Morar

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Saudade é o nome do lugar que as pessoas que amamos vão morar quando morrem.

Morar sozinho não é exatamente sobre independência.
É sobre convivência…
só que, dessa vez, com alguém que não dá pra evitar.

“Vem morar perto de mim… e eu prometo te mostrar todos os dias, nos detalhes e no carinho, que você nunca vai precisar sentir ciúmes de mim.”

Se quer morar bem, more no seu amor-próprio, nenhum outro lugar é tão confortável e aconchegante.

⁠🌵UBAJARA: ANCESTRALIDA, RAIZ E CULTURA. 🚡


Ubajara é nome vivo,
terra boa de morar.
Carrega ancestralidade
na língua a eternizar.


Ubá é canoa que corta o rio,
îara, senhor firme e bravio.
Guardião das águas e do caminho,
guia destinos de quem anda sozinho.


Dizem que um cacique habitou
a gruta de pedra fechada,
onde respinga água sagrada
e fez da rocha sua morada.


Outros contam outra versão:
que ali vive a mãe d’água,
carregando força feminina
em cada energia que se propaga.


Ubajara é resistência,
é cultura que vibra
em cada quadrilha,
nos eventos que a cidade cultiva.


E no turismo tem encanto,
seu bondinho a percorrer,
mostrando a linda serra
pra quem deseja ver.


Entre lendas e tradição,
segue a coragem de remar,
guiando cada coração
pra um sentido encontrar.


-Mara Ferly

“Desconfie de quem tem respostas para tudo; a sabedoria costuma morar nos becos da dúvida.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“Construir um refúgio interior é aprender que nem todo caos externo merece morar dentro de nós.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.

Morar no Rio de Janeiro é aprender que coragem não é ausência de medo; é vestir o medo e mesmo assim pegar o ônibus, atravessar a rua, abrir a porta de casa e seguir vivendo.

A verdade mais dura é simples: quem quer construir não deixa você morar na dúvida.

Tem dias que eu penso
Que eu queria morar aí
Bem aí nesse cantinho,
Já basta pra mim.
No cantinho da sua boca
Nesse, de onde nasce teus sorrisos.
É onde minha boca
Quer se encontrar com a sua.
Ao fim de uma tarde chuvosa
De um silencioso amanhecer.
No cantinho da sua boca
É onde eu quero morar.

A felicidade gosta de morar nos detalhes que a pressa não vê.

Depois descobri o que é morar sozinha, ninguém consegue tirar minha paz

*“Dúvida”*


Dúvida, minha dúvida,
por que você insiste em morar entre o que sinto
e o que tento esconder?


Você chega silenciosa,
bagunçando certezas
que eu jurava eternas.
Mas, às vezes,
minha dúvida inclui certezas.


A certeza do teu sorriso
invadindo meus pensamentos
nas horas mais distraídas.
A certeza do vazio
quando você demora a aparecer.


A certeza de que meu coração te reconhece
mesmo quando minha razão
finge não saber teu nome.


Talvez amar seja isso:
um encontro estranho
entre medo e esperança,
entre partir e permanecer


Porque existem sentimentos
que não sabem explicar a si mesmos, mas ainda assim…
têm absoluta certeza de existir.

“Todo sonho ganha vida quando deixa de morar na esperança e passa a habitar nossas atitudes.” Os`Cálmi

"Florescemos quando o medo desaprende a morar no corpo."


projeto Trilho365

Brasil, um país tão gostoso de morar,
mas ruim para ter celular,
a cada ligação recebida,
sei lá quem liga,
o dia inteiro,
me causa até medo,
mas apenas eles vivem a ligar...
Não quero mais meu celular!

“O coração sempre denuncia
quando estamos tentando morar longe demais de nós mesmos.”

O Direito de Respirar


Cansei de morar entre ruídos que não escolhi
e entre tempestades que nunca nasceram em mim.


Meu sonho tem paredes simples,
uma janela aberta para o céu,
livros espalhados,
o cheiro de café,
música preenchendo os cômodos
e a certeza de que,
quando a noite chegar,
estaremos protegidas.


Alguns sonham com riqueza.


Eu sonho com tranquilidade.


Porque há batalhas
que só terminam
quando encontramos
um lugar que finalmente
podemos chamar de lar.


Percebi, com o tempo,
que a paz mora
onde a alma
pode respirar.

A Arte de Refazer-se


Reconstruir não é voltar ao lugar
onde a ruína aprendeu a morar.
É olhar cada resto, sem se iludir,
e escolher o que fica, o que vai ruir.


Depois da queda, muda-se o mapa,
a voz já não pede, a presença não escapa.
Muda-se a língua, o jeito de falar,
porque quem se refaz aprende a se nomear.


Também muda o acesso, a porta, a janela,
nem toda presença merece a sala mais bela.
Existem distâncias que não são abandono,
são muros erguidos para proteger o sono.


Reúne-se tudo: silêncio e memória,
feridas, desejos, fracassos, história.
Nada é varrido para fingir perfeição,
até o que doeu ganha outra posição.


E então se percebe, no fundo da pele,
que mudar não é negar aquilo que fere.
É retirar da ferida o direito de mandar,
sem deixar que o passado escolha onde ficar.


Quem se reconstrói não volta igual,
troca o caminho, recalibra o sinal.
Não distribui chaves por medo de perder,
nem abre a própria casa para qualquer querer.


E se perguntarem por que tudo mudou,
não foi o mundo: foi quem se encontrou.
Mudou a linguagem, a porta e a direção,
porque reconstruir também é mudar a própria posição.

E o tempo...


O tempo pode ser rei ou escravo.
Pode morar no presente, insistir no passado ou nos conduzir a um futuro ainda desnorteado.
O tempo não espera, não acelera, não desacelera, apenas segue seu curso.
Não passe a vida correndo atrás do tempo, aprenda a vivê-lo.
Tenha tempo para viver o tempo: amando, aprendendo, perdoando, agradecendo e construindo memórias.