Morreu e esta em um lugar Melhor

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"Caminhando lado a lado, construiremos um mundo digno e fraterno, feito pelas mãos do companheirismo."

"Muita invencionice, terror, interesse financeiro, promessas e até um pouco de literatura. Foi assim que se formaram as religiões, e assim continua até hoje."

"Compensa domar um tigre para ir ao cinema montado nele? Do mesmo modo que é totalmente idiota adquirir inimigos apenas para mostra sua força."

“Tem mulheres que preferem ficar presas a um contrato de casamento, desde que isto lhe traga vantagens materiais e conforto financeiro. É uma forma diferente de vender seu corpo e seus carinhos.”

“Cada dia um desafio. Devemos seguir sem medo de malograr, embora todos os dias a gente perca o controle da situação. Admitir estes tropeços, só nos faz mais sábios e fortalecidos para os novos embates. Importante mesmo é se preservar inteiro. Assim é a jornada.”

"Nada dessa história de “matar um leão por dia”! Seja você o leão, cheio de coragem e valentia para enfrentar o covarde caçador, que se ampara nas armas e armadilhas, mas nunca sentirá a dignidade de vencer honradamente."

“Viver é um mistério. Não existe infortúnio nem infelicidade. Cada um transforma o pior dos escuros, num lindo amanhecer de boas realizações.”

“Sou rico. Tenho tudo de que preciso. Pobreza é um infeliz estado de insatisfação”

“Não se apegue a velhas fórmulas, se arrisque um pouco mais nas relações com o desconhecido, não siga sempre a moda, pois do contrário estarás morrendo lentamente.”

“A riqueza dos relacionamentos é o suprassumo de uma profissão. Isto é o que faz grande um profissional que abraça seu trabalho.”

Todo existir é um opor-se.

Todo verdadeiro sábio é um libertário, é a afirmação mais robusta de uma realidade que cabe ao homem conquistar.

O conceito de eternidade implica um conceito de duração. A duração é a perduração do ser em si mesmo, mas a eternidade é um perduração diferente de qualquer outra, porque é uma perduração do ser em si mesmo ”tota simul’’ totalmente simultânea. Não é um presente perene como muitos julgam, é alguma coisa que não é nem passado, nem presente, nem futuro, é a simultaneidade do próprio ser perdurando em toda sua intensidade perfectiva.

A Vida do Viajante

Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras por onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei.

Chuva e sol
Poeira e carvão
Longe de casa
Sigo o roteiro
Mais uma estação
E alegria no coração.

Minha vida é andar...

Mar e terra
Inverno e verão
Mostra o sorriso
Mostra a alegria
Mas eu mesmo não
E a saudade no coração

Se te derem uma hora para resolver um problema use no mínimo meia hora buscando entender se é realmente um problema, caso seja, mais metade do tempo que faltar para analisar bem ele antes de mover um só músculo.⁠

⁠Em qualquer sinal de luz, dê um passo a frente.

"Quando a luz encontra um coração disposto a agir, até a terra ferida pode voltar a florescer."

Não há muita diferença entre um amuleto 'da sorte' e um 'sem sorte'.


O que faz diferença entre as coisas é apenas a fé.


A fé é o melhor amuleto que se pode ter por perto!..

assassinato do auto ego

Existe um momento estranho em que o ego começa a perder a voz.

Não é uma morte completa, mas uma espécie de silêncio. Como se todas as certezas que eu carregava fossem uma casa construída com paredes de vidro, e bastasse uma queda forte o suficiente para perceber que, na verdade, eu nunca estive tão protegido quanto imaginava.

Talvez seja necessário chegar em algum tipo de fundo para enxergar.

Porque enquanto estamos no alto, tudo parece absoluto. Nossas dores parecem eternas, nossos desejos parecem indispensáveis, nossas versões parecem definitivas. A gente acredita que aquilo que sente naquele instante é a verdade final sobre quem somos.

Mas quando tudo desmorona, quando o personagem perde a fantasia, começa uma visão diferente.

Você começa a enxergar as próprias versões que já morreram dentro de você.

A pessoa que você era antes de certas dores. A pessoa que você tentou ser para ser aceito. A pessoa que você fingiu ser para não demonstrar fraqueza. A pessoa que você criou na sua cabeça e passou anos tentando alcançar.

E então vem a parte mais estranha:

perceber que nenhuma delas era realmente você.

E talvez nenhuma delas fosse falsa também.

Eram apenas momentos.

Porque no fim, tudo parece ter essa natureza passageira que a gente tenta ignorar. O sentimento que ontem parecia impossível de superar, um dia vira uma lembrança distante. A certeza que parecia inabalável, um dia parece uma ideia de outra pessoa. As coisas que jurávamos que definiriam nossa vida acabam sendo apenas capítulos pequenos em uma história que continua mudando.

A gente passa tanto tempo tentando encontrar significado em tudo, como se existisse uma explicação escondida esperando ser descoberta.

Mas talvez o universo nunca tenha prometido sentido.

Talvez nós sejamos seres tentando organizar o caos, criando narrativas para suportar a passagem do tempo.

Chamamos de destino aquilo que aconteceu.

Chamamos de aprendizado aquilo que conseguimos aceitar.

Chamamos de personalidade aquilo que são apenas padrões repetidos até parecerem permanentes.

E quando o ego fica despido, quando não existe mais a necessidade de parecer certo, forte ou invencível, sobra uma percepção quase assustadora:

nós somos muito menos fixos do que imaginamos.

Somos feitos de fases, encontros, perdas, memórias e versões que vão surgindo e desaparecendo conforme atravessamos a vida.

Talvez o fundo do poço não seja apenas um lugar de destruição.

Talvez seja o único lugar onde a gente consegue olhar para cima sem mentir sobre a altura que caiu.

Porque lá embaixo não existe mais personagem.

Não existe imagem para sustentar.

Não existe plateia.

Existe apenas você, diante de tudo aquilo que tentou esconder, percebendo que talvez a maior ilusão nunca tenha sido o mundo lá fora.

Talvez tenha sido a ideia de que algum dia nós realmente fomos uma coisa só.

ímpeto afundo

Há um oceano que ninguém vê.

Por fora, continuo respirando no ritmo esperado, respondendo quando me chamam, ocupando espaço entre pessoas. Por dentro, existe uma água antiga subindo devagar. Não invade de uma vez. Ela aprende o formato dos meus pensamentos antes de encher os pulmões.

Caminhar deixou de significar ir para frente. Todos os caminhos dobram sobre si mesmos, como se o mundo tivesse sido reduzido ao tamanho da minha própria mente. Cada porta leva ao mesmo corredor. Cada corredor termina na mesma pergunta. E cada pergunta já nasce sem tradução.

Os pensamentos perderam a linguagem. São aeróglifos riscados nas paredes de uma caverna infinita, símbolos que reconheço sem jamais compreender. Passo horas tentando decifrá-los, como se existisse uma frase escondida capaz de explicar por que tudo pesa tanto. Mas quanto mais leio, mais as inscrições mudam. A pedra respira. O labirinto aprende meu nome.

Existe um lado do universo onde a luz nunca chegou. Às vezes penso que a mente também possui esse hemisfério esquecido, uma geografia onde nenhuma estrela ousou nascer. É para lá que vou sem perceber. Não porque queira. Porque toda ideia parece inclinada naquela direção, como um rio que desconhece outra gravidade.

É estranho assistir ao próprio pensamento fabricar tempestades e, ainda assim, saber que elas não molham ninguém além de você.

Há dias em que a realidade parece um vidro grosso. Consigo enxergar as pessoas rindo, vivendo, amando, fazendo planos. Mas tudo acontece do outro lado. Eu apenas encosto a testa na superfície fria, tentando lembrar como era existir sem precisar traduzir cada segundo da própria consciência.

O pior não é o silêncio.

É o eco.

Porque até o vazio aprende a repetir o seu nome quando você permanece tempo suficiente dentro dele.

Mesmo assim, em algum lugar entre as ruínas dessa arquitetura impossível, existe uma pequena contradição: se ainda sou capaz de perceber a escuridão, talvez ainda exista uma parte de mim que continua procurando a luz. Não porque a veja. Mas porque a ausência dela ainda me incomoda.

E talvez seja isso que me mantém respirando.

Não a certeza de que vou encontrá-la.

Mas o fato de que, no fundo do oceano, eu ainda consigo distinguir a diferença entre afundar… e continuar procurando a superfície.