Morreu e esta em um lugar Melhor
Querido professor,
Uma sala de aula, carteira, cadeiras... filas inteiras... um quadro que já foi negro, um giz que nunca foi de cera... ou foi? Um pincel... um projetor, mimeógrafo... computador. E sempre um querido professor.
Muita coisa evolui, outras não saíram do lugar... e num futuro não muito distante como será que tudo vai ficar?
Fazer cálculos com números romanos... uma tremenda aventura. mas só assim podiam muito tempo atrás... passou um tempinho... trocar pelos arábicos!? Nem pensar... uma heresia... heresia... heresia a Igreja a gritar. 'é muito fácil, é coisa do demônio'...
Pra que simplificar se pode complicar?
Da pena de ganso à caneta-tinteiro... que avanço... a esferográfica precisou lutar pra seu espaço ganhar...
Calculadora... pra quê? Quero ver de cabeça você resolver... seu raciocínio desenvolver... é assim que você melhor vai aprender.
Proibido, proibido, proibido... tudo o que é proibido é melhor.
Um dia vence o melhor... ou: sempre vence o melhor.
Novas tecnologias a cada dia... e a escola da realidade do aluno bem pertinho tem de ficar... se não a coisa todinha vai desandar.
E agora na pauta o celular... na sala de aula pode usar? Todo mundo discutindo, permitindo ...proibindo.
Quem vai ganhar?
Texto legal aqui você vai encontrar: http://socialgoodbrasil.org.br/2013/tecnologia-social-celular-na-sala-de-aula
Desta história um grande protagonista... muitas vezes um verdadeiro artista ;)
Feliz dia do professor, meu querido professor :)
Denso lodo
Andei por regiões remexidas...
Dor e sofrimento...
Tantas as feridas.
Um denso lodo atravessei.
Não sucumbi...
Por um triz.
Verdes planícies
Formosas...
Rodeadas, porém, de formas rochosas.
Rios caudalosos.
Abismos sem fim.
Um caminho aberto a força.
Um vento contrário a me indispor.
Areia movediça... pouco a pouco a me fazer perder a força.
Aqui estou mais uma vez.
Adentro a floresta densa.
Não, não estou tensa.
É um caminho conhecido.
Reconhece o som das águas do riacho que corre, meu ouvido.
A natureza fez aqui sua morada.
Sou apenas uma passageira.
Sinto a luz ultrapassar as árvores... vem até mim o calor do sol.
Aqui a natureza chora... em certos dias.
Um choro de alegria.
Banha seus filhos com gotinhas de vida.
Aqui atravesso meu deserto.
Encontro meu oásis.
Minha energia se renova com a energia da natureza que está tão, tão perto.
Matar e morrer
Às vezes é preciso matar.
Matar um sonho.
Sepultar.
E continuar.
Às vezes é preciso morrer.
Tornar-se apenas poeira de um ser.
Um morrer cotidiano.
Um morrer uma vez por ano...
Um morrer para aquilo que o passado ensinou a viver.
Às vezes é preciso morrer... pra realmente começar a viver.
Matar... morrer.
Só às vezes.
Sem conta.
Um (des)brinde à vida
Chuva de trovoada relaxante.
Tarde de domingo.
Desordem desordenadamente na sala...
Tudo fora de lugar.
No porta-retratos teu sorriso quase apagado pelo tempo sorri triste.
Vivemos hoje um mundo que já não existe.
A casa cheia de memórias.
Uma linda história.
Um fim trágico.
Vislumbro dias tristes e sombrios.
Sinto na alma tanto frio.
Um barquinho de esperança...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
se não encontrar... vai lhe tragar a morte.
E fim.
Da solidão
A solidão era tudo o que eu tinha.
Mantinha um grito sempre aprisionado em minha garganta.
Queria chorar.
Deixar as lágrimas meu rosto lavar... minha alma acalmar.
Uma inundação...
Que tudo de ruim levasse pra bem longe de mim. E que essa dor tivesse fim.
Enfim!
Meu caminho
Queria um caminho aconchegante.
Quente... como uma tarde de verão.
Claro... como um meio-dia de sol a pino.
Queria um caminho que me abraçasse.
Um caminho em movimento...
Andando junto nas andanças do vento.
Sem medo do que está depois da curva.
Sem receio de descer ao mais profundo abismo.
Navegar no mar sem fim...
Segura de mim.
Queria andar nesse caminho sem cerimônia.
Queria procurar detalhes que ninguém vê.
Queria enraizar amor
Por todo o caminho por onde eu for.
Ah! Essa faça falsa calma.
Tens um turbilhão em teus pensamentos.
Empurras-me cada vez mais para um buraco sem fim. Pobre de mim.
Que faço?
Mudo minha rota?
desisto desta calma desesperada que estás tentando me impor?
ou me encaixo nela...
Estou com minha alma cósmica perdida.
Da vida não consigo mais encontrar a saída.
Encolho-me toda.
Dedico-me às escritas amenas?
Apenas a duras penas...
Sinto vontade de chorar até não sobrarem lágrimas.
Por que me mostrastes um mundo que não poderia me aquecer...
Um mundo cheio de tristezas que eu só queria esquecer.
Tenho defeitos demais.
Ah! Eu só queria voltar atrás.
Fixar-me naquele mundo opaco,
habitado por seres itinerantes.
Por que não volta tudo a ser como antes?
Choro. (eu sei que de nada adianta, mas choro...)
Triste fim
Um dia vou jogar no mar minha vida.
É o mar minha única saída...
Tentei viver uma vida normal...
Mas estou tão imersa em minha dor
Que mato todo sinal de amor...
que de mim se aproxima.
Triste mesmo esta minha sina.
Tenho meus segredos.
Tenho meus planos.
Tento viver meu lado mais humano...
mas meus atos são sempre tão desumanos.
Hoje não está nada bem.
Trovões e solidão povoam meu coração.
Um dia eu mato essa dor.
quem não me conhece, talvez vá chorar...
vai pensar: 'por que será que ninguém fez nada pra ajudar?'
É... ninguém fez...
ou... fez sim...
quem podia ajudar me empurrou ainda mais para esse triste fim.
E fim!
Minha vida
Paredes brancas.
Muros desbotados.
Céu nublado.
Sol apagado.
Há um aconchego pairando no ar.
Está tão fácil respirar...
Ando pelas ruas vazias.
A chuva que passou tudo lavou...
Tudo levou.
Entrelinhas da vida.
Em poucas palavras resumida.
Há risos
Melhor sinfonia da vida.
A tristeza que vigorou ontem foi apagada... esquecida.
Ressignificada hoje a minha vida.
Ame de um amor infinito.
Ame com o amor mais bonito.
Ame e não se canse de amar...
Amando e amando, há muitos tu vais felicidade doar.
Ame com um amor que invada a alma de outrem de felicidade...
Ame com um amor que torne os dias mais leves...
Ame com um amor que tudo o que ruim releve.
Amor – sentimento contagioso.
Amor – do olhar carinhoso.
Amor – sentimento preciosos.
Amor – cheio de graça...
Ame... não cobre nada de volta...
Ame sem querer nada em troca...
Ame, e ame muito, e ame de graça.
Ame... seja, no amar, generoso.
Enganada
Da vida... abandonada emocionalmente.
Dores e sofrimentos diariamente.
Um tempo eternamente corrosivo.
Fez, para viver, o que era preciso.
Lamentos lacônicos...
Sofrimentos em nada resumidos.
Muita dor.
Nada de amor.
Da vida... eternamente traída.
Longa jornada...
Eternamente enganada.
Meu futuro
Meu futuro...
Um tiro no escuro?
Um eixo oposto?
Um gosto ou um desgosto?
Água potável?
Água intragável?
Luz do sol?
Mofo da escuridão... do abismo mais profundo o fundo?
Sombra?
Ou luz que calibra meu caminho?
Âncora segura?
Câmara escura?
Meu futuro...
O que será de ti?
O que farás de mim?
Alargará as fronteiras?
Do precipício a beira?
Meu futuro...
Há algum veredito?
Ou será sempre o dito pelo não dito?
Meu futuro...
Bendito?
Maldito?
Medo crescente do que vem pela frente...
A minha fé
Estou com saudades dos dias de sol...
Estou com saudades do agora que trazia um depois com gosto de mel...
Estou com saudades do seu jeito contente...
Estou com saudades de respirar sem medo do ar que iria sorver...
Estou com saudades de andar por aí e tranquilamente pelo mundo me perder.
Estou com saudades da intensidade da vida.
Estou com saudades de não sentir ansiedade.
Estou com saudades daquele tempo das laranjeiras.
Estou com saudades do cheiro do café.
Estou com saudades do tempo em que o que mais me movia e me mantinha em pé era a minha fé.
Estou com saudades dos tempos em que não sentia saudades...
Estava tudo no lugar certo.
Estávamos todos tão pertos.
O amanhã sempre parecia tão certo.
Esse amor
Um longe... alhures... distante.
Um som que chega de instante a instante.
Uma lua no céu a brilhar.
Um mar... as ondas num ir e voltar.
Amplexo complexo.
União de duas almas raras.
Um beijo, um sussurro...
Vai-se embora todo o escuro.
Estrelas bruxuleiam no céu.
Uma brisa suave a nos acariciar.
Um amor tão lindo como esse
jamais pensei que fosse ganhar.
Meu caminho
Um caminho tão conhecido...
Por tanto tempo trilhado...
Tudo por todo lado florido...
Borboletas, pássaros... tudo com seu espaço bem marcado.
Um velho moinho ao longe...
Não gira... não há vento.
Tudo parado.
Por um momento, sinto-me de tudo deslocado.
Perdido nas curvas da vida.
Achei a entrada com tanta facilidade.
Não encontro a saída...
Por mais que tento.
Não há mais felicidade.
Pergunto-me: ‘quem desejou para mim tanta maldade?’...
Sempre a todos tão bem tratei...
Por todo lugar flores sempre espalhei...
Por que razão hoje são espinhos o que recebo?
Espinhos a quem nunca desejei?
Eu me perdi de vez?
Ou se atrapalhou quem meu caminho fez?
Um mundo do meu jeito
Amanhece.
Nem sempre o percurso e leve e fácil...
O ar impuro e insípido que ladeia meu caminho me inebria… me sufoca
A vida não pode ser só poesia.
Depois da curva, se eleva uma fina neblina a vestir de branco o horizonte azulado.
E eu sigo.
Sou coração errante…
Um mero passageiro viajante.
Estranha rota.
Arte humana?
Arte divina?
Sorte ou sina?
Persigo um mundo desdobrado.
Um cantinho qualquer e que não importe se o dia deu certo ou errado.
Está aí a beleza do viver.
Viver! Sem se importar com o que possa acontecer.
Pesadelos não mais
Afogo-me no azul deste sonho calmo.
Um céu coberto de estrelas…
A chuva foi chover bem longe daqui
Só há mais pesadelos vindos por não estares aqui.
Ansiedade calada, permeada de esperança.
Esperança que encarcera a dor passada.
Esperança que tem uma estrada florida preparada.
Deixaste-me na inércia do tempo
Não pensaste em me privar de dor por nenhum momento…
Não procuraste driblar o mal que sabias iria me causar…
Deixaste a vida com lutas meus dias temperar.
Descortino o futuro…
Desembrulho versos.
Minhas mãos não se entregam:
Plantam flores.
Entreabrem novos horizontes...
Neles, pintam risos de todas as cores.
Ânsia requintada, em qualquer momento se harmoniza a caminhada.
Há futuro, sim
Tento driblar
a inércia do tempo.
Um cantinho no mundo estou a procurar.
No melhor cantinho que existe, minha alma quero pousar.
O dia desponta já, o sol abre seu melhor sorriso ao chegar.
Minha solidão pra bem longe acaba de mandar.
Uma definição de um caminho alegre se apresenta.
O desconhecido no vendaval se dispersa.
O calor do sol mais e mais me envolve...
A alegria ao mundo todo devolve.
Amarro com fios de ouro esse momento.
O que de futuro me resta?
Que flores à minha alegria a vida empresta?
Harmonia enche meus dias
O encanto, como o vento, pra bem longe leva toda a dor, tristezas e agonias.
Penetro caminhos secretos.
Se são curvos ou se são retos...
Não tem importância não.
Consegui ter de volta em minhas mãos...
da minha vida o timão.
Sigo o curso, persigo os sonhos que não, não sonho em vão.
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