Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabia
Existem palavras que parecem bonitas, mas não alimentam a alma quando não têm raiz na verdade que você vive. Nem tudo que soa profundo, edifica.
Enquanto você aprende a se levantar, alguém também está sendo moldado para não desistir e o tempo trabalha para unir dois processos, não apenas duas pessoas.
Tem coisas, e pessoas que nos desgastam tanto que, quando percebemos, já viraram um ciclo de repetições.
Batem, insistem, fazem a gente abrir a porta… mas, quando a gente abre, não permanecem, não cuidam, não fazem questão.
E esse movimento cansa.
Cansa a ponto de tirar a vontade de reagir, de falar, de tentar de novo.
A gente vai perdendo o interesse, a motivação…
e, quase sem perceber, escolhe o silêncio, se afasta, fecha um pouco mais a porta por dentro.
Não é frieza, nem falta de sentimento.
É excesso de desgaste.
É o corpo e a alma entendendo que nem toda insistência merece acesso,
e que insistir em certos ciclos dói mais do que soltar.
Então nasce o medo de abrir de novo…
mas junto com ele, nasce também algo importante: o cuidado.
Porque, às vezes, abrir mão não é desistir
é, finalmente, se escolher.
Tem gente que se muda inteira para dentro de um amor, e esquece a chave de casa.
Se desapegam de si para morar no outro. E quando são deixadas, nem sabem mais o caminho de volta.
Frases têm dono. Sentimentos, também. Usar sem nome é vestir alma alheia como se fosse sua.
Janice F. Rocha
Tem gente que se encanta tanto com as palavras dos outros… que esquece de dar o devido crédito a quem as escreveu.
Janice F. Rocha
