Muda que quando a Gente Muda
Às vezes dá aquela vontade de namorar! Quando ela estiver pra baixo, animar. Fazer ela rir...
Se disser que te odeia, é sinal que quer ouvir que é amada. Reparar detalhes: no sorriso torto sem jeito, na cor da unha… Ela adora ficar tímida, mas não deixa não! Provocar uma competição besta ... quem é mais forte, quem beija mais rápido... e no final solta um “te amo”. Ela adora música e um perfume novo. E repito que eu ainda a amo, que fica incrível de rosa. E sinceramente? Toda felicidade do mundo pra quem gosta de namorar. Ser o cara mais feliz só por ver o sorriso dela. Às vezes dá aquela vontade de namorar...
Quando você encontrar alguém que seja maior que tudo isso, ou talvez alguém que consiga te acompanhar. E quando se gosta da vida que leva, você não muda por qualquer coisa.
Quando você é arrogante demais e acha que está sempre certo, é como se uma parede fosse erguida ao seu redor. Você para de escutar os outros e fica preso nas suas próprias ideias. Acha que sabe tudo e que não precisa de ninguém.
Mas a verdade é essa: quanto mais você se fecha, mais longe fica da resposta certa. Ninguém cresce sozinho. A humildade não é fraqueza – é a sabedoria de quem entende que sempre há algo novo para aprender.
O orgulho excessivo cega. A vida tem um jeito de nos lembrar que, por mais que a gente pense que voa alto, sempre podemos cair. A verdadeira força está em saber que não temos todas as respostas.
Cuidado com excesso...
Mesmo que seja às vezes...
...coisa de gente!
Quando um "olá" é respondido com grosseria ou arrogância, a vontade de revidar é grande. Mas é aí que a frase de Nietzsche, "O que não me mata me fortalece", faz sentido.
Essas situações difíceis não devem acabar com você. Pense nelas como um treino para a sua força interior. Cada desentendimento que você supera sem perder a calma torna você mais resistente.
Você não manda nas ações dos outros, mas comanda a sua própria reação. Escolher não se abalar com a negatividade alheia já é uma grande vitória. Transforme o que machuca em aprendizado e fique mais forte a cada dia. A vida nos testa assim, e você está ficando mais resistente a cada prova.
Quando jovem, reclamava dos meus pais. Saí de casa. Na faculdade, reclamava do curso de Psicologia. Mudei para Filosofia.
Aprendi que culpar os outros ou a situação não leva a nada. Só nos deixa parados. A verdadeira mudança começa quando paramos de reclamar e agimos.
Cada reclamação é um sinal para tomar uma atitude. É uma chance de sair do lugar e construir algo novo. Use esse incômodo como força para dar o próximo passo, por você mesmo.
A vida não acontece para você. Ela responde às suas escolhas e à sua coragem de mudar.
Eu sou impulsivo. Quando uma ideia ou um sentimento surge, eu quase sempre ajo na hora. Às vezes isso é um bom palpite, e acerto. Outras vezes me engano, e vejo que não foi intuição, mas sim uma atitude infantil.
A dúvida que me persegue é: devo seguir meus impulsos ou tentar controlá-los? Devo aceitar meus acertos e erros, como parte de um jogo, ou tentar amadurecer?
Confesso que tenho medo dessa maturidade. Tenho medo de perder a alegria simples e pura de quem age por impulso, ...
Penso sobre isso. Mas sei que alguns minutos... mais um impulso. Talvez eu não seja maduro ainda. Ou talvez nunca seja.
A Dança da Caneta e da Tinta
Eu quero muito escrever,
Quero poetizar o mundo.
E quando eu escrever versos,
Que a caneta seja eu.
E que eu ouse juntar as linhas,
Sair delas sem rumo,
E que você seja a tinta fresca
Escorrendo sobre a direção,
O rumo tomado pela caneta.
Que haja palavras e letras em revolução
No instante em que a tinta e eu
Estivermos em transe;
Que haja sopro de prazer e almas
Quando as linhas se chegarem
Diante das veredas dos traços livres.
Que os livros velhos voem como pássaros,
Que o invisível tenha coragem
De se despir da couraça estúpida,
Do breu da ignorância e do medo,
Mostrando-se como tal e qual.
E se as linhas voltarem à linearidade,
Que ousem se juntar, uma a uma:
Ponta a ponta, ponto a ponto.
Uma linha robusta, infinita, única,
Onde nada fica nas entrelinhas.
Onde tudo cabe, inclusive nós:
A caneta e a tinta que somos.
E que se firme espiralado,
Do horizontal ao vertical, infinitamente,
Se abrindo na base o tanto preciso
Para que o broto esteja sempre vivo.
E assim, a escrita fica mais flexível,
As palavras mais fluidas,
A caneta mais sensível à arte,
E a tinta com mais espaço para brincar
De escorregar das vias de regras.
Que inquietude quando não estamos seguros de nossas dúvidas e perguntamos: são verdadeiramente dúvidas?
Quando nem sequer a música é capaz de salvar-nos, um punhal brilha em nossos olhos; nada mais nos sustenta, a não ser a fascinação do crime.
Quanto mais convivemos com os homens, mais nossos pensamentos se obscurecem; e quando, para aclará-los, voltamos à nossa solidão, encontramos nela a sombra que eles projetaram.
Quando conhecemos o equilíbrio, não nos apaixonamos por nada, não nos apegamos nem à vida, porque somos a vida; se o equilíbrio se rompe, em vez de identificar-nos com as coisas, só pensamos em subvertê-las ou em modificá-las.
Nossa atividade de decisão não descansa um instante sequer. Mesmo quando, desesperados, nos abandonamos ao que vier, estamos decidindo não decidir.
As pessoas, quando educadas para enxergarem claramente o lado sombrio de sua própria natureza, aprendem ao mesmo tempo a compreender e amar seus semelhantes; pelo menos, assim se espera.
O homem é definido como um ser pensante, mas suas grandes obras se realizam quando não pensa e não calcula.
Quando defendemos a liberdade de expressão dos outros, estamos defendendo a nossa própria.
Diplomacia: arte milenar de continuar falando de paz quando a guerra já devastou tudo e só resta fazer as contas dos estragos, das perdas, das mortes e das terras que serão roubadas pelo vencedor.
A humanidade é sempre mais interessante quando em silêncio – quando abre a boca, pode decepcionar.
A luta contra o tempo é uma batalha inútil. Só quando formos capazes de aceitar verdadeiramente o seu curso natural é que nos libertaremos da ilusão de resgatar o impossível.
Jovens saem correndo quando chega um velho contador de histórias. Têm pressa de não escutar o que talvez venham a viver.
