidade dos nossos irmãos "girassóis"...A música que hoje interpretam nesta obra de imensurável valor, já se torna hino de alegria e de cura para nós do plano invisível...Cada nota, cada sentimento, há de ressoarem infinitos no coração dos Homens, despertando a criatura perdida nos cárceres obscuros da sonoridade entorpecente, para um novo mundo de contemplação e sensibilidade...Os movimentos falam, o semblante comove e a fé liberta, assim podemos compreender a belíssima arte constituída na imagem, no agir e no falar de um simples carpinteiro, que no uso de humildes instrumentos de Vida, nos ensina a criar o belo e a disseminar o "Azul"...
A prioridade do verdadeiro artista é o seu ofício, frisando que o bom profissional não deve permitir que coisa alguma atrapalhe o exercício da sua arte.
Mocidade e textura
.
Defina bem sua necessidade
nesse tempo de pandemia
Resgatar a mocidade
e reencontrar sua harmonia
Brincar com a motricidade
lavando louça na pia
Dialogo com sinceridade
pode gerar boa polifonia
.
Não precisa reinventar a roda,
basta apenas usar de outra forma
Se tal coisa te incomoda,
lembre-se daquela norma
Nada se cria; Nada se perde
Tudo se transforma
.
Tempo de febre
alta temperatura
Tem que passar para que não se quebre
nossa linda cultura
Que como em uma pintura
lança cores com fartura
Lembro-me de partitura
ao aprender cada ligadura
.
Tem que sentir a textura
interpretando toda aquela conjuntura
Como artista cria caricatura
precisão de arte como na acupuntura
.
É preciso gerar um mundo mais honesto
levantar um único estandarte
Que leve amor em cada gesto
e difunda por toda parte
.
Sois muitos Sóis
Não pense que está sós
Somos muitos sons
Apenas reflexões
de belos sonhos bons
.
.
Cores
.
Abrindo os olhos me adianto
Olho meu teto branco
e logo me levanto
Com os pés no meu recanto
a janela destranco
.
É hora do Sol
iluminar o quarto
Esse grande farol
merecia mais um quadro
Sua luz na parede
está dentro do enquadro
Ouço depois do girassol,
na esquina do mato
Um passarinho com sede
canta com e sem bequadro
Peço que se aconchegue
no meu humilde quadrado
Se a(con)chegando o pequeno alado,
minha água comparto
Pousou ao meu lado
E pediu um trato farto
Falou sobre a família
E que chegara mais uma filha
Convidei pra se instalar,
só minhas coisas não podia bicar
Ele agradeceu
Mais tarde apareceu e me surpreendeu
Eram mais de nove,
provenientes da mesma impressora
Não tem quem reprove
aquela galera promissora
Todos na cor laranja
e qualquer música, aquele grupo manja
.
Hoje foi cantado
o caminho trilhado
Disse que os certeiros raios solares
aqueles per-feitos sem esquadro
Tocam ventos polares
daquele lugar gelado
Mas não é suficiente
pra deixar o ninho quente
E ele, o pequeno alado,
buscou novos lugares
Provou novos sabores, viu novas cores,
Conheceu outras flores... sentiu novos ares!
.
E como se eu
fosse enviado por um santo
Mais uma vez me agradeceu
por ouvir seu canto
e lhes dar um lindo canto
Falei que não era pra tanto,
ver eles felizes e livres
já me traz encanto
.
.
O Bailarino
Suave momento de meditação.
Preparo para o início dos movimentos.
Solta no ar o som do violino.
Fecha os olhos. Passa pela mente um sentimento de paz.
Estira o corpo. Esguio. Ponta dos pés elevados. Movimentos lentos e leves. Acompanham o som do instrumento.
Leveza. Delicadeza. Corpo em ação. Passos para direita, pés firmes, gira pelo chão espelhado do palco.
Representar impecável. Arte. Perfeição.
Todo corpo em sintonia. Com o som vibrante.
No momento. Visualiza outros movimentos para seguir.
Dentro do próprio ser. Lembranças. Passado. Presente.
Futuro? Acelera mais os passos flutuando levemente ao som ...
Lágrimas escorrem à face. Curva a cabeça para baixo. Eleva a perna para trás.
O público julgando. A arte? O Bailarino? O espetáculo?
Finaliza. Deitando-se ao piso. Puxa uma pistola discretamente.
Com as mãos firmes. Leva até a cabeça. Aperta o gatilho.
Entre a plateia. Ouve se um alto estampido.
Oh! Gritou uma senhora ao final da cena.
Fecham se as cortinas.
FIM
Caneta e papel é o que você precisa para formar as letras, unir as palavras e navegar no mundo das ideias.
Eu prefiro a morte e não aceitei morrer,
Pois as pessoas precisam de mim.
Pois, embora seja nobre viver pelos outros,
É injusto para mim,
Deveria desejar a vida para mim,
Não para o outro.
Fotografar é...
Fotografar é capturar o instante,
O efêmero momento que passa voando,
E prender no papel, num gesto constante,
A memória que o tempo vai desfiando.
Fotografar é ver além do óbvio,
É espiar a alma que vive escondida,
Transformar luz e sombra em alívio,
Na imagem que guarda o sopro da vida.
É mirar o mundo com olhos atentos,
Desvendar a beleza que muitos não veem,
Revelar os segredos guardados nos ventos,
Os detalhes sutis que poucos retêm.
É fazer da lente um portal do tempo,
Eternizar o riso, a lágrima, o olhar,
Transformar cada clique num monumento
Do instante que insiste em se eternizar.
É dar voz à cena que em silêncio grita,
Ouvir a paisagem que ninguém escuta,
Captar o caos e também a harmonia
De um mundo repleto de luta e ternura.
Fotografar é tocar o invisível,
Sentir na pele o que está além,
É tornar visível o intangível,
Descobrir o que o olhar comum não tem.
É roubar um pedaço de eternidade,
Guardar o agora, para sempre, talvez,
E ao revermos a imagem, em outra idade,
Reviver o passado, a infância, o que já fez.
É um ato de amor e também de coragem,
Desnudar a alma em cada registro,
Contar a verdade, mesmo que a imagem
Nos mostre as rugas, as marcas, o visto.
Fotografar é uma dança de luz e sombra,
Uma busca constante, quase um ritual,
É deixar que o coração assombre
Cada imagem, tornada essencial.
Pois fotografar é, no fim das contas,
Sentir a vida em sua impermanência,
E, com um clique, manter as pontas
Entre o fugaz e a persistência.
É ver o mundo como um milagre raro,
Guardar na lembrança o que é difícil segurar,
E perceber, por um instante tão claro,
Que a vida é breve — mas vale eternizar.
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