Morreu e esta em um lugar Melhor
Importância de um Pai
Hoje é um dia especial, pois celebramos um dos momentos mais significativos do ano: o Dia dos Pais. E, neste dia, não consigo deixar de refletir sobre o quão essencial é ter a presença de um pai em nossa vida.
Um pai é aquele que transmite confiança e segurança. Assim como a mãe, ensina valores que carregamos para sempre. Ele nos incentiva a acreditar em nós mesmos, mesmo quando duvidamos, e se torna mais que um protetor: um amigo.
Na infância, mesmo depois de um dia cansativo, ele se ajoelha ao nosso lado para ajudar com o dever de casa.
Na adolescência, consola nossas primeiras desilusões amorosas, oferecendo o ombro e a certeza de que “tudo vai passar”.
Na vida adulta, vibra e chora com cada conquista, e sofre junto a cada derrota.
Esse é o pai de verdade: aquele que, independentemente das circunstâncias, está presente. O herói que não veste capa nem vive nas histórias em quadrinhos, mas que enfrenta o mundo para estar ao nosso lado. O pai que segura a mão do filho até o fim, mesmo que não torça para o mesmo time ou pense igual.
Essa é a importância de um pai. Por isso, hoje, deixo um beijo para todos os pais pelo seu dia, e um beijo e um abraço para o meu pai — o meu querido Café — que sempre esteve presente, fez tudo por mim e minhas irmãs e, hoje, faz o mesmo pelas netas.
Feliz Dia dos Pais, meu herói da vida real!
C. N
A vida é um caminho sem fim, e em sua jornada, muitas vezes nos perdemos. Somos como viajantes, assumindo papéis diferentes ao longo do tempo, em corpos distintos. Nossos maiores erros são cometidos movidos pelo medo. Tememos perder a juventude, o poder, os bens materiais e até os afetos. Lutamos contra impérios e nações poderosas, buscando nos preparar, dia após dia, para sermos vitoriosos em todas as batalhas da vida.
Mas, mesmo quando conquistamos todas as vitórias, muitas vezes nos perdemos de nós mesmos. O verdadeiro julgamento ocorre quando, ao deixarmos este mundo, nos deparamos com nosso reflexo no espelho da consciência. Ali, somos o réu, o juiz, o promotor e o executor de nossa própria sentença.
Quando nos desprendemos do corpo material, podemos finalmente ver a verdadeira beleza de nossa alma, sem adornos ou máscaras, apenas a luz pura que nos coroa. Nenhum tesouro do mundo pode se comparar a isso. Nem riquezas infinitas, nem terras vastas, nem palácios magníficos, nem prazeres passageiros.
Ao partirmos deste plano, nos tornamos iguais. O verdadeiro poder não se mede em riquezas ou status, mas na consciência com a qual vivemos. Um poder silencioso, que não busca dominar, mas que brilha sem ofuscar, mais radiante que todas as moedas de ouro que podemos acumular. Precisamos urgentemente abandonar as disputas por um poder falso.
Devemos começar com nossas casas, trazendo paz para nossos lares e dando liberdade genuína aos nossos jovens, que são mais preparados do que imaginamos. As guerras começam dentro de nós, nos lares, nas escolas, nos templos. Quando as guerras externas se manifestam, muitas vezes achamos que não temos nenhuma parte nelas, mas devemos entender que elas são o reflexo dos conflitos dentro de nossa própria mente.
Nosso poder bélico interno é grande: somos capazes de ferir alguém com nossa intolerância, indiferença, ódio disfarçado e palavras cruéis. Buscamos território quando insistimos em estar sempre certos, quando humilhamos o outro para nos sentirmos vitoriosos.
Beleza, juventude, riqueza, carisma, poder… Quem pode ter tudo isso ao mesmo tempo em uma única vida? Podemos nos embriagar com essa mistura e nos identificar com o personagem que criamos. Mas, ao deixar tudo isso para trás, chegamos à verdadeira fonte de poder, à qual nos curvamos com reverência, assim como nossos súditos fizeram um dia. Nesse momento, nos tornamos servidores da luz, como todo bom líder deveria ser.
A vida é assim: um dia somos homenageados, no outro homenageamos aqueles que nos abriram os caminhos para que pudéssemos estar aqui hoje, compartilhando essa mensagem com todos que têm sede de conhecimento e que marcham com coragem na jornada da evolução do ser.
Canalização - Clp
Embalos de um sábado a noite em Araxá
Em meu estar presente nas ruas e nos lugares em que gostaria de estar tornou-se pouco comum, depois que fui apresentado e apaixonei-me. Tudo tornou-me a ter uma valor absorto entre tantos valores de ser e tempo e espaço,no confinamento de amar e poetar. Despido de qualquer quimera ideológica, me vejo um restício de gente seguindo rastros de saudades delirantes. Velhos amigos sinto falta, mas o tédio não faz morada e então me lembro de que tudo é relativo e vivo a poetar, sentado a beira do caminho, uma vida em desnorteio. Na rua de minha cidade sento-me em algum lugar no alto da avenida mais movimentada e badalada, tenho uma visão privilegiada, olhos de águia e cão farejador que a tudo cheira e investiga, e a denuncia não habitam em mim, não sou dedo duro, a isso eu esconjuro. A alma esta alerta a pouca distancia da rua e de seus desfechos em episódios feito nas telas de tramaturgia na TV . Aos meus olhos repousam na matéria a ser impressa são reduzidos pela efervescência da vida, ali dinamicamente humana , minha vida existência de ser um poeta em uma cidadezinha como Araxá em interior do vasto e rico estado de Minas Gerais. Olho,nas calçadas da avenida top dos fins de semana na cidade nos barzinhos mais badalados pela burguesia, nata araxaense, reina muitas vezes a podridão da discriminação social, já nem é mais racia a muito tempol deu lugar a social ,desde que se tenha dinheiro não importa muita coisa pra aquela gente hipócrita, uma burguesia incógnita que cada vez que mais se distancia dos pobres coitados e mais se sentem melhores . Passeiam enrriquietas as burguesinhas , estacionam perplexas , cabelinhos padronizados salto alto Luiz quinze, o rosto todo borrado, feito Pierrô retrocesso , em pingos de brilhos de meiguisse escondendo a fera que a por dentro delas em busca de fama e dinheiro dos otários que se acham ao melhorarem um pouquinho de vida, conseguindo um empreguinho melhor em alguma grande firma ou coisa e tal. Vejo casais de namorados abraçados felizes para os que vêem de fora e infelizes ao extremo por ele mesmos por viverem de aparência , em suas casas deixaram os filhos pequenos com as avós passando necessidades e saíram para festas de patricinhas que pagam muitas caixas de leite para matar a fome dos que ficaram em casa, isso tudo em nome da ostentação. Os que dirigem seus carrões novos zero quilômetros importados , muitas vezes devem muito mais que ganham a vida inteira, hipócrita bobeira. Uns matando aula com cadernos na mão e cigarrinho na outra logo absorvidos pela corrente humana da avenida . Carros em alta velocidade sem preocupar-se com a gasolida que esta em alto preço, so oque importa aos boyzinhos é impressionar as patricinhas doentes por aparências: marcas, motos , alto-padrão de qualidade, forte, barulho,exatidão,e vencedores é o que elas querem. A avenida é um contra-ponto de tudo dois mundos tão distantes e tão juntos igualmente imundos: o céu que é ilusóriamente céu e é na integra o inferno , e o inferno real que é retratado pela falta de tudo , até mesmo da dignidade humana. Homens e mulheres na captura de um final de semana, ciclistas em aceno de reconhecimento ou desejosos de serem reconhecidos por algum figurão da sociedade local e conseguir na segunda feira um horário pra entrevista de emprego. Cãezinhos bem tratados sob a tutela de madames cheirando forte aromas de mulheres velhas e vira-latas esses sim na maior farra , se lixando pra convenções . O mergulho no formigueiro humano lembra-me a poesia escrita, essa agora que agoniza nas etantes de bibliotecass e ninguém quer nem saber que elas existem quanto mais ler. Vez e outra ouço o garçon: mais dois chopes? Dois é claro! Tarde assim dia atípico final de semana movimentado em Araxá coisa inesperada inexplicável , mas é, e assim nasce mais um verso que tanto sonho em escrever , mas para que escrever versos , se ninguém aqui quer saber de outra coisa agora nessa tarde da madrugada, já são quase quatro da manha e só o que se tem são orvalhos , pingos em gotas caídas de graça do céu , a única coisa de graça nessa noite tão poética e sem nenhuma ternura da parte cidadã, é também esta poesia que entre tanta lama e podridão , fez-se um texto poético a que se retrata a verdadeira realidade de vivenciar os embalos de um sábado à noite em Araxá,só nos vem reforçar a efêmera fórmula milenar de que no meio do mais tenrro estrume dessa vida é que se nasce a mais refinada em encantos flor da poesia.
Há um momento em que precisamos soltar a mão daquilo que nunca aconteceu… para perceber que o céu continua derramando vida sobre aquilo que ainda pode florescer.
Às vezes, o cansaço não vem do que a gente perdeu, mas de continuar morando em um passado que Deus já deixou para trás.
Ter um pensamento singular pode ser o mais valioso dos dons; não se aflija — permaneça fiel a si mesmo.
Pedágio
(Moacyr Franco)
Minha mãe me fez rezar
Para ser feliz um dia
A felicidade se passou
Foi durante a noite e eu dormia
Fui ao culto, rezei missa
Bebi pinga no terreiro
Vi que a graça nunca vem de graça
E os pecados eu paguei primeiro
Me bati contra o destino
Virei saco de pancada
Quero o braço levantado hoje
Pra depois não acredito em nada
Me ensinaram semear
Plantei rosa. fiz canteiro
Mas enquanto eu reguei semente
Desmataram esse mundo inteiro
Descobri que tanto faz
Sobriedade ou mais um porre
Só se vive mesmo nove meses
Pois o resto, amiga a gente morre
Já morri em nova york
Outro tanto em paris
Mas agora que te conheci
Vou morrendo um pouco mais feliz
E por isso não me fale
No futuro, no amanhã
Paraíso é esse instante aqui
Que comemos da mesma maçã
Faz de mim o que quiser
Faz de conta que é feliz
Deixa o mundo se matar lá fora
E me mate só de amor aqui
Já parti em tantos barcos
Já chorei em tanto cais
Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais
Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais
Berço
Recordo: um largo verde e uma igrejinha,
Um sino, um rio, Um pontilhão e um carro
De três juntas bovinas que ia e vinha
Rinchando alegre, carregando barro.
Havia a escola, que era azul e tinha
Um mestre mau, de assustador pigarro...
(Meu Deus que é isto? que emoção a minha
Quando estas cousas tão singelas narro?)
Seu Alexandre, um bom velhinho rico
Que hospedara a Princesa; o tico-tico
Que me acordava de manhã, e a serra ...
Com o seu nome de amor: Boa Esperança,
Eis tudo quanto guardo na lembrança
Da minha pobre e pequenina terra!
Bernardino da Costa Lopes poeta parnasiano, conhecido como precursor do Simbolismo no Brasil.
1859-01-15 Rio de Janeiro
1916-08-18 Rio de Janeiro
DEUS... quando tem um propósito para a nossa vida... ELE... nos mantém firmes e fortes... para que possamos com a capacitação que nos foi dada... ser a tábua de apoio... a força e a coragem... no mar turbulento de tantas vidas. Vamos em frente que o tempo não para...!
A cada erro, minha consciência me submete a um tribunal invisível, onde não há apelação, não há clemência, não há voz de defesa. Vivo na constante vigilância de um algoz interno que conhece todas as minhas intenções, inclusive aquelas que o mundo jamais suspeitaria." Celso Jerônimo
“Não se mede um sábio pelo êxito de suas escolhas, mas pela firmeza com que permanece fiel à virtude, mesmo quando o mundo lhe oferece atalhos."
"Aquele que foi criado com pouco descobre cedo que a abundância exterior pode ser apenas um véu de ilusões. O verdadeiro valor das coisas não reside no acúmulo de bens ou na aparência, mas na simplicidade que nutre o espírito e fortalece a existência. Ninguém se define pelo que veste, muito menos pelo que possui, pois a identidade humana não se sustenta na superfície, mas na profundidade de ser."
A vida é um fio de luz que se apaga lentamente a cada amanhecer. Por isso, viver não é apenas resistir ao tempo, mas preenchê-lo de sentido. Cada gesto, cada olhar, cada silêncio é um modo de eternizar o instante antes que ele se despeça. Não espere que o tempo lhe pertença. Ele pertence, sim, ao que você faz dele. Porque viver é transformar o efêmero em memória e o agora em eternidade.
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