Morreu e esta em um lugar Melhor

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⁠DESCOMPASSO
Agora são tantos apelos
Para um socorro que tardou
Ficaram pra trás os desvelos
Convergência descompassou
Muito pior tentar revive-los
E insistir no que não mudou.

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⁠DORMIR DE TOUCA
Tudo muda hora e outra
São tantas coisas estranhas
Tal qual um trocar de roupas
É preciso ter mais manha
Para não dormir de touca
Experiência a gente ganha!

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⁠GESTAÇÃO
Nem tudo que vem do ventre
Da gestação de um amor
Fecunda um Ser prudente
Que se acautele da dor!

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⁠NADAS
Quem se imagina tão pleno
De uma alma imaculada
Como embriaguez de Sileno
Um vazio cheio de nadas.

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⁠RESPEITO
Golpe vital que bate no peito
Vai moldando um sujeito inquieto
Cada um pode ter o próprio jeito
Mas respeito é um conjunto de afetos.

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PROEMINÊNCIA
Há quem duvide que eu vença
Um castelo de aparências
Que precise de anuência
Aos que julgam de indecência
Na virtude inadimplência
Liberdade na consciência
Pra valer a existência
Essa é a pertinência
Sem nenhuma incongruência
Relegando as influências
Vou mantendo a minha essência.

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⁠INVERTIDO
Há um povo atrevido
De todos falam mal
Fazem muito zunido
Ecoam seu igual
Costume bem bandido
Amarga um ser banal
Demérito invertido!

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⁠SUFOCO FRAGRANTE
Será possível imaginar
Nalguma situação desastrosa
Em ter um alguém a te admirar
Capaz de dar-te um dedo de prosa
Bem assim como quem rouba o ar
Deixa na alma um cheiro de rosa.

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⁠SILÊNCIO PESQUEIRO
Um eco de grito te deixa em apuros
Reverbera de ti imatura via
Na palavra verde o silêncio é maduro
Impede a explosão sensatez calmaria
Ruído te prende, quietude liberta
Sufocar no teu peito essa euforia
Experiência deixando uma porta aberta
Aquela que vem apontando o caminho
Por mais que te agridam há sempre um Sol
Sem querer ter razão desvie o espinho
Um peixe pescado sem isca no anzol.

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⁠PARTO
Do aconchego de um ventre
Nasceu em meio a seus medos
Com sua tarefa ingente
De os transformar em sossego
Foi essa sina premente
A que gestou este Alfredo.

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⁠HOSPITALIDADE
Sem sentença sorrateira
Nem bandido nem ladrão
Um torrão de gente ordeira
Não importa a ocasião
Tem progresso com soiteira
Santiago do Boqueirão
Sempre aberta está a porteira!

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⁠ESQUIVA
Torcem o meu destino
Pruma mirada esquiva
Um furto consentido?
De minha própria vida
Não! Chega de se torto!
Já quase um suicida
Não me entrego nem morto
Nada me desatina!

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⁠REVÉS
Entre tantos pois és
Se vai mais um revés
Balancear os porquês
Seguir mais uma vez!

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FRIO
Daria um certo tudo
Para repetir mudo
O segredo noturno
Desse bem sobretudo
De um carinho veludo
Me deixou moribundo
Quase meio sem rumo
Na geleira do mundo!

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⁠VOO RACIONAL
Sei que não há nada mal
Em um pensar racional
Afinal também importa
Pra não titubear a rota
Sem fla"gelar" a emoção
Deixa voar o coração!

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⁠EXTRAVASÃO
Roubaram o sol do Guaíba
Um balanço a inundar o outro
As águas encobrem a vida
Deixando tudo meio torto
Serão gigantes as feridas
Correnteza embalando corpos
Incansável gente aguerrida
Que alcança a esperança do encontro
Afogando as mágoas com a lida
De quem não se entrega “nem morto”!

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⁠⁠DESAPERTO
Não sabe como dizer ou explicar
Quais são os equilíbrios das importâncias
Um misto de pertencer e libertar
Que afrouxa o aperto que contém a distância
Desejo incontido só o bem invocar
E manter a paz em qualquer circunstância.

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⁠FUTURO DO PRESENTE
Dia de re”União” é um dia diferente
Mesmo ao insensível que acha que não sente
Segue ao caminho da Luz, da Grande Vertente
Que Auxilia a despir os fantasmas da gente
Pra não ser visita é preciso estar presente
Nesse bom combate que é uma peleia ingente
No tilintar de espadas contra si somente
Exército de homem só, segue insistente
Chispas e nacos saltados do aço quente
Vão falquejando no cuera uma nova mente
Batalha dura: que o ocaso seja decente!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠ALMA ESPIRITUOSA
Em silenciosa Fonte
Um verbo que Alguém conte
Fez Luz no horizonte
Terreno pra ser ponte
Vida pra ser usada
Firmeza na jornada
Em construção da escada
À Divina escalada!

Inserida por alfredo_bochi_brum

⁠TROPEADA TERRENA
A noite fria esquenta o pensamento
Todo dia já se vai mais um tento
Se “apocando” as franjas do tirador
Riscado dos lanhaços que levou
Santo fogo que acorda a madrugada
Nos estalos da brasa ensolarada
Avança a sina sobre a escuridão
Em luz que brota da força das mãos
Ritual diário nem sempre compreendido
Mais um mate, tirado de ouvido
Fazendo orquestra com a natureza
Pra ajustar as notas dessa beleza
Que é camperear nesse pago terreno
Sem o temor de repontar os erros
Pro vagaroso tronco da paciência
Sagrada lida, dosada experiência
Que alguma virtude passe por mim
Nessa tropeada que nunca tem fim!

Inserida por alfredo_bochi_brum