Aos poucos frases
A superficialidade ganhou tanto espaço que a checagem dos fatos virou um esforço que poucos estão dispostos a fazer.
Todo trabalho é digno e honroso
Mas poucos são bem remunerados
Então se prepare para o mundo do trabalho e não fique parado
O Pescador era antes de tudo, um homem de família, embora tivesse poucos amigos além daqueles que estavam sempre com ele no barco, ele não era um solitário como se dizia na Vila, apenas mantinha a relação social um pouco restrita para fugir daquela velha dita de que todo pescador gosta de contar mentiras que ninguém acredita.
Ele também não cuidava muito da aparência que era judiada truculenta, afinal era de estar no rio debaixo do sol que ele mais gostava e os peixes e as águas barrentas do rio que ele navegava nunca se importaram com essas coisas de presença.
Sua mente era assim que funcionava, ora calma ora brava, como as ondas esverdeadas que as ventanias do tempo fomavam. Mas o Pescador ligeiro assim como água a toda situação se amoldava, às vezes perdia a calma mas rapidinho a encontrava escondida atrás da serenidade e nunca se desesperava nem quando o tempo fechava e o leme se quebrava naquelas tardes de fortes chuvas, relâmpagos e trovoadas.
Nenhuma tempestade por mais forte que se apresentava desviar seu curso ele deixava. Pois sabia onde o cardume estava e era para lá que ele navegava, e ainda que o rio estivesse revolto os seus pensamentos eram livres, confiantes e soltos do medo que não afeta de forma alguma quem conhece o rio e o condutor do barco que por ele navega.
... e mesmo
um provável tropeço — e não serão
poucos — com o tempo, se revelará como
um bem maior para o espírito, em razão das
dolorosas correções a que se sujeitará, a ponto de transformá-las num eficaz antídoto
aos seus ainda imaturos
desalinhos!
... nada
esperes pelo bem que faças,
seja a quem for - porém, agradeças
por doar algo que poucos ainda possuem
oualcançam - algo que em ti revela-se
intenso, transformador:
a espontaneidade!
Amor,
se fosse
pra entender,
poucos o viveriam,
assim:
Todos
na expectativa
de possíveis
melhores dias,
encana,
desencana,
a veracidade
pairando no olhar;
sem promessas
de excelentes venturas
mas ao mesmo tempo
não deixando
de acreditar.
ALBERT SCHWEITZER E A GÊNESE DO HUMANITARISMO MODERNO.
Por: Marcelo Caetano Monteiro.
Poucos homens do século XX reuniram em si uma convergência tão singular entre erudição, espiritualidade, medicina, filosofia e ação humanitária quanto Albert Schweitzer. Sua trajetória não foi apenas a de um médico que tratava enfermos na África equatorial. Foi a de um pensador que procurou transformar a própria civilização pela ética do “respeito pela vida”.
Nascido em 14 de janeiro de 1875, em Kaysersberg, na Alsácia, Schweitzer cresceu em um ambiente profundamente religioso e intelectual. Filho de pastor luterano, revelou desde cedo uma extraordinária inclinação para a música, a filosofia e a teologia. Ainda jovem, tornou-se reconhecido intérprete de Johann Sebastian Bach, além de pesquisador respeitado no campo teológico e filosófico.
O aspecto mais impressionante de sua biografia, contudo, foi sua ruptura voluntária com uma vida acadêmica confortável. Em 1904, após ler um relato missionário sobre o sofrimento humano no Gabão, Schweitzer decidiu abandonar uma promissora carreira universitária para estudar medicina tropical. Essa decisão marcou um divisor histórico no pensamento humanitário contemporâneo.
Na época, o conceito moderno de organizações humanitárias internacionais ainda era embrionário. O próprio artigo do Instituto Humanitas Unisinos, descreve sua obra como parte da “pré história das ONGs e do trabalho humanitário”. Em outras palavras, Schweitzer antecipou em décadas a lógica humanitária que mais tarde seria institucionalizada por organismos internacionais voltados à assistência médica e social.
Em 1913, acompanhado de sua esposa Hélène Bresslau, enfermeira treinada, partiu para Lambaréné, no Gabão, então colônia francesa. Ali iniciou uma pequena estrutura hospitalar improvisada que se transformaria posteriormente no célebre Hôpital Albert Schweitzer. O hospital especializou-se no tratamento de doenças tropicais, lepra, infecções graves e enfermidades negligenciadas pela medicina europeia da época.
Sua filosofia central era chamada de “Reverência pela Vida”. Para Schweitzer, toda existência possuía dignidade intrínseca. Essa concepção ultrapassava o mero sentimentalismo religioso. Tratava-se de uma ética civilizacional profunda, segundo a qual o ser humano deveria reconhecer valor em toda manifestação da vida. Essa perspectiva influenciaria posteriormente movimentos ligados à bioética, à ecologia e ao humanismo contemporâneo.
Há algo de particularmente emblemático em sua figura. Schweitzer não era apenas um médico altruísta. Era também filósofo, musicólogo, organista, teólogo e pensador ético. Sua obra filosófica “Kulturphilosophie” discutia o declínio moral da civilização europeia moderna e defendia uma reconstrução espiritual da humanidade baseada na compaixão concreta.
Sua notoriedade internacional cresceu ao longo das décadas. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho humanitário e pela defesa da fraternidade entre os povos. O prêmio reconheceu não apenas sua atuação médica, mas sua visão ética universalista. Schweitzer utilizou inclusive o dinheiro do Nobel para ampliar o tratamento de pacientes com hanseníase em Lambaréné.
Outro aspecto frequentemente ignorado foi sua atuação contra armas nucleares. Após a Segunda Guerra Mundial, Schweitzer tornou-se voz internacional contra testes atômicos, alertando sobre os perigos da radiação e da destruição civilizatória. Sua autoridade moral influenciou debates internacionais sobre desarmamento e preservação da vida humana.
Naturalmente, sua figura também gerou controvérsias. Alguns críticos posteriores o acusaram de paternalismo colonial europeu, enquanto outros defenderam que sua obra ultrapassava os limites ideológicos de seu tempo. Ainda assim, mesmo entre debates contemporâneos, permanece praticamente incontestável a magnitude histórica de seu sacrifício pessoal e de sua contribuição à medicina humanitária.
Schweitzer morreu em 4 de setembro de 1965, em Lambaréné, precisamente no lugar onde havia escolhido servir a humanidade. Sua vida permanece como um dos exemplos mais contundentes de coerência moral entre pensamento e ação.
Enquanto muitos intelectuais limitaram-se a escrever tratados sobre ética, Albert Schweitzer decidiu transformar sua própria existência em um testemunho vivo de compaixão civilizatória.
_Fontes: Instituto Humanitas Unisinos, Nobel Prize Official Website Albert Schweitzer Speed Read Nobel Prize
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"Enquanto meu peito é abrigo fácil para o outro, minha entrega é um território que poucos conseguem conquistar."
Hoje a gente brinda pelas lembranças que aparecem sem avisar — e por aprender, aos poucos, a olhar pra elas sem se afogar de novo.
Muitos estão acordados e vêm ensinar a filosofia, mas poucos estão despertos e a aplicam no dia a dia.
Sebastian Striquer
Amo a vida, não por estar numa fase de flores, mas sim pela sorte de ter enfrentado poucos espinhos.
Quanto mais próximos estamos de conhecer os nossos verdadairos desejos, aos poucos libertamos um monstro na sociedade que vivia dentro de nós e não queriamos ver.
Muita gente quer o céu como destino…
mas poucos querem a transformação necessária para caminhar com Deus.
O céu é a continuação de uma vida entregue ao Senhor.
Aos poucos vou me reconstituindo, tentando colar os pedaços de mim que a vida esfarelou, mas sei, com uma dor que queima por dentro, que nunca serei inteiro. Sempre restarão fendas abertas, buracos que sangram lembranças e ausências que me rasgam por dentro.
O sucesso é, para a multidão, uma estatística de posses, para os poucos lúcidos, é a solidez inegociável do Ser.
Muitos anseiam pelo protagonismo da chama, mas poucos se sujeitam à humildade da cinza que carrega o potencial de todo recomeço.
A dor tem uma língua própria, poucos se oferecem para traduzi-la. Conto-a com as mãos e às vezes com olhos partidos. Não peço aplausos, só que alguém tente entender o sotaque. Quando encontro esse ouvido, a dor muda de tom e emagrece. Dividir o idioma do ferimento é já metade da cura.
A esperança é um mapa rabiscado com lágrimas e mãos calejadas, apontando caminhos que poucos ousaram pisar.
