Morreu e esta em um lugar Melhor
De qualquer lado
que abra ou feche
a porta a chave
está nas tuas mãos,
Em qualquer estação,
sem emergência
e de todo o coração.
É sobre ser suave
com quem nasceu
livre tal qual ave,
Que só elege ficar
por saber o quê é
e o quê não é amor
por eleger esperar
sem precisar capturar.
Deste Médio Vale
traz a tranquilidade,
o encanto e o culto
ao paradisíaco em Rodeio,
Para retribuir sempre
o quê for preciso
e inabalável seguir contigo.
Está em tempo de aprender
a respeitar e de reconhecer
o legado da ancestralidade
da terra e da que cruzou o mar,
e que até o nosso idioma
por cada qual foi moldado,
sem criar um novo pecado.
Cultivar o olhar não limitado
pela cronologia e que encontra
na mata o Vassourão florido
sob o céu de novembro vestido.
Deixar-se levar pela festa do que é
de fato culturalmente enraizado,
e não mais se permitir seduzir
por aquilo que nos foi empurrado.
Em inefável palpitação crepuscular
quando está no teu doce arquitetar,
durante o teu paroxismo silente
que todos os dias está a aumentar.
No teu peito, na mente e na alma
estabeleci território de total pacificação,
Onde Súcubo e Íncubo ágeis como
fantasmas de carícias fazem habitação.
O quê tu buscava acabaste de encontrar,
depois do meu aroma de Pitanga-preta,
a tua ânsia não deseja por outro buscar.
A tua intuição tem produzido fino absinto
sensorial só pela miragem de meus lábios,
abrindo os nossos portais para o paraíso.
A chance está lançada
ao alcance das tuas
mãos amorosas e divinas
que por muitas luas
será o teu Titânio onírico
entregue nu e dissolvido
pela audácia da quentura,
sem exitar de ser contido,
e sim irá se fundir íntimo
com o doce Cristal líquido
entre minhas hastilhas
conduzidas pelas tuas
ainda bem mais infinitas.
Murtinhas perfumadas
hão de ser degustadas
com arte aveludada,
compartilhada e dedicada
há de ser por nós celebrada.
Afinados como uma
orquestra de música clássica,
convictos seguiremos adiante
sem desejar da vida mais nada
que não seja viver de romance.
Os meus Versos Intimistas
têm aroma e sabor de Pajurá,
Não se onde você está,
amoroso comigo por dentro
continua sempre a me levar,
porque nunca deixou de me amar.
A suposta profanação
do teu amado solo sagrado
de pureza e tranquilidade
- por mim está concluído
tal qual Murici plantado,
de mim não conseguirá
nunca mais ficar resistindo.
Moro no teu pensamento,
no súcubo e íncubo
dos teus impulsos,
os teus deuses blasfemo,
e em retribuição são eles
é quem me rendem culto,
no teu sepulcral silêncio
seja no céu e inferno,
o teu giro sempre ocorre
ao redor do meu Universo.
Do meu ser fantasmagórico,
eclipsante e desafiador,
não há litania ou exorcismo
contra a possessão abissal
da minha presença sensual
vir a conseguir dela se livrar,
sem esforço e sem murmuração,
em nenhuma hipótese irá escapar.
Está vendo, meu amor?
Tem florada de Goiaba azeda
em tempos de calor.
Está ouvindo, meu amor?
A canção do Reisado
pela voz do cantador.
Está sentindo, meu amor?
E o meu querer querendo
porque é você quem faz
o meu coração continuar batendo.
O povo do rio da água
que corre no plano está
mais vivo do que nunca,
A ancestralidade tapajó
profunda, plena e tremenda,
continua a sua intensa
caminhada de reafirmação
de inabalável pertença,
que querem dissolver
por leviana sentença.
Eles fazem parte
da primícia da Nação,
Aqui eles estão,
senhores são —
e sempre serão da foz
e da confluência do Rio,
em união com os povos
que dividem o destino.
Os rios Juruena, Teles Pires,
Curucu, Cabitutu, das Tropas,
Crepori, Jamanxim, Parauari,
e o Arapiuns —
Confirmam no curso
que a história é plena;
E está para nascer
quem queira se atrever
de dizer que só era lenda.
LXXXIX
Quando Rodeio está em festa
o meu coração também está,
Por esta e por cada primavera
a alma sempre plena agradecerá.
Feliz por viver aqui neste rincão
que tem o Pico do Montanhão
diante da visão como inspiração.
Por hoje e por cada festa que virá
nesta terra onde a poesia perdurará.
A beleza primeira que sempre enredará.
A Noelia Castillo
Não sei se você está
mais viva entre os seus,
Não sei se os olhos
de outros pelos meus
irão ter tempo hábil
para te salvar,
Não sei se este poema
irá te alcançar.
Só sei que o que você
sente como problema,
é o fracasso alheio
de quem cooperou
para apagar a tua estrela,
que fizeram do problema
existencial deles o seu.
O mundo ao seu redor
falhou com você,
Se eu pudesse te falar,
te pediria para ficar;
mesmo que doa,
resista e fique nem
que seja para incomodar.
E se eu tiver a grande graça
de o milagre divino te alcançar,
quero ver você sã e salva
para a sua própria vida proclamar.
Este mau hábito de políticos cheios de probleminhas calculados é provocado para provocar mal estar de propósito na sociedade. Não devemos nos viciar nessa novelinha e nem entrar no circuito deles para não se tornar um hábito na vida da gente.
É Páscoa
Para quem sabe enxergar,
e esperar: o céu está aberto,
Mesmo que aqui embaixo
o tempo esteja fechado,
É Páscoa de peito indignado!
É dia de quem não consegue
ficar calado enquanto bombas
explodem sobre povos,
e a pena de morte se avizinha
sobre pessoas feitas reféns,
É Páscoa de resistência moral,
poesia e de consciência existencial!
É dia de lembrança para que
um deles tenha os seus territórios
desocupados mesmo que o prazo
imediato já tenha sido dado,
desde dois mil e vinte quatro,
É Páscoa de coração acordado!
Para quem sabe que é o bom senso
que aqui está falando se faz
necessário que um por um,
pelos agressores seja cada território
integralmente desocupado,
É Páscoa feita para seguir indignado!
Porque se territórios mesmo não
sendo os nossos, não forem desocupados,
todos os dias estão aí para ser lembrados,
que a Pax Romana travestida
de contemporaneidade segue assassina,
e não deve e nem pode ser por ninguém repetida.
(E sobretudo, é Páscoa de não se enganar,
e nem permitir que ninguém seja enganado,
a pena de morte na Terra Santa
e na vizinhança a cada dia avança um passo.)
Não perco o hábito
de olhar para o céu,
Tendo a consciência
que a constelação
está contida nos teus
preciosos olhos,
Que tocam absolutos
os meus sonhos,
E faço nenhuma
questão de disfarçar.
Embora no instante
somente tenho o rumo,
e não a possibilidade,
A liberdade é prumo
que se desfaz e bússola.
Mesmo sem prever,
e sem saber para onde
haverá de seguir o seu;
O meu batimento
tem sido todo pelo teu.
No Sarv-e Abarkuh,
com tiara trançada
de rosas damascenas,
romãs, damascos e maçãs,
nas poéticas cestas,
A vontade de enfrentar
o mundo na noite longa,
O céu que pode
cair a qualquer hora
- não me apavora -;
a glória pertence só
de fato a quem ousa.
Bombas e império não
podem contra nada
contra o tempo e o amor,
e nem nunca terão
o êxito de capturar;
Custe o que custar
e leve o tempo que durar,
nunca conseguirão
conquistar ou derrotar.
Do individual para o coletivo sobre o feminicídio:
está na hora de parar de depositar a direção das nossas vidas nas orientações que a classe política incute, dá para evoluir se a gente quiser resgatar a vida do povo. Ninguém deve depender de direção política para ser pacífico e ter uma boa convivência. Basta que sejamos bons uns com os outros. Orientar as pessoas a não entrarem em choque por qualquer coisa, não interferir nas vidas dos casais e não fazerem ironias quando qualquer dissabor vir a acontecer na vida de quem quer que seja. Se a sociedade daqui ou de qualquer lugar do mundo realizar desses pequenos passos a violência de forma geral irá abaixar expressivamente
As bruxas verdadeiras
não morreram queimadas
nas históricas fogueiras,
As suas gerações estão
vivas espalhando guerras
além de todas as fronteiras.
Ninguém perguntou, mas eu resolvi falar. Ninguém ensina se uma das partes do casal está exaltada o melhor que se tem a fazer é se afastar. Melhor manter o casamento do que perder a razão. Se um dia perder a razão acabou o casamento.
Não quero ser submissa e não quero nenhum homem submisso, se ainda está escrito eu ter alguém, quero alguém com educação afetiva refinada.
Por ter esta mania de você,
manter vocação para ser tua,
e adoravelmente te dar corda,
para fazer história aqui e agora.
Na minha eletricidade interna
ligar a sua potência à minha,
sem deixar nada a desejar,
liderar: unidos a realidade,
e nos liberar dela, se preciso for,
com doses de fantasia e amor.
Para cumprir com companhia
a pulsante e inconfundível
a partilha das tradições românticas
das nossas correntes atlânticas.
Porque angariar o teu corpo
inteiro em derramamento
místico sobre o meu intenso,
para banhar-me no mel
inequívoco do teu desejo,
palmilhando toda a estrada
enfeitada pela florada
do Ipê-Roxo-de-Sete-Folhas.
Em nome da aurivolúpia
assumida total em chamas
para que em fundição progressiva
com a tua masculinidade
fazer-me das damas a mais altiva,
soberana, sublime e digna.
Até por espelhamento
sei o que está destinado
na vida para mim ou não.
O que flui neste coração
tem a ver o curso do rio.
Talvez cada reflexo seu
seja para mim ou não.
Sou primavera gradual
se enraizando dentro,
e com pertencimento.
Tenho virado o plano
silente de madrugada,
A rota de flutuação
onde teus pés resistirão
buscar voltar ao chão.
Viveremos pelas rotas
do açaí-do-amazonas
na amada América do Sul,
O calendário será aliado,
e se sagrará o amoroso laço.
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