Morreu e esta em um lugar Melhor

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O mapa mostra a distância, mas o meu coração só sabe perguntar: onde está o meu amor agora?

Fecho os olhos para tentar sentir o teu cheiro e sussurro baixinho: onde está o meu amor que faz falta em cada despertar?

O mundo é grande demais quando não sei exatamente onde está o meu amor.

Procurei no cais, procurei na flor, gritei pro mar: onde está o meu amor?

Entre rimas e versos vazios, a única estrofe que importa é aquela que diz onde está o meu amor.

A distância física não apaga o que está escrito na alma. Eu nunca vou te esquecer.

A ferida está aberta agora, mas é por ela que a luz finalmente vai entrar e me mostrar o caminho de volta para mim.

Minha maior descoberta recente foi perceber o quanto a vida fica mais bonita quando a gente está no mesmo metro quadrado.

Te amar foi o sonho mais lindo que tive, mas acordar e ver que você não está aqui é a realidade que mais me ensina a viver.

O mundo perde a cor quando a gente não está bem. Peço perdão não só pelo que fiz, mas por ter colocado uma sombra onde só deveria existir a nossa luz. Eu amo você.

Dizem que quem está perdido procura o caminho de casa. Engraçado... eu continuo sem mapa, mas pela primeira vez, não sinto mais pressa de ser encontrado por mais ninguém.

Como eu poderia te esquecer, se cada detalhe daquela noite na frente da Estação do Cabo está gravado em mim? Te vejo vindo em minha direção, radiante naquela calça jeans que realçava suas curvas, com os olhos brilhando e um sorriso que desarmou qualquer defesa minha. Você estava deslumbrante, e o impulso foi mais forte que a razão: precisei roubar aquele beijo. Foi ali, naquele instante mágico, que a nossa história começou a ser escrita.

A resposta que você tanto procura está no silêncio: escute a voz do seu coração e me encontre lá.

Sempre que sentir que o mundo está pesado demais para carregar sozinha, fecha os olhos e me encontra aí dentro. Mesmo longe, meu coração está de mãos dadas com o seu, pronto para dividir cada fardo e transformar esse peso em leveza.

eu preciso colocar para fora tudo o que sinto. Olhar para o horizonte e saber que você está lá, mas não aqui ao meu alcance, é um dos desafios mais difíceis que já enfrentei.
​Dizem que a distância separa corpos, mas eu aprendi que ela também confirma destinos. Cada pensamento meu tem o seu nome. Cada vez que fecho os olhos para descansar, é o seu rosto que aparece, como um porto seguro no meio do meu dia. Você é o motivo do meu sorriso mais sincero, aquele que surge do nada só de lembrar de um detalhe nosso.
​Eu sei que o "agora" é feito de saudades e de conversas por tela, mas eu acredito na força do que a gente construiu. Nosso amor não é de vidro; ele é resiliente, ele aguenta o tempo e essa quilometragem que nos separa.
​Sigo aqui, contando os dias e guardando cada abraço que não pudemos dar hoje para entregá-los em dobro quando nossos caminhos finalmente se cruzarem de novo. Mal posso esperar pelo momento de olhar nos seus olhos e dizer, sem pressa e sem interferências, o quanto eu amo você.

É difícil explicar essa sensação de ter perdido alguém que ainda está aqui. Não te perdi para a vida, mas nos perdemos nas escolhas, no tempo e nas circunstâncias que nos trouxeram até este distanciamento. O que sobra é esse "vazio cheio": cheio de lembranças, de planos que agora não têm dono e de todos os e se que costumavam colorir nossas conversas.
O mais pesado é perceber que o amor não entende de prazos. Ele continua pulsando aqui, me fazendo lembrar do som da sua voz ou do seu toque em momentos aleatórios do dia. Preciso aprender a conviver com esse sentimento sem ter para onde direcioná-lo. É um exercício diário de não esquecer, mas de deixar ir; de não apagar o que fomos, mas de aceitar o que somos agora.
Sigo em frente levando esses pedaços de mim que ainda moram em você. Por fora, o sorriso vai se recompondo, mas por dentro ainda existe esse silêncio que ama e que espera, mesmo sabendo que o caminho agora é individual.
Dizem que a vida ensina a suportar o insuportável. Espero que, com o tempo, essa dor se transforme naquela lembrança leve, um lugar onde eu possa visitar sem me machucar, apenas para agradecer pelo que vivemos.

Se você está lendo isso, saiba que esta folha de papel não carrega rancor, apenas a honestidade crua de alguém que finalmente aprendeu a respirar com o peito aberto.
Dizem por aí que o tempo cura tudo. Mas a verdade é que o tempo não cura nada; ele apenas anestesia a carne para que a gente consiga caminhar sem mancar tanto. Foram anos de contagem silenciosa desde aquele dia triste, quando a vida nos empurrou para calçadas opostas. Não terminamos por falta de amor. Terminar porque a realidade aperta o estômago e exige escolhas difíceis é o tipo de dor que rasga a alma sem fazer alarde. Eu precisei voltar para a minha casa, você precisou continuar com a sua vida.
Os anos passaram e nós dois seguimos. Construímos outras rotinas, olhamos em frente e pagamos as contas no início do mês. Mas sei, com a convicção de quem conhece o seu silêncio, que sempre que eu chegava e olhava para o horizonte, minha mente viajava para o meu quarto e lembrava do seu corpo e do nosso calor, de um jeito que nenhum cobertor conseguiu repetir.
O nosso reencontro na feira livre, décadas depois, não teve os fogos de artifício que têm naquelas cenas de novela. Foi sutil, humilde, no meio do cheiro de um perfume de jasmins que você usava. Quando nossos olhares se cruzaram entre as barracas, os fios de prata no seu cabelo e as linhas de expressão no meu rosto desapareceram. Você viu as minhas mãos tremerem, e eu vi a sua lágrima abrir caminho pela maquiagem. Naquele banco de praça, sob a mangueira, nós não culpamos o passado. Falamos sobre nossas vidas, do tempo e das pequenas vitórias diárias. Ali, nosso amor provou que tinha amadurecido: virou uma certeza mansa.
A grande lição que fica, e que me dá forças para continuar caminhando agora, é que a nossa superação não está em esquecer, mas em ter a nobreza de deixar ir. Quando nos levantamos daquele banco porque os nossos deveres nos chamavam, e eu segurei o seu rosto para te dar aquele beijo demorado na testa, meu coração sangrou, mas transbordou de gratidão. Gratidão por saber que você existe, que está bem e que fomos reais.
Por isso, encare esta carta não como um lamento, mas como uma herança de força. Algumas almas gêmeas não nasceram para dividir o mesmo teto, as mesmas chaves ou o mesmo sobrenome. Nossa missão foi mais bonita: fomos a âncora invisível que manteve o outro humano durante toda a tempestade da vida. Siga de cabeça erguida, com orgulho da nossa história e com a certeza de que caminhamos em paralelo, iluminando o mundo um do outro, até o dia em que o tempo decida, finalmente, nos unir no infinito.

Se a sua oração não muda o seu jeito de tratar quem te serve, você não está falando com Deus, está apenas ensaiando um monólogo.

O caráter é o que você faz quando o líder da sua comunidade não está olhando.

Garanto que esta será a última vez que você receberá uma mensagem minha, assim como garanto que nunca mais ouvirá um 'eu te amo' sair da minha boca. Será que você vai lembrar daquele dia em que me ligou desesperada, dizendo que seu mundo tinha desabado? Lembra quando você acordou de madrugada, sentindo aquela angústia, e não tinha ninguém do seu lado além de mim? Lembra quando o mundo virou as costas para você e eu estendi a mão? Será que você lembra do primeiro 'eu te amo' olhando nos seus olhos? Acho que não. Você não lembra; talvez tenha feito questão de esquecer. Mas tudo bem. Se isso é ser trouxa, lhe garanto que eu não serei mais."