Mistérios da Alma
Olhos castanhos...São eles a identidade dela,o mistério de sua alma,os olhares que neles olham veem uma floresta dividida entre duas estações,outono e primavera que quase sempre molham as raízes,seus olhos revelam por vezes suas emoções,suas tristezas,suas amarguras,seus medos,suas ironias,mas mantém sempre o mistério que dificilmente é revelado ou descoberto por alguém,ela tem olhos que cortam tanto quanto uma navalha,que hipnotizam mesmo sem serem fixados em alguém,seus olhos castanhos se entrelaçam com os olhos de seu amado,são aqueles pares de olhos que brilham quando se encontram,ela possue dentro de si uma pureza que nem mesmo as mais águas cristalinas tem.
Seus olhos castanhos são aparentemente comuns,normais,no entanto poucos sabem o quanto eles são reveladores".
A minh'alma deseja morar no mistério escuro desse olhar castanho, O coração não tem mais dúvidas que deseja mergulhar nesse remanso...
A minh'alma de Ipê-roxo
em floração no Pampa
guarda folclores e mistérios
do meu Rio Grande do Sul
poético e de amores
que carrega no coração,
e escreve Versos Intimistas
sempre com toda adoração.
Amor de minh'alma
Risonho e sedutor
Reina em mim
Indelével
Este mistério
Silencioso
Generoso
Admirável que constrói um
Reinado em mim.
Me fizeste com coração cigano e alma encantada
E aprendi a amar desde cedo os ventos, chuva e tempestade..
E admirava os Deuses e encantados da natureza
E adorei o Amor a se revelar nos mistérios da natureza
Entre mantrans e sinfonias de esferase dimensões paralelas
Vi meu coração incendiado de paixões da carne e amores espirituais
Extasiei inevitavelmente
E em Luz e Som, iluminado de Vida, com lábios em prece te rendi Louvor
Versos de gratidão nos lábios
pintando a alma
...a vida, mas principalmente as pessoas na vida, nos trazem os espelhos necessários para nos vermos e tanto quanto às imagens que de todos fazemos, nossa imagem e semelhança...
Vida em abundância não vem dos cofres de dinares...vem mais da cor d'Alma...translúcida enquanto humana...azulando para o horizonte atingir...mas, sem fingir, os tons de cinza podem ser o porvir...ir, IR?
...ah, Gil, mistério sempre há de pintar por aí...piu
Sussurros da Alma: Poesia de Encanto e Desgosto"
No mar profundo,
Dança do mundo.
Ondas em rodopio,
Mistério vazio.
O desgosto é amargo,
Fosco, estreito ou largo.
Sombras me machucam,
Olhares sem cor, sonham.
A doce brisa sopra,
Vejo a singela copa.
Os segredos ao vento,
O misterioso tormento.
No compasso, o destino,
Menino, tino, desatino.
A alma chora em silêncio,
Crença, censura, incêndio.
Nas trilhas do coração,
Paixão, ilusão, aflição.
Um sonho desfaz,
Paz, eterno se refaz.
O sorriso já não brilha,
A ilha, trilha, maravilha.
Amor que se tornou dor,
Flor, torpor, sem valor.
No amanhecer do dia,
Sorria, guia, alegria.
Nas asas da fantasia,
Harmonia, a poesia.
O amor é um canto,
No canto, encanto.
O coração, o pranto,
Santo, o meu manto.
A vida é um caminho,
Sozinho, o meu carinho.
Nos passos, o destino,
Animo, divino, ensino.
A esperança é um laço,
Na incerteza, um abraço,
Que enlaço, me enlaço.
Espaço, cansaço, traço.
Assim segue a canção,
Com a paz do coração,
União, emoção, perdão.
Paixão, canção, reflexão.
No céu azul e vasto,
Brilha, apaga o nefasto.
Um sabre de luz, o manto,
Um sol radiante, o santo.
Na noite escura, o desgosto,
O amor é um bom encosto.
Abraço terno, um doce canto,
Fosco véu que cobre o santo.
No desenho o meu olhar,
Segredos vêm se revelar.
Um sorriso, um suspirar,
Amor, clamor, ar respirar.
Sigo o meu caminhar,
Sem medo de arriscar.
Nesta arte, verso a verso,
Construo o meu universo.
Na poesia se entrelaça,
Superação se abraça.
O desgosto vira raça,
Na raiz, eu e a praça.
O desgosto, o gosto,
Fosco, oposto, o posto,
Na poesia, o encanto,
E no verso, o pranto.
A tristeza é a cruel fera,
Que espera, desespera.
Mas a alma se recupera,
Espera, hoje, primavera.
"Nas dobras da terra repousa a história das eras, nas águas dança a alma da fluidez, nas montanhas erguem-se os sonhos da altitude, e nos vulcões arde a paixão oculta da transformação. Assim, na natureza das coisas, encontramos o reflexo de nossos próprios mistérios."
