Muda que quando a Gente Muda
És Caxiri meu,
de ti sou Caapi,
Um do outro
a gente se complementa,
Nunca faltará amor
porque somos poema.
Existe história
que é Cacumbu
na vida da gente,
Tem hora que
o melhor é deixar
para lá e isso não
significa esquecer,
E sim valorizar
aquilo que nos leva
sempre prá frente.
A gente se ama muito e do alto
e sem nenhuma sombra de dúvida,
ao Norte da Ilha de Ronde se avista
poeticamente a Ilha Diamante.
Com os pés nas areias em breve,
o mar das Pequenas Antilhas há de beijar
e a brisa nos tirar para dançar
para espalhar romance por todo o lugar.
Não temos medo do futuro
e pressa de absolutamente nada,
porque sabemos o quê queremos.
O amor não nos pegou desprevenidos, sempre soubemos que combinamos:
dois corações reunidos e festivos.
A polarização irrazoável nestes anos destruiu a sociedade por dentro. A gente precisa se resgatar. Ninguém é obrigado a se gostar, mas a conviver de maneira ordeira e respeitosa. Cada um tem a sua própria vida para viver.
Nas Ilhas dos Araújos
como aves livres
na Baía do Babitonga
a gente se encontra.
Discreto talvez o amor
venha e nos leve por
encanto e sem espanto
à ele nos rendamos.
O romantismo resiste
e em nós tem refúgio
deste mundo incrédulo.
Um perene e estuarino
de impulsos sem medir
riscos porque estamos vivos.
O Rio Urussanga
precisa voltar a viver,
como aquela alegria
genuína que a gente
sentia sem mais
e nenhum o porquê.
Nas águas do rio
a gente também
encontra águas
de banhar e de benzer,
se a água está boa dá
para plantar e colher;
por isso deixe a mata
na beirada crescer.
Todo mundo gosta
de comer peixe e ter
água para beber,
não posso fazer nada
a não ser escrever,
porque sei da dor
do pescador de querer
continuar a sobreviver.
De tudo existe
um pouco por
todo o lugar,
Gente que semeia
tempestade,
E depois finge recolher,
Por achar que ninguém
é capaz de perceber
que se esconder
atrás de uma nuvem
para tentar convencer.
Festa Julina
Junho de nós se despediu,
o Camboatá floriu,
tem gente que nenhum
arraial sequer viu.
Em algum lugar sempre
tem uma Festa Julina
para quem ainda
não conseguiu festejar.
Quando julho terminar
o quê importa é continuar
com a mesma alegria
e orgulho de ser caipira.
Porque estar sempre
a caminho da roça
é o quê nos importa
com fé e arraial pela vida toda.
Trazer o diferente,
nutrir o sentimento
inesquecível entre a gente,
Deixar que floresça
com os oitis setembrinos
para que os frutos doces
do amor sejam colhidos.
Amigo a gente acolhe, a gente divide
a gente chora junto, a gente ri junto
amigos a gente deseja sempre o melhor,
amigo é feito de pequenos pedaços
mas que juntos tornam-se grandes; grandes amigos.
Eu tenho um desanimo tão grande em meu coração pra gente fútil que não faço o minimo esforço de vontade para agrada-los!
A gente aprende inúmeras coisas nessa vida... a mais linda delas é que o sorriso mesmo meio que tortinho dos pequenos da gente é o suficiente para encorajar a enfrentar o mundo.
Uns a gente gosta, outros não!
Alguns a gente atura, outros não!
Com muitos a gente briga, vira a cara
mas logo volta a se falar.
Alguns a gente quer e trás pra perto,
outros agente quer bem longe.
A vida é assim, é essa seleção constante, vivendo e aprendendo sempre, um dia de cada vez... Novas experiências, novos aprendizados.
E com tudo isso... A Maturidade, pra entender que assim como você erra, outros também tem o direito de errar com você. Mas com livre arbítrio para escolher quem sim, quem não e quem nunca!
Depende da gente embelezar o nosso jardim com as mais belas e cheirosas flores, sem ervas daninhas.
Depende só da gente trazer para perto os pássaros, as borboletas, as libélulas e as joaninhas.
Depende de nós, onde há Paz e o Bem a vida se aninha.
"Algumas pessoas a gente continua desejando o bem." Sim, o bem... Bem longe da gente, o mais longe se possível. Não, não é rancor, é questão de Paz interior mesmo!
Gosto de gente de alma bonita, de bom gosto, de essência. Gosto de quem é Amor, é Transparente… consigo mesmo e com os outros.
