Muda que quando a Gente Muda
Iluminado
Vi o meu sentido confundido, iluminado
Vi o sol enluarar, quando viu você
Vi a tarde inteira, a Sexta-feira, o feriado
Esperando o amor chegar e trazer você
Você chegou querendo
Tudo que o tempo não te deu
E que levou de você;
Sem saber que você já sou eu
Agora não entendo
O meu relógio o amor tirou
Mas sei que o meu coração
Tá batendo mais forte
Porque você chegou
Não tenho medo do perigo
Tenho medo de perder você
Assim eu serei o seu abrigo
Quando o mundo inteiro escurecer
E no teu abraço sinto aliviar
Aquilo que me machucou
Me mostra que o mundo é bem melhor
Quando a gente encontra uma flor
De súbito sabemos que é já tarde.
Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos. Que não será aqui a nossa festa.
De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos. De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos. A solidão deixou de ser um nome apenas. Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos. Dói. Dói tanto! E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor, e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós.
Temos de ter, necessariamente, uma alma. Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo?
Rimos e sabemos que não é verdade. Falamos e sabemos que não somos nós quem fala. Já não acreditamos naquilo que todos dizem. Os jornais caem-nos das mãos. Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm.
Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos. Como os outros. Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente. Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco. Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante onde temos uma herança de nobreza a receber.
O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa. Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante.
E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado. Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído, uma vontade grande de não mais ter medo, o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda. E perguntar o caminho.
Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos, de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos. E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos. As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo. Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias.
E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas que fizemos e tínhamos tentado esquecer. São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras, que se agitam numa dança animalesca. Não as queremos, mas estão cá dentro. São obra nossa.
Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece, mas sabemos que também isso é um ponto da viagem e que não nos podemos deter aí.
Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas. Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início. Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate. Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir… Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons. De complicar a vida. De dar até que comece a doer-nos.
E, depois, continuar até que doa mais. Até que doa tudo. Não queremos perder nem mais uma gota de alegria, nem mais um fio de sol na alma, nem mais um instante do tempo que nos resta.
Mulher diz tudo o que sente sim, mas com uma grande diferença: sem dizer nada. Sabe quando ela demora para responder suas mensagens? Ela se segurou o dia inteiro para mostrar a você que não teve tempo e que não se importa tanto assim. Sabe quando ela não te chama no msn? Anos de estudos para fazer um doce, fingindo que não está morrendo de saudades. Sabe quando ela passa reto de nariz em pé, toda linda e esnobe? É o ''vou fingir que não te vi''. Sabe quando ela não te responde de primeira? Apenas um teste para ver se você está interessado o suficiente para chamar de novo.
Tenha sempre em mente a ingratidão dos homens quando fizer algo para alguém,assim,nunca se decepcionará e o que lhe vier será jubilo.
Quando começo a me sentir assim, eu bem sei. São os primeiros passos para a estrada que jamais voltarei.
Mas primeiro, o ápice. Depois, queda. Por fim chão, e depois o tempo.
Somente nele que tenho aprendido a confiar...
Aisha
Aisha,nome diferente,uma beleza tão rara
quando encontro contigo,meu coração acelera e não para
mesmo sem te ver,você esta no meu pensamento
vou mandar pra você,um beijo leve como o vento
Você,o mais lindo tesouro
vale mais que diamante,ou qualquer tipo de ouro
seu sorriso é a chave do meu sucesso
se é pra te fazer feliz em qualquer carreira eu ingresso
Você,o mais lindo dos sonhos que posso sonhar
a mais bela frase,que posso falar
palavras lindas te farei escutar
se todos os dias,eu puder te amar .
Senhor, quando a pessoa certa chegar na minha vida me avise! Mas me avise com força, me cutuca com um taco de sinuca, explode uma bomba, aponta com um dedo gigante, só pra eu ter certeza que é a pessoa mesma e não sofrer mais uma vez!
Triste é quando você percebe que certas coisas se foram, e que pra tê-las de volta é um preço muito caro a se pagar, uma carga muito grande pra carregar. Momentos que deixei passar em branco, amigos que não valorizei, histórias que se perderam. As vezes me bate um certo arrependimento. Ter dado início a certas coisas e ter deixado o que era importante (e eu não enxergava) de lado. Mas a vida é assim, colhe o que planta. Cada atitude, sua consequência.
quando eu olho pra tua vida, os teus caminhos, os testemunhos, as palavras, as lágrimas, a traição, a humilhação, a dor, a cruz, a morte.. tudo isso; e eu pergunto: porque? por mim? por eles? por todos? como? como pode alguéem ter tudo, e ainda assim, escolher dar, se dar.. por quem não quer receber? e quando eu olho pra mim, assim tão errada. e quantas vezes eu não te quis, quantas vezes eu te troquei por coisas tão poucas; por momentos sem valor, quantas vezes eu dei as costas pra ti, pra fazer minha vontade. E todas essas vzes eu quebrei a cara e quis voltar. E você? me aceitou, de braços abertos, me desculpou, me amou, me limpou e esqueceu tudo que eu fiz. me deu chances e mais chances. e eu me pergunto: porque o Senhor me quer tanto assim? por mim? por quem eu sou? eu num sou NADA, num sou NINGUEM, num posso nada, num tenho nada. E tu és perfeito, tem tudo e pode tudo. e eu não entendo, porque o Senhor não desiste de mim, o Senhor não abri mão de mim, não dxa eu me perder. e só há uma resposta pra isso: AMOR. não vou fazer mais juras e juras, qe eu acabo quebrando mais na frente. agora eu só quero viver pra ti, te querer como tu me quer. te amar como tu me ama. viver cada segundo pra tua vontade. realizar teus sonhos, e isso pra mim não é sacrificio, é honra. tu quer ser meu Deus? pois eis-me aqui, quero ser tua. tu quer me amar? pois eis-me aqui, quero viver teu amor. quer me usar? pois eis-me aqui, sou teu instrumento. Vem.. eu clamo, veeeeeeem.. é tudo teu agora, minha vida é tua; recebe em teu altar, num é nada.. mas tu quer tanto né? \o/ te amo Papai.
Quando me disseram que eu podia apagar tudo que eu tinha escrito, acho que pensei que eu podia fazer o mesmo com as coisas que eu tinha feito.
Saudade é quando o coração quer correr de volta a um lugar
que não existe mais, embora à alma pareça que tudo ainda esteja lá.
Quando eu morrer, meu corpo vai parar de funcionar. Ele vai se desligar, de uma vez ou gradativamente. A respiração vai cessar, o coração vai parar de bater. Morte clínica. E um pouco depois, tipo, uns cinco minutos depois, meus neurônios vão morrer. Mas, nesse meio-tempo, talvez meu cérebro libere uma maré de DMT. É uma droga psicodélica liberada quando sonhamos, então eu vou sonhar. Vou sonhar mais do que jamais sonhei, porque isso é tudo. É a última descarga de DMT toda de uma vez. Meus neurônios vão disparar e verei um espetáculo de lembranças e imaginação. Vai ser uma baita viagem. Vai ser alucinante porque minha mente vai estar viajando pelas memórias de longo e curto prazo, sonhos se misturando com lembranças, e finalmente a cortina se fecha. O sonho que fecha todos os sonhos. O último grande sonho enquanto minha mente esvazia o depósito e então… acaba. A atividade cerebral cessa e não resta nada mais de mim. Nenhuma dor. Nenhuma lembrança. Nenhuma consciência de quem já fui. De que já machuquei alguém. De que já matei alguém. Tudo permanece como era antes de mim. A eletricidade se dispersa do meu cérebro até sobrar só tecido morto. Carne. Esquecimento. E todas aquelas coisinhas que fazem parte do meu corpo, os micróbios, bactérias e bilhões de outras coisinhas que vivem nos meus cílios, no meu cabelo, na minha boca, na minha pele, no meu estômago e tudo mais, seguirão vivendo. E comendo. E estarei servindo o meu propósito: alimentar a vida. Quando me decompuser e as minúsculas partes de mim forem recicladas, estarei em bilhões de outros lugares. Meus átomos estarão nas plantas, insetos, animais. Eu serei como as estrelas no céu. Aqui em um momento, depois, espalhadas pelo cosmos.
